Coisas de RP, Entrevistas

Marta Aragão Pinto: uma Relações Públicas de sucesso!

Durante os meses de verão, TVs, rádios e internet eram inundados de “anúncios” a espaços noturnos. Este ano, o Estoril esteve na berra, em parte graças à discoteca Tamariz. Um espaço noturno situado na praia do Tamariz, super boa onda, trendy e onde a diversão é garantida!

Ora, quem pensa em Tamariz, pensa em Marta Aragão Pinto. Uma comunicadora e Relações Públicas bem sucedida e que teve a seu cargo a comunicação deste espaço. Como inquietas que somos, tínhamos mesmos de perceber qual o percurso da Marta no mundo da comunicação e quais os desafios de comunicar um espaço como o Tamariz. Por isso mesmo, a Marta, gentilmente, falou com o headshake e concedeu-nos esta entrevista! Aqui vos deixamos :)

1) De que forma foi “parar” à comunicação e às Relações Públicas?

No meu Curso de Comunicação Empresarial tínhamos estágios obrigatórios, na altura tinha em mente seguir jornalismo, um primeiro estágio num jornal não foi bem o que tinha idealizado, mas decidi experimentar mais uma vez no segundo estágio numa revista. Para além de ter feito vários reportagens, principalmente sobre viagens, a directora da revista, de vez em quando, pedia-me para ajudar nos eventos que a revista fazia. Depois, acabei por só fazer isso, fui ganhando contactos, durante o curso ainda fui promotora de várias discotecas e passei por algumas empresas como consultora de comunicação e account, até que surgiu o convite para directora de comunicação de uma empresa de novas tecnologias espanhola. Percebi de imediato que era naquele cargo que era feliz! Entretanto fiquei à espera de bebe (da minha primeira filha) e parei durante um ano. Quando voltei ao activo tive a responsabilidade da direcção de comunicação de vários espaços que englobavam também a área das Relações Públicas e dos eventos.

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2) Como nasce a Marta Aragão Pinto Comunicação Empresarial?

Nasce precisamente pelo facto do volume de trabalho que tinha em termos de eventos ter aumentado substancialmente. Havia muitos eventos que apenas tinha a parte da gestão de vip’s e assessoria de imprensa, mas outros em que tinha que os organizar de raiz e entregá-los “chave na mão”. Para dar resposta a tudo, optei por reunir uma equipa e abrir a empresa.

3) Como é ser mulher no mundo das RP? Sentiu alguma dificuldade em crescer e desenvolver-se profissionalmente?

Nunca senti qualquer dificuldade e tive a sorte de conseguir fidelizar marcas, agências, clientes que trabalham comigo desde sempre. Acho que tenho uma maneira muito própria de trabalhar e de organizar os eventos. Normalmente quem trabalha comigo uma vez, volta a contratar-me. A única dificuldade deste meio é ainda não estar bem entendida a diferença entre comunicação, relações públicas, assessoria de imprensa, gestão de vip’s, marketing… É muito importante que todas estas áreas se complementem e que haja profissionais transversais a todas elas. Lá fora a área das Relações Públicas é muito mais valorizada do que cá e em Portugal ainda há muita gente que pensa que para se ser RP basta ter bons contactos e as coisas acontecem.

4) Pode-se dizer que a Marta é a cara do Tamariz. Como é comunicar um espaço noturno? Sente-se ambientada neste mundo?

Um dos trabalhos que fiz antes de abrir a minha empresa foi precisamente ser directora de comunicação do Tamariz, por isso foi um regresso a casa. Para aceitar de novo este desafio foi importante perceber que os espaços nocturnos estão a mudar a sua filosofia relativamente ao trabalho de comunicação e RP. Antigamente contratava-se um RP para estar à noite no espaço, fazer meia dúzia de telefonemas para os amigos e já está. Agora não é assim, não basta abrir a porta e esperar que as pessoas cheguem. Há um grande trabalho por trás de comunicação, divulgação, promoção, assessoria de imprensa, parcerias. É a activação de uma marca como outra qualquer. E é aqui que eu entro… A minha missão é comunicar um espaço, independentemente de ser nocturno ou não, é comunicá-lo de forma a ficar conhecido, a andar na cabeça das pessoas, a ser falado, partilhado nas redes sociais e o principal: pôr toda a gente com vontade de lá ir.

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5) Qual tem sido a reacção dos visitantes do espaço?

Tem sido muito positiva! E não sei isso apenas porque me dizem, sei porque as pessoas voltam. O meu trabalho no espaço, juntamente com a minha equipa, é complementar ao que faço durante o dia, é garantir que quem vai ao Tamariz viva a melhor experiência possível.

6) Sempre que vemos a Marta, vêmo-la com um grande sorriso. Leva sempre a vida a sorrir?

Sempre fui assim. Para mim a vida tem que ser celebrada todos os dias e um sorriso na cara pode fazer toda a diferença, para nós próprios e para os outros. Na minha profissão a boa disposição tem que ser contagiante, não se consegue comunicar nada de cara fechada!

7) Para finalizar, que conselhos dá a quem quer seguir um percurso como o seu?

Que no inicio pode parecer muito complicado, que há muitas agências de comunicação , muitos RP’s, mas se conseguir fazer a diferença por um pormenor que seja, se conseguir ter a sua “assinatura” vai acabar por ser reconhecido e os trabalhos vão aparecer e cada vez mais. Comunicamos para diferentes tipos de pessoas e é esse cuidado, é a personalização de cada evento, é a simpatia de como se faz um convite, a imagem que pomos a circular nas redes sociais que pode fazer toda a diferença. E é isso que nos pode tornar únicos naquilo que fazemos. O mais complicado é provarmos o nosso valor numa área que não é facilmente quantificável…palpável…é o facto de haver pessoas que não fazem ideia do trabalho que temos, desvalorizarem as dificuldades com que nos podemos deparar. A comunicação e as relações públicas não são ciências exactas e muitas vezes dependemos de terceiros para ver a nossa missão cumprida, podemos depender do jornalista que pode ou não escrever as nossa matérias, da figura pública que pode ou não aparecer no evento. Mas aquilo que digo sempre à equipa que trabalha comigo é que temos que ser verdadeiros e honestos com os clientes, mas principalmente connosco próprios. Sabermos antecipar problemas, sabermos reconhecer falhas e trabalharmos sempre para a melhor solução.

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O headshake agradece à Marta Aragão Pinto a disponibilidade em conceder esta entrevista e toda a simpatia :) As fantásticas imagens são da revista CARAS e LUX.

~ um chá e uma boa conversa ~

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