Chá do Manifesto

És responsável pelo que cativas

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a tornou tão importante”. A raposa do livro “Princepezinho”, de Antoine de Saint-Exupéry, já  sabia a importância do tempo, do esforço e da capacidade de reconhecermos algo como nosso. Ensinava que o tempo dedicado à nossa rosa a torna diferente e especial. Hoje, não sabemos cuidar dela.

Somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos. Dedicamos tempo, esperança, força, expectativas e sentimentos. Seja numa simples amizade, num amor, ou numa amizade colorida. A rosa deveria ser o nosso maior tesouro. Como é possível mandá-la ao chão, depois de tanto tempo dedicado? Depois de termos dado o nosso mundo ao outro? Já não sabemos o valor da palavra CATIVAR: ou melhor, sabemos, mas não o respeitamos. 

O mundo do outro é muito importante. Se o cativarmos seremos eternamente responsáveis por ele. Temos de saber cuidar, sermos humanos e inteligentes. Sim, a inteligência não é só fazer cálculos matemáticos e saber vários conceitos detrás para a frente. Ser inteligente é compreender que o mundo não vive só dentro do nosso umbigo e que há um mar de sentimentos além de nós. Despertamos o mundo do outro (a nossa rosa) e por isso temos de respeitá-lo. Então, porque motivo se desiste e a tratamos tão mal? Será que não gostamos de nós o suficiente ao ponto de não a guardarmos com carinho? 

O que eu vejo são amizades a serem trocadas por grandes nadas, amores a serem deitados fora num simples obstáculo e amizades coloridas que acabam porque afinal tudo não passou de uma “precipitação”. CATIVAR! Alguém sabe a importância que esta palavra assume? Alguém tem noção do quanto isso toca, todos os dias, a nossa vida? Somos cobardes. Trocamos a nossa bela e fresca flor por banalidades, por fraqueza, por cobardia. Sim, cada vez somos mais egoístas. 

Antes, as gerações eram ensinadas a reconcertar, quando alguma coisa se estragava. Hoje, simplesmente trocamos por outra. Vivemos na geração descartável. Esta é a razão pelo qual as amizades já não são tão sinceras e os amores muito menos duráveis: na verdade, nunca chegam a ser amor. Vivemos de simples paixões. Umas mais avassaladoras do que outras. Vivemos para nós. Esquecemos-nos da nossa rosa. Seguimos caminhos que definem por nós e vendemos a alma. 

A tua rosa é tão bonita. Não a estragues. Não a desvalorizes. Se lhe dedicaste tempo é porque ela é especial. 

Assim se cativares alguém, fá-lo com responsabilidade e certeza, porque ao fazê-lo tornas-te parte desse outro alguém, se ele for também capaz de o fazer contigo. Eu acredito. E tu?

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~ És eternamente responsável por aquilo que cativas ~

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