Chá das 3, Chá do Manifesto

É esta a vida que queremos?

Sozinha, sentada numa mesa de Centro Comercial, em hora de ponta, a observar a confusão comecei a reflectir e tive que escrever!

A vida das pessoas corre mais depressa que o rio e transforma os seus passos em marés cheias de solidão com ondas de azáfama e preocupação.
Todos passam, ninguém olha, ninguém fala. A rotina é a mesma: acorda cedo – sai de casa – apanha transporte – trabalha – apanha transporte – volta para casa – dorme  – e começa tudo de novo.

Somos meros seres sem identidade, que correm pelo o mesmo, que buscam o mesmo. A qualidade de vida não existe, existe antes uma ilusão de materialismo que nos tapa os olhos e enche de ar o nosso cérebro e coração.
Mas o que é afinal o luxo? Será uma efémera bugiganga de ouro que nos enfeita o corpo ou um carro que nos transporta nesta melancólica e banal vida?

Não! O luxo é sermos diferentes, é não termos trabalho e termos uma ocupação que nos enche a alma e faz bem ao espírito, é andarmos ao ritmo dos nossos pensamentos e do nosso corpo. É fazer mais, por nós e pelos outros. É andar a pé e o contacto com a natureza.

Todos estes bens são raros, tão raros que se tornam luxuosos. O mundo caminha para uma necessidade insaciável de qualidade de vida e de mudança.

O querer ser rico é subjectivo, pois tem significados diferentes para a maioria dos humanos.

O dinheiro! Esse lastimável verme de metal e papel que move o mundo torna-nos vulneráveis e robôs de uma economia que privilegia os mais ricos e deixa de lado os mais pobres.

Mas afinal o que queremos? Todos queremos felicidade. Acho que a minha felicidade vem, cada vez mais, das coisas simples, do amor, das pessoas que quero bem e que me querem bem também, daquela gargalhada incontrolável provocada por uma tarde de boas conversas debaixo de um sol abrasador. De um beijo longo que me tira o ar e enche o estômago de borboletas. De um pôr do sol majestoso. Da companhia dos meus amigos numa noite quente.

É isso que eu quero!

E vocês, querem continuar a ser máquinas de trabalho onde o que levam desta vida é um rengue-rengue rotineiro que vos torna iguais a tantos outros que encontrarão do outro lado?

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~ Um chá de realidade ~

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