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Lisboa

Hoje olhei para ti e estranhei-te como das primeiras vezes que me deparei contigo. Senti-te distante, senti-te muito menos minha do que tens sido nos últimos anos.

É verdade que já quis deixar-te um par de vezes e pensei nisso outras tantas…mas nunca consigo. Há sempre alguma coisa que me prende a ti, só ainda não descobri o quê. Mas não gostei nada da forma como me fizeste sentir hoje.

Gosto quando acordo e te sinto minha. Gosto de ir pelas tuas ruas, determinada e confiante, com um objectivo, ou ir apenas – sem destino algum. Gosto quando acordo e sinto que preciso de me sentar à beira rio. Só tu e eu. Sinto que nessa altura só nós percebemos quão bom é o beijo da brisa que o Tejo nos traz…todos os dias, há tanto tempo. Como é que ainda não se cansaram um do outro? Ele e tu, sempre no mesmo sítio. Sempre lindos, para nos dar a melhor luz, a melhor vista, a melhor cidade que sei que um dia vou conhecer. E tenho muito orgulho nisso, sabes?

Nunca pensei que escrever-te pudesse fazer-me emocionar. Mas o que é facto é que me trouxeste muitas coisas boas. Tantas que nem me lembro das más, porque tu – como o teu próprio nome diz – és boa. Boa demais para qualquer um que pisa o teu chão merecer. E se és assim, porque é que hoje também tu me fizeste sentir como se eu não te pertencesse? Porque é que me fizeste sentir que és grande e não me abraçaste? Não quero não me sentir confortável contigo, nem em ti. Não foi aqui que nasci, mas é a ti que trago no coração e és tu que sinto como minha casa. Fizeste-me acordar para a vida, fizeste-me crescer. Ensinaste-me tanto e tão mais do que podes imaginar! És a melhor cidade do mundo e és minha! Proíbo-te de me largar.

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Entre a Arte e a Informação, Eventos com Personalidade

Super Bock, uma marca autêntica!

Se há coisa que gostamos é de boas ideias, boas imagens, boas comunicações e estratégias. E se fossemos a escolher uma marca portuguesa que tão bem o faz certamente um dos nomes que nos passaria pela cabeça seria a Super Bock.

Não pela recente campanha de marketing mas por tudo. Sim por tudo, mesmo quando pensamos que já esgotaram a caixinha das ideias, que aqui se guardam do lado de fora (o lugar onde nascem as ideias geniais) eis que no supreende mais uma vez, e outra e outra!

Nós, profissionais da área da comunicação, do design e dos eventos, consideramos que a Super Bock consegue ser grande e inteira, nada nela exagera ou exclui. 

Nas redes sociais,consegue ser criativa na dose certa, todo o tema é desculpa para dar asas à criatividade e mãos à obra. Desde do mais lamechas ao mais desbocado do mais divertido ao mais sério, todos os temas servem-se num copo bem cheio. E aqui o design anda de mãos dadas com a sua melhor amiga, a comunicação. 

E já que falamos em amiga, o brinde aqui é amizade. Este sempre foi o mote da Super Bock, os amigos. A mais recente campanha publicitária, elogia todos eles, os mais extravagantes e os mais discretos, os desbocados e os sossegados. Porque os amigos não têm defeitos tem feitios, e é isso que torna as amizades autênticas. E aqui todos concordamos, a Super Bock enche até corações na medida certa.

E se esta é a mais recente campanha, a anterior ainda continua a dar que falar. Ainda que previsível, para os olhares mais atentos e familiares ao marketing, a Coruja não deixa de ser igualmente autêntica. Pela ideia, pela comunicação, pela campanha de marketing e sobretudo pela iniciativa. Gerou-se o burburinho necessário para mexer as mentes e o apoio ao artistas. Aquilo que chegou a ser considerado plágio ao ilustrador apelidado de Coruja, era na verdade um coletivo artístico e que a SuperBock apoia. Até na representação, até que os copitos foram bem encenados.

Nos eventos, a Super Bock também sabe dar um bailinho autêntico. O SuperBock SuperRock é o amigo festivaleiro mais velho, mas há também lugar para novos amigos. Superb, o amigo para as noites mais autênticas, e obviamente nas pistas mais autêntica, o Lux Frágil.

A SuperNova, o amigo para as novas descobertas, um circuito de espetáculos ao vivo ao som da nova música portuguesa. Mas a marca faz também amigos internacionais, Super Bock Under Fest, o amigo espanhol que a marca criou laços em Março na cidade de Vigo. Uma amizade que surge no seguimento da estratégia de internacionalização da marca.

E se para a Coca-cola a poesia de Pessoa serviu na perfeição, para a Super Bock não seria muito diferente. Porque consideramos que esta é uma grande marca, a Super Bock é tudo em cada coisa, põe quanto é no mínimo que faz. Parabéns SuperBock 90 anos e sim, recebemos o convite para o aniversário do amigo nonagenário. Até lá que continues assim, autêntico, no sabor e na personalidade!

~ um chá copo de cerveja e um brinde à amizade ~

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Até perder a vista, Chá das 3

Travel Post #16 – Suíça

A Primavera chegou!

E, para encerrar a temporada de Inverno nada melhor do que uma viagem não é?!

Melhor que uma viagem, só mesmo juntar 3 amigas para fazer uma road trip por um país lindo como a Suíça!

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Antes de chegarmos houve uma frente fria que deixou a Suíça coberta de neve, senti-me uma criança feliz em pleno Natal.

No primeiro dia fomos explorar Basel e Bern.

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Basel é uma cidade super colorida com pitorescos edifícios medievais, visitámos a igreja na qual subimos à torre, que definitivamente não é aconselhada a pessoas com vertigens (trust me), passámos no largo da câmara que é um edifício gigante laranja que não passa despercebido e passeámos perto do rio Reno.

Ao chegar a Bern vimos a cidade de cima, parecia mesmo a cidade Natal, amei! Muita neve, aquelas ruas lindíssimas, a casa do Einstein e a torre do relógio que infelizmente estava em obras.

IMG_7103É uma cidade adorável que dá um postal de Natal perfeito e as pessoas são super simpáticas. Tivemos o azar e enterrar o carro na neve e um senhor, já com uma certa idade, apesar de falar alemão e de nós entendermos tanto do que ele dizia como de física quântica lá nos conseguiu ajudar a tirar o carro. Uma comédia!

dia seguinte começou bastante docinho. Fomos à Maison Cailler conhecer as maravilhas do chocolate Suíço, mas sem antes fazer uma paragem para sentir a neve a cair na cara, tão bom, parecíamos umas criancinhas felizes.

Voltando ao chocolate, foi uma deliciosa experiência, ficámos a saber toda a história do chocolate e saímos de lá a rebolar, foi comer chocolate até não poder mais.

Seguimos para Gruyères, uma cidadezinha medieval, mais conhecida pelo queijo suíço que é lá produzido. Por lá demos uma voltinha até ao castelo e fomos beber uma cerveja belga a um bar inspirado em extra-terrestres, enquanto esperávamos que parasse de nevar.

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Quando a neve acalmou continuámos a nossa aventura até Montreux. 

Montreux fica à beira do lago de Genebra, é uma cidade completamente diferente do que tínhamos visto até então.

Na verdade tudo na Suíça é exageradamente bonito, mas Montreux parece que resolveu exagerar o exagerado. O Lago com os Alpes como fundo, a arquitectura, o castelo, o Freddie Mercury, enfim fiquei apaixonada pela cidade.

Mal chegámos fomos dar uma volta pelo parque em redor do lago, fazer uma visita à estátua do Freddie Mercury, que passou os últimos anos da sua vida nesta linda cidade e onde os Queen gravaram alguns álbuns, incluindo o “Made in Heaven” que Freddie já não acompanhou até ao fim.

Foto aqui, foto ali, e seguimos para o Château Du Chillon.

 

O Château Du Chillon é um castelo medieval à beira do lago, onde viveram alguns nobres da região a partir do século XII, já serviu de fortaleza, arsenal e prisão. Está localizado numa posição estratégica, e oferecia um controle absoluto do lago à família Sabóia, que viveu ali em 1150. O castelo é enorme, tem uma vista maravilhosa, como estava cheio de neve, por dentro é impossível não ver um pouco de Game of Thrones ali, por fora é impossível não associar ao castelo do príncipe Eric da Pequena Sereia, já que foi precisamente este castelo que lhe serviu de inspiração.

O dia terminou com um jantar maravilhoso no cimo da montanha, fomos a Jolimont comer um delicioso fondue paysanne. Depois de um dia de passeio e com 5 graus negativos lá fora soube maravilhosamente bem. O dono do restaurante no final vem falar um bocadinho a cada mesa, dar aquele toque pessoal, fazendo-nos sentir em casa.

No fim do jantar, adivinhem?! Voltámos a ficar com o carro a patinar na neve, mas como sempre, encontrámos pessoas simpáticas que nos desenterraram o carro.

ab175523-1abe-47a3-b46d-0e5860740d75No dia seguinte uma aventura nos esperava nos Alpes! O dia estava lindo e por isso fizemos algumas paragens pelo caminho em Oberried am Brienzersee onde se vê o lago imenso com o Alpes como fundo.

Já em Grindelwald apanhámos o teleférico até ao First (ai ai as minhas vertigens). Depois de hiperventilar um bocadinho lá me consegui distrair com a paisagem, com as casinhas de madeira que fazem lembrar a casa do avô da Heidi e com as pessoas lá em baixo nas pistas de sky.

Um dia bom para ir ao First é com céu limpo, por isso estávamos um pouco a medo quando começámos a ver algumas nuvens de neve a formar, mas aproveitámos ao máximo o sol que estava naquela altura.

42ba68ae-2e5f-4e13-a83d-35abd8a0d920Na montanha First o verdadeiro desafio (pelo menos para mim) é o passadiço à volta da montanha, onde se conseguem ver as paisagens e algumas cascatas congeladas. Como não desisto ao primeiro tremelique lá fui eu, mas obviamente não consegui ir até meio quanto mais até ao fim. Enquanto esperava que elas fossem dar a volta fiquei ali no ponto da minha pequena vitória a perder o medo e a respirar aquele ar. Entretanto começou a nevar, que sensação mágica!

A nossa ideia era ir até um lago muito conhecido ali perto, mas o tempo começou a fechar, nevava imenso e deixamos de ter visibilidade. Então decidimos aproveitar aquela neve fofinha e pulámos, saltámos, atirámos bolas de neve umas as outras e até foi feito um anjinho na neve.

Depois da aventura na neve lá descemos novamente no teleférico, desta vez com menos medo e fomos ver a cascata congelada em Lauterbrunnen.

No regresso a casa ainda fizemos uma paragem em Thun, não sei porquê aquela cidade fez-me lembrar Nárnia.

O dia seguinte começou bem cedinho, decidimos dar um saltinho a Milão.8cd43e18-4dd7-4e5e-83a6-9f4298a59e57

O caminho fez-se muito bem, uma paisagem mais bonita que a outra, e passámos no terceiro maior túnel do mundo, o túnel Saint-Gothard com 17 km.

Em Milão a neve já estava a derreter, o que fez da passagem no parque um desafio, parecia que estava numa pista de gelo e me tinha esquecido dos patins de gelo. Demos uma volta no Castelo Sforzesco e continuámos em direcção ao Corso Vittorio Emanuele II, a rua imensa cheia de lojas que nos guia até ao Duomo di Milano.

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O Duomo é uma edifício magnifico, majestoso, situado numa praça gigantesca e cheia de gente. Não entrámos na catedral porque a fila estava enorme, optámos por caminhar nas ruas ali à volta, ver o movimento e atracções das ruas.

Claro que não podia faltar a visita à Galleria Vittorio Emanuele II. O centro é em forma de cruz onde há o encontro das duas vias. Respira-se a alta costura, e o piso é revestido com mosaicos onde em cada uma das quatro esquinas está desenhado o brasão das cidades de Milão, Turim, Florença e Roma. No de Turim há uma pequena curiosidade e não é difícil de encontrar, porque é aquele que mais pessoas tem à volta a rir às gargalhadas.

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No centro do brasão de Turim há um touro, a lenda diz que dá sorte pisar com o calcanhar do pé direito os testículos do touro e girar três vezes, à meia-noite do dia 31 de Dezembro, mas na verdade o ritual é repetido por turistas diariamente. Obviamente que também pisámos o bicho e demos as voltinhas.

Fomos comer a bela pasta e regressámos à Suíça, fazendo uma paragem em Lugano.

Lugano tem uma arquitectura característica de Itália pela sua proximidade e é uma cidade muito bonita que respira moda.

Tem um parque em volta do grande lago, no qual fizemos um passeio ao por do sol, o que tornou a cidade muito mais bela.

A nossa ideia era acabar o dia em Luzern a comer um belo hambúrguer num festival que estava a decorrer, o que até teria acontecido se não tivéssemos andando na palhaçada e a babar nos abdominais de um grupo de dança em Milão. Enfim, não se pode ter tudo! Como na Suíça tudo fecha cedo e chegámos a Luzern tarde lá se foi o hambúrguer mas ainda passeámos um bocadinho por lá, atravessámos a Ponte da Capela que atravessa o rio na diagonal e tem pinturas que representam um pouco da história local. No meio da ponte está a Torre da Água.

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No último dia a neve já estava a derreter e o sol veio fazer-nos companhia até Rheinfall.

Nem tenho palavras para descrever aquele sítio, é simplesmente fan-tás-ti-co!

Aquelas cascatas imensas, a água tão azul, imagino aquilo no verão tudo verde à volta. Perfeito! Fizemos uma caminhada em toda a volta das cascatas e no verão até dá para ir de barco até à pedra central onde está a bandeira suíça, deve ser assustadoramente fabuloso.IMG_7652

Seguimos para uma cidadezinha que parece que parou na idade média, era quase como uma cidade medieval de bonecas, pequenina e fofinha! Estávamos em Stein am Rhein. Por lá passeámos, aproveitámos o solinho no parque à beira rio a descansar um pouco.

Para o fim deixámos a magnifica Zurich. Aquela cidade é simplesmente uau! Grande, gigante até, super colorida, cheia de gente, de movimento, edifícios lindíssimos reflectidos no rio que atravessa a cidade. Passámos a tarde toda lá, é uma cidade que cada canto é apaixonante e de uma beleza singular.

Obrigada Andreia por nos receberes na “tua” pequena vila no meio das montanhas, Moutier, é sem dúvida bonita e toda a Suíça que nos mostraste é apaixonante. Joana, minha Jones, obrigada por embarcares nesta aventura connosco, viajar contigo é sempre uma comédia pegada.

Até uma próxima aventura meninas, é só escolher o destino!

‘Because the greatest part of a road trip isn’t arriving at your destination. It’s all the wild stuff that happens along the way.’

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~ Um chá de chocolate e aventura ~

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Chá do Manifesto

Qual é o teu propósito de vida?

Tão bom o cantar dos pássaros pela manhã, o sol a surgir no horizonte, enquanto o nevoeiro matinal se vai dissipando. É grandioso sentir o cheiro do orvalho pela manhã e, de olhos fechados, simplesmente ouvir os sons da natureza. Os carros e o barulho ensurdecedor da cidade vão ficando cada vez mais longínquos na minha mente. Afinal, eu nasci para sentir cada raio de sol e a energia de meditar por debaixo de uma árvore que transporta em si milhares de anos. Já imaginaram se as árvores falassem? Tenho a certeza que seriam umas excelentes contadoras de histórias, daquelas bem antigas, que vão muito além dos nossos antepassados. 

Eu vim ao mundo para ser feliz na simplicidade de um sorriso, de um abraço sincero, de um olhar cúmplice e, quando mais necessito, retirar-me para o meu templo sagrado, que cheira a livros com centenas de anos. 

Na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra só de pisar aquele chão e atravessar aqueles corredores imensos com prateleiras repletas de livros com pó, sentia-me em êxtase. Com esta memória, que guardo no meu coração com muita saudade, jamais permitirei fugir à minha essência, ao meu propósito de vida. E que, naquelas tábuas de madeira, com público a aplaudir, eu continue a sentir a magia que o teatro, a minha grande paixão, me faz sentir.  

Prometo e fica hoje assinado que o meu caminho não voltará a desviar-se dos meus sonhos. Sim, o mundo nem sempre nos permite sonhar. O dinheiro é necessário enquanto não conseguimos atingir o que ambicionamos. Mas, na verdade, todos nós temos muitas necessidades que, no fundo, não precisamos. Se quero ser escrava delas? Não! Livrei-me de tudo isso a partir do momento em que estas começaram a substituir a necessidade da minha alma, que teima em sonhar alto, como um pássaro livre, que voa alegre, entre vales e montanhas. 

Que se lixem as necessidades que nos são impostas por pressão social. Quero viver com menos, mas com mais no espírito. Substituo um hotel de luxo, por uma tenda onde posso ver as estrelas à noite. E que, por sorte, surja uma estrela cadente, que me traga a esperança de um final feliz. Substituo uma praia da moda, por uma praia de difícil acesso, onde tenha de descer por entre rochas e, quando lá chegar possa mergulhar, sem qualquer roupa, na imensidão do oceano. Troco um bom carro e roupas de marca por idas a espectáculos repletos de arte e engenho.  

A maioria de nós vive tão anestesiados entre a casa e o trabalho, com um grande carro, já que está na moda ter um todo XPTO, que não fazemos a menor ideia do que viemos aqui fazer. Sabias que a tua alma chama por ti? Que aquilo que não tomares consciência agora terá repercussões no mundo, nas tuas reencarnações e nas energias que vais transmitindo ao teu corpo, mente e espírito? 

Afinal, qual é o teu propósito de vida? Já pensaste sobre isto seriamente? Confessa lá…É bem mais fácil viver no conforto da normalidade. O outro caminho é assustador, esquisito, difícil e até bastante “louco”. 

Na verdade, a falta dessa tal loucura, que nos permite marcar a nossa diferença no mundo, é que é a maior loucura da existência!

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Até perder a vista, Chá das 3

Travel Post #15 – Mini EuroTrip

Para acabar bem o ano que tal uma mini EuroTrip?!

Uma semana, três cidades europeias, três amigas, muito frio, muitas risadas, um cansaço tão bom!

As três cidades escolhidas foram Paris, Bruxelas e Amesterdão!

Estas cidades já foram faladas aqui no blog quando outras shakers as visitaram, por isso toca a ir recordar!

Primeiro…Paris!

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tão famosa cidade da luz nunca foi um destino que estivesse no topo da minha bucket list e por isso não ia com expectativas por ai além. Chegámos à noite, aeroporto com neve do dia anterior, um frio de rachar e depois de algumas peripécias no metro (só naquela de começar a viagem a rir à gargalhada), deixámos as tralhas no hotel e fomos ver a Torre Eiffel. “Uaaaaaaau que lindoooo” foi a reacção, que durou certa de 5 segundos, porque logo a seguir quase tropeçámos num mar de ratazanas (já percebi de onde veio a inspiração do Ratatui), medo!24131411_10155907105873571_8361391269358912295_n

 

Passeámos pela cidade, vimos a Torre Eiffel de dia e de noite, mas o nevoeiro não inspirou à subida, foto aqui e ali no Trocadéro, vimos o Louvre por dentro e por fora, demos uma volta no Jardin de Tuileries, fomos até à “nova” Pont des Arts, a maravilhosa Notre Dame, fomos ao Château de Versailles, Moulin Rouge e subimos até ao Sacré Coeur, fomos até Marais, às Galeries Lafayette, Arc de Triomphe e percorremos os maravilhosos Champs-Élysées…enfim foram 3 dias preenchidos e, já mencionei, com muuuito frio?!

No final das contas, Paris, é uma cidade que tem a sua beleza, mas não me apaixonou, faltaram mais luzes de natal, mercados de natal mais recheados, um dia, breve, quero voltar, mas à Disneyland!

Seguimos  até Bruxelas, tivemos apenas um dia, mas deu para ver o centro com calma. É uma cidade bastante multicultural, pessoas simpáticas, a cerveja é diferente mas muito boa e as waffles ma-ra-vi-lho-sas!

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primeira coisa que fomos ver foi o famoso Manneken-Pis, tãaaaao piquitito e adorável! Mais à frente é a Grand Place, uma praça linda de morrer com edifícios imponentes neo-góticos, uma árvore de natal gigante e à noite ainda vimos um video mapping de Natal, foi tão giro! Passeámos pelo mercadinho de natal, recheado de doces e artigos típico e de natal, fomos até ao fabuloso Mont des Arts que tem uma vista fantástica do centro histórico e do jardim, subimos até ao majestoso Palais Royal, passámos nas Galeries Saint-Humbert e fomos até ao Delirium Café.

No dia seguinte logo de manhãzinha rumámos a Amesterdão, último destino da viagem e para mim o mais aguardado! Para trás deixámos Bruxelas, uma cidade que achei imponente e maravilhosa.

Não imaginam há quanto tempo eu queria ir a Amesterdão, estava nos primeiros lugares da minha bucket list, e sem dúvida, superou expectativas e quero muito voltar para conhecer o que não conheci e também para conhecer outras cidade holadesas.

Lembram-se do frio que passámos em Paris? Pois é…em Amesterdão juntou-se uma espécie de micro clima do ártico. Frio, neve, gelo e isto tudo tocado a vento, mas nem isso nos desanimou. Fartámos-nos de andar e acabámos por perceber que afinal era tudo muito perto umas coisas das outras, menos o hotel, mas como o sistema de transportes deles era tão bom e tínhamos o metro mesmo à porta isso pouco importou.

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Ficámos no Via Amsterdam, que fica em Diemen, um hotel acolhedor, com decoração divertida, pessoas simpáticas, super recomendo!

Barato nesta cidade é uma palavra desconhecida, por isso, optámos pelo I Amsterdam City Card de 72h que nos dava acesso livre a quase todas as atracções da cidade e a todos os transportes.

Começámos na imponente Central Station, fomos até ao Mercado das Pulgas, tem de tudo aquele sítio, depois seguimos até ao Rijksmuseum onde estão as famosas letrinhas I amsterdam e a pista de gelo, depois da paragem da praxe para tirar fotos e de uns quantos quase atropelamentos por bicicletas fomos até ao Museu de Van Gogh. Para acabar o primeiro dia em beleza fomos até à Heineken Experience. Que máximo, adorei!

Nos dias seguintes fomos até ao Museu Casa de Rembrandt, Museu da Túlipa, Museu de Amesterdão, Oude Kerk, visitámos uma Casa Barco, fomos dar uma passeio de barco pelos canais, vimos as famosas Coffee Shops, a Red Light District, comemos a deliciosa Tarde de Maçã na Winkel.

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Ficou ainda muito para ver porque realmente o tempo não ajudou muito à festa, mas sem dúvida é uma cidade maravilhosa, toda a gente simpática, em todo o lado nos diziam pelo menos uma palavras em português, amei!

Foi uma semana intensa mas super divertida, obrigada Pi e Andreia pela aventura, já estou a matutar na próxima!

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~ Um chá de aventura ~

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Chá das 3

Costa Rica, Pura Vida

Desta vez, decidi fazer um roteiro para os mais curiosos em aventurarem-se até à Costa Rica.

Sem dúvida que foi uma experiência maravilhosa, rica em cultura, regada com novas aprendizagens e salpicada de aventura e amor.

Adoro viajar para estes destinos, porque o contacto com a natureza dá sempre asas à minha mente. A reflexão, a criatividade e as novas perspectivas surgem sempre. O que é importante toma sempre dimensões mais volumosas na minha mente e as pequenezas do dia-à-dia dissipam-se com a facilidade de um sorriso.

A Costa Rica tem esse poder! A imponente floresta mostra-nos comos somos pequeninos. A diversidade de espécies é única, estamos num país encantado cheio de criatura maravilhosas e desprovidas de intenções.

A Costa Rica não tem exercito, é um país seguro e simpático. Em alguns locais a taxa de crime é 0. A pouca policia que ligeiramente manifesta a sua presença, tem apenas como objectivo transmitir uma sensação de segurança aos turistas que estão habituados a uma presença de forças de segurança nas ruas.

Não é possível falar da Costa Rica sem falar de Pura Vida. Esta é uma maravilhosa forma de viver em sintonia com a natureza e em harmonia com todos os que nos rodeiam. Esta frase é um simpático cumprimento,um agradecimento, uma despedida ou até um sincero desejo de felicidade. Reflete, de facto, a Costa Rica.

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Dicas

Apesar de ser um país pequeno, existem inúmeros locais que valem a pena visitar. Por isso aconselho a preparem o vosso roteiro antes de iniciar a viagem.

– O carro: A mobilidade e disponibilidade horária que nos dá, é super importante, pois, apesar das estradas com má qualidade, é sem duvida fulcral para aproveitar o país

– O preço: Enganam-se os aventureiros que pensam que a Costa Rica é mais um país barateco da América Latina. Os preços são inflacionados com a utilização de USD, pelo que aconselho sempre a utilização de colones, a moeda do país.

– As tours: Tal como em todas as viagens, se desejarem fazer uma tour não avancem com a primeira empresa que encontram no hotel. Contactar directamente para o espaço/actividade será a melhor solução.

– A língua: É o espanhol, pelo que o bom “portonhol”, é um aliado. Contudo, os mais acanhados não se preocupem, a maioria das pessoas fala ou pelo menos entende o inglês.

– Câmbio: Desta vez optámos por adquirir um cartão pré-pago, o Revolut. Este cartão permite a utilização de colones ou USD, bem como muitas outras moedas, é livre de taxas quando é utilizado. Podem encontrar todas as informações aqui. Esta escolha deu-nos mais liberdade e poupou nos muito dinheiro em taxas de utilização e conversão. Não hesitem!

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O Roteiro 

San José – A capital do país. Ficámos apenas uma noites quando chegámos. Foi suficiente. É uma cidade pouco apelativa e sem muito interesse para quem deseja aventura, natureza e Pura Vida. Movimentada, muito cimentada e com semi-construções por todo o lado. 

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Manuel António – Um parque natural de cortar a respiração, boas praias (com agua quentinha), diversidade de especiais únicas e uma paz, uma paz que me faz querer voltar neste momento. Restaurantes maravilhosos, mas super pacatos e descontraídos, tudo o que se quer numas férias! O ponto alto foi sem dúvida um passeio a cavalo pela imponente selva do parque natural Manuel António. Aconselho, ainda, uma vista à praia do parque, é simplesmente deslumbrante.

La Mansion Inn foi o Hotel que escolhemos e não nos arrependemos de todo. Uma casa luxuosa, mas acolhedora. O Staff foi fantástico. A vibe sentida foi como se estivéssemos em casa de um amigo que nos recebe com o melhor que tem. Mesmo no meio da selva, tem uma vista única pintada de verde, azul e tons de castanho.

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Santa Teresa – Imaginem uma pequena vila em que todos os estabelecimentos comercias existentes se localizam numa única rua, paralela à praia. É Santa Teresa. Uma zona de surfistas, com mar bravo e praias selvagens. É ideal para relaxar e aproveita a brisa marítima com a nossa cara metade. Não existem estradas de alcatrão, apenas terra, lama e areia por todo o lado. Pode parecer estranho, mas tudo isto torna Santa Teresa num local único e inspirador. Ficámos num Hotel familiar, o Fuego Lodge, em que a Barbara, dona do espaço, nos recebeu com a descontração que combina com este sitio. Encontrámos um Bungalow simples, mas muito limpo e acolhedor, com vista para uma piscina paradísica.

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Guanacaste – Após uma longa viagem de carro e ferry, chegámos ao Riu Resort. Um all inclusive, que depois de termos estamos em 2 locais únicos e cheios de carisma, soube a pouco. Apesar de ser um grande hotel, com alguma pompa e circunstancia, a verdade é que poderíamos estar em qualquer parte do mundo. Toda a vibe da Costa Rica é perdida por ali. Uma minicidade que proporciona aos turistas uma estadia num local comodo, sem preocupações e com uma praia privada. Completamente fechado e sem contacto com o exterior, não faz jus ao país maravilhoso em que se encontra.

Por outro lado, em Guanascate tivemos uma das melhores experiências da nossa vida. Um passeio de moto quatro, onde visitamos locais únicos de cortar a respiração. O nosso guia, um Sr. com cerca de 40 anos que sempre viveu a “Pura Vida”, levou-se a locais onde a selva se envolvia com a praia, terminado num mar reluzente de aguas quentes e tentadoras.

Monteverde – A nossa última paragem. Após uma subida de curvas e contra curvas que durou mais de uma hora, chegámos ao nosso destino. O Hotel Belmar. Um Hotel que abraçava a floresta e onde o lema é a utilização de produtos orgânicos e locais. Comida maravilhosa, vistas únicas… Sem dúvida o local ideal para relaxar e apreciar o que a vida tem de melhor. Com um jacuzzi majestoso localizado no jardim natural, desfrutamos de momentos memoráveis. Aconselho, ainda, a visita do jardim das Borboletas.

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A simpatia e amabilidade de todos faz-me querer voltar! Por isso: Vão! Experimentem! Aproveitam e, principalmente, entrem no espirito da Pura Vida!

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~ Aventura, natureza, boa vibe. Pura Vida ~

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Chá das 3, Sem categoria

Travel Post #14 – Açores, 3 ilhas e meia de maravilhas

Quando há dois anos fui à bela ilha de São Miguel, fiquei com uma vontade enorme de voltar ao belo arquipélago dos Açores, afinal ainda faltavam 8 ilhas para ver.

Juntámos 12 amigos…sim sim dooooooooooooze, e foram 8 dias fantásticos!

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Tínhamos marcado o nosso roteiro para 3 ilhas do grupo central dos Açores: Pico, Faial e São Jorge. Mas, decidimos aproveitar uma escala de 8h para espreitar a ilha Terceira.

Acabadinhos de chegar ao aeroporto das Lajes fomos até à tão famosa Praia da Vitória. Praia linda de areia negra que dava vontade de dar um mergulho, mas o tempo era escasso e ficámos só pelo passeio. Rumámos até Angra do Heroísmo e fomos almoçar a um restaurante muito simpático com umas Lapas grelhadas do céu e um bife de vitela divinal, o Casa de Pasto A Canadinha, recomendadíssimo!

Chegou o fim o dia e a hora de irmos para o destino final, a Ilha do Pico.

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Sinceramente, quando vi o micro avião que nos ia levar ao destino final tive vontade de voltar para trás, medoooooooooo! Mas acabou por ser uma viagem curta e tranquila, com uma vista fantástica para a ilha de São Jorge.

primeiro dia no Pico foi de volta à ilha, conhecer cantos e recantos daquele paraíso, com alguns mergulhos à mistura, “amizade” com um vitelo e não poderia faltar perdermo-nos à noite no meio do monte!

No 2º dia apanhámos o barco rumo à Ilha do Faial. Lindaaaaaaaaaa!

Desde o Vulcão dos Capelinhos ao mergulho na Praia do Almoxarife, com areia negra e com vista previligiada para a montanha do Pico, passando pelo almoço divinal no Canto da Doca, foi um dia que passou demasiado rápido e que deixou o desejo de voltar a esta ilha de 20km ponta a ponta!

Os dois dias seguintes foram passados na maravilhosa Ilha de São Jorge.

Todas as ilhas que conheço até hoje do arquipélago dos Açores são lindas, mas São Jorge deixou uma marca especial. É uma ilha tão mágica, com uma natureza singular e ainda pouco virada para o turismo. Amei!

É sabido que o tempo nas ilhas é meio bipolar, mas nesta ilha conseguimos apanhar as 4 estações em meia hora, na Ponta dos Rosais conseguimos ver todo o grupo central , subimos ao Pico da Esperança, mergulhámos na Poça de Simão Dias e fizemos a caminhada até à belíssima Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Fajã da Caldeira de Santo Cristo é um canto mágico da ilha, de um lado montanha, do outro o oceano, ao fundo a vista para a Ilha Graciosa. Foi uma noite diferente, a electricidade é um conceito desconhecido na Fajã, por isso às 23h a luz fornecida pelo gerador apaga, ficando apenas a luz das estrelas e o som dos Cagarros de fundo (por sinal assustador).

As cascatas, o queijo, as fajãs, as piscinas naturais, dois dias foi pouco para a ilha do dragão. Quero definitivamente voltar!

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Os restantes dias foram passados na Ilha do Pico, novamente, dias cheios de aventuras!

maior aventura foi a subida à Montanha do Pico, a montanha mais alta de Portugal com 2351 m de altitude. Foi fácil? Não! Mas foi umas das melhores experiência de sempre! Para mim, uma pessoa medricas que sobe umas escadas com buracos no meio e treme como varas verdes, subir até à cratera do Pico e ficar acima das nuvens foi uma vitória em tanto!

Da Ilha do Pico ficam as aventuras, os mergulhos, as lapas e as cracas na Tasca O Petisca, o vinho, a montanha, o cachorro, as grutas, o trânsito de vacas, as vistas para o Faial e para São Jorge, o acordar de manhã com vista para o mar, o ar puro e a sensação que ainda ficou tanto por fazer e conhecer.

Tanta beleza que este nosso Portugal tem! Ainda ficam a faltar a Ilha de Santa Maria, a Graciosa, o Corvo, as Flores e mais um pouco da Terceira…até já Açores!

Nita, Andreia, Joana, Mariana, Eva, Cancelita, Diogo, Zé, Joni, João e Ricardo, Obrigada pela aventura, sem dúvida os melhores doze! <3

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~ Um chá de maravilhas ~

Fotografia: Ana Cancela, Luis Figueiredo e Teresa Botelho

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