Chá de Camomila, por favor!, Eventos com Personalidade

Bold Creative festival: Are you Bold enough?

A criatividade e inovação voltaram à capital, e invadiram por três dias o espaço entre o IADE e a nova sede da EDP. O BOLD Creative Festival, evento de talks e pequenas performances criativas, decorreu entre os dias 26 e 29 de Abril. O dia 26, serviu como mote aos dias que se seguiram, foi um dia de apresentação geral do evento num ambiente descontraído, dinâmico, de partilha de conhecimento e de aprendizagem e sobretudo, de muita reflexão.

#DAY 02

O primeiro dia oficial do evento, por muitos o dia mais aguardado, recebeu a incontornável designer internacional, Jessica Walsh, que nos apresentou muitos dos seus projectos, os seus conceitos e o making-off. Uma Bolder Talk dinâmica e descontraída, que foi sendo intercalada com vários conselhos para os jovens estudantes na futura relação com clientes. Além dos projectos que tem marcado o seu percurso profissional, Jessica apresentou ainda 40 Days of Dating e 12 Kinds of Kindness, projectos pessoais onde reforçou a ideia de que quando queremos expor e apresentar um conceito ao mundo, tudo é possível mesmo com poucos recursos, haja vontade! “Make your own rules, so you can break them” foi o conselho final de Jessica Walsh.

#DAY 03

O segundo dia contou com a presença de profissionais portugueses conhecidos pelo seu trabalho nas áreas design, comunicação e eventos. Pedro Rodrigues, da Desafio Global, XXX, directora de marketing da EDP, Pedro Pires, Solid Dogma e Susana XX, da Partners. Em conversa tertuliana, focaram-se em casos práticos como a EDP, fazendo as honras das casa, como não poderia deixar de ser, como os eventos de activação e posicionamento da marca, campanhas publicitárias, comunicação e marketing. Evidenciando que a EDP, grande marca portuguesa e de renome internacional, é uma marca muito boa de se trabalhar devido à abertura e flexibilidade a novas ideias, não fosse inovação um dos pilares nos valores da marca. E reciprocamente, uma marca que confia na mãos de profissionais com estes, com quem trabalha à anos, sem se restringir apenas a estes.

#DAY 04

Foi o dia de encerramento do evento, com a entrega de prémios da BOLD Award Session, onde André Beato foi distinguido com um Ultra Bold Award pela excelência e solidez da sua carreira na área do design. Foi também entregue um outro BOLD Award, no LIGHT UP YOUR TALENT, para alguns dos alunos do IADE. Seguiu-se o ULTRA BOLD SHOWCASE que juntou André Beato e Bruno Pereira, director artístico do BOLD, numa conversa informal sobre o percurso de André Beato, onde descobriu pequenas curiosidades da sua infância e juventude, chegando ao seu momento actual, freelancer e agenciado pela YCN (Reino Unido), Début Art (EUA) e Pell Mell (França). Do início do seu percurso destaca o envolvimento na criação da marca de merchandising Lisbon Lovers e a importância que a plataforma Béhance teve no lançamento da sua carreira.

Um dos assuntos que mais interessantes que foram abordados, foi a velha questão academia – mercado de trabalho. Sabemos que a área do design é das áreas que levam o caminho mais duro no reconhecimento enquanto área de trabalho, enquanto profissão, e que por isso, ainda que contraditório é das áreas onde menos se investe (quando deveria precisamente ser o inverso, quando se fala em arte e cultura o investimento não deveria ser tão medido), onde menos se entende, onde a prática é tão mais importante que a teoria. E é que aqui que Pedro Pires (e nisso sou suspeita porque aprecio-o bastante) reforçou a necessidade de o plano de estudos ser revisto, de se estabelecerem parcerias, sem medo, entre a academia e as agências de publicidade, porque ter um curso é bom, mas ter portfólio e experiência é essencial. Explicou a hesitação em contratar alguém quando, e por muito que quisesse dar uma oportunidade, vê mais desvantagem que vantagem. pois implica um tempo que vai além da adaptação num ambiente laboral, que implica também formação. Formação essa que não deve estar apenas à responsabilidade da academia ou do corpo docente, mas que pode e deve ser reforçada numa proximidade dos estudantes ao mercado de trabalho, às agências ao foco de trabalho. Se a teoria anda de mãos dadas com a prática, a academia deve andar igualmente com a agência.

Isto passa também pela vontade e interesse da academia, e mais importante ainda, dos estudantes são eles o principal propósito desta parceria. 

De aplaudir, que apesar de limitado a um número de inscrições, o evento é gratuito, pelo que foram reservados dois dias para levantamento dos tickets, que seriam apresentados na entrada do evento, um método prático e que facilita a acreditação burocrática e típica dos eventos de conferências. A cada ticket (sticker) foi atribuído uma cor, correspondente a cada dia do evento. Outra boa jogada foram os momentos de abertura e que precediam as talks, com pequenas actuações musicais organizadas pela Sofar – Songs from a Room, que tornavam o ambiente mais intimista e descontraído. Como não poderia ser, o Auditorium da nova sede da EDP, principal partner do evento, foi o espaço eleito para receber as Bolder Talks, um edifício novo, moderno, onde a arquitectura faz jus ao evento, como exemplo único de inovação e a criatividade. 

Como seria de esperar, o primeiro dia foi o primeiro a esgotar as inscrições, e a encher o auditório até aos corredores. Jessica Walsh moveu um bo(o)m número de estudantes e profissionais ao Auditorium da EDP. As expectativas estavam altas. O mesmo não aconteceu no segundo dia, por exemplo, em que sobraram cadeiras no auditório, com muita pena minha e dos convidados. Não que o painel não fosse interessante, mas não eram internacionais (se é que me entendem). Contudo, as talks e todo o evento tinha livestreaming e o IADE providenciou inclusivé um espaço para a projecção.

stickers

bold

O evento correu bem e iniciativas destas são de louvar, o único reparo que faço é o horário. Todo o evento tinha inicio às 18h, sendo que às 18h30 iniciavam as talks. A hora prevista para fecho de cada dia era variável, sendo que se poderia estender até às 21h (como aconteceu no 2ºdia, quando o primeiro terminou uma hora antes, se é que me entendem!). Este horário é válido, mas não muito pensado para profissionais em que o horário de trabalho termina entre as 18h e as 19h.

Foi mais uma boa edição do BOLD Creative Festival, um bom momento de partilha, de debate e também de inspiração. Are you Bold enough?

~ um chá booold ~

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