Chá de Camomila, por favor!, Eventos com Personalidade

Vodafone Mexefest: a música mexeu a rua e tocou no inusitado!

Estamos em Novembro, já se sente o frio e o verão já deixa saudade, mas desengane-se aquele que pensa que bons festivais são só no verão. Este fim de semana a boa música subiu e desceu a Avenida da Liberdade, o Vodafone Mexefest estava na rua.

Na rua e nas grandes salas de espetáculos da avenida. Na rua porque existia um autocarro que ia para lá do transporte entre os diversos locais, mas que servia também de palco a uma banda que dava as boas-vindas aos festivaleiros. E nas salas, entre igrejas, palácios e até uma piscina, espaços únicos e inusitados que fazem do festival uma mistura heterogénea e uma experiência únicas. E se os festivais de música são muitas vezes um espaço para a descoberta para a nova música, o Mexefest acresce com este conceito de sala em sala outras descobertas, pois destes espaços inusitados, que, por norma, ou são fechados ao público ou não recebem espectáculos. 

Este ano, o festival integrou ainda o Mercado de Música Independente e estreou uma nova sala, Vodafone Blackout Room, com concertos às escuras, apelando aos sentidos, a uma experiência puramente sensorial e imperdível. E sendo um festival que faz mexer muitas salas, existia um autocarro e shuttles à disposição, mas outra novidade foi a app mobile, muito prática e funcional, traçou a nossa rota sonora. Contrariamente aos festivais, este é um festival urbano e portanto, espaços para merchandinsing ou ativação de marca não tem a mesma dimensão, mas ainda assim houve um cachecol vodafone, quentinho e que fazia lembrar o Natal, umas amostras de Black Opium de Yves Saint Laurent e para aconchegar o estômago ofereciam uns pãezinhos com chouriço. Está de parabéns!

Agora e falando de música, entre indie e rock, o que me movia neste festival era (quase apenas) um concerto – O concerto, tinha a certeza de que seria o concerto da minha vida. Benjamim Clementine. O nome já não é estranho, e não é a primeira vez que falo nele e certamente não será a última. Este seria o seu segundo concerto a que assistiria, não fosse tê-lo perdido no Super Bock Super Rock. Por isso desta vez era imperdoável. Desde o primeiro sussurro ao ouvido fiquei com a certeza de que esta seria uma das melhores vozes dos últimos tempos. Não me recordo de ouvir algo parecido que não tenha de fazer um recuo no tempo. Entra em palco, a luz incide sobre ele, descalço e nas pontas dos dedos o piano. Os aplausos não paravam ainda nem havia começado o concerto. Mas a primeira nota do piano ditava. Benjamin estava ali, para surpreender e arrasar os corações de um coliseu cheio, cheio.

Nada me surpreendia, pois nunca tive tanta certeza do que esperava. Arrepiava-me. Deliciava-me. Fechava os olhos. Sem o visual, aquela voz abstraía-se de qualquer outro elemento. Era ainda mais autentica. A spoken-word, a musicalidade. Estava rendida. Tinha a certeza que estava assistir ao concerto único. Não consigo explicar. E assim que o concerto acabou o coliseu esvaziava-se, silenciosamente e sem grande alarido. Mas não era só o coliseu se esvaziara, cá fora, parecíamos novatos na realidade, parecíamos ter desaprendido a reagir, a falar. Só o coração vinha cheio, e a mente livre. Demorou, demorou para soltar uma palavra, e ainda assim o tema de conversa era o concerto. Ele que dias anteriores acabara de receber o importante galardão britânico de música Mercury. Impressionante como aquela voz, um piano e uma bateria entranha-nos. Benjamin Clementine.

mexefest1

~ um chá sonoro de sala em sala ~

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