Chá do Manifesto

A geração das mulheres seguras

Nasci na geração descartável. Na geração em que o respeito, a tolerância e a amizade entre as pessoas já quase não existe. Sou feita de carne e osso, mas além disso também sou feita de sentimentos, sonhos e ambições.

Pois bem… Todas nós, jovens mulheres, sonhamos com um futuro promissor. Queremos ser realizadas profissionalmente e encontrar paixões que nos preencham. Mas além disso tudo, também queremos encontrar alguém com quem partilhar as nossas vivências, as nossas paixões e, sobretudo, a nossa vida. No fundo, desejamos um companheiro, lado a lado. Alguém que num só olhar nos compreende, que fica apesar de todas as adversidades. Que no seu abraço encontremos a paz que tantas vezes precisamos. Mas não vamos desejar viver só para ele. Nós queremos partilhar o que de melhor e pior temos. Mas não vamos permitir que questionem a nossa rotina ou nos aprisionem de tal maneira que o sol deixe de brilhar de manhã bem cedo.

Afinal, somos a geração da parceria e não da dependência, como um dia li algures. Somos a geração que nasceu para conquistar o mundo, para ter uma carreira e lutar por ela, para ter o próprio dinheiro e investi-lo sem dar justificações a ninguém. Nós, jovens mulheres, fomos educadas para sermos felizes na liberdade dos sorrisos, dos dias de sol e guerreiras nos obstáculos que nos surgem. Somos a geração que apanha um comboio ou um avião sozinhas rumo a uma aventura, que jantamos e brindamos, que nos arranjamos e maquilhamos. Queremos e podemos ser mais do que foram as nossas mães e avós, que foram felizes à sua maneira, mas que viveram dedicadas a um homem e se esqueceram das suas próprias vontades na maioria das vezes.

O problema é que entre tanta ocupação, a luta por uma profissão que nos sustente e nos concretize, a viver as nossas próprias paixões, a irmos à esteticista ou cabeleireira para nos sentirmos belas (não para os outros, mas para nós próprias), a ir à academia para espairecer de uma vida atribulada, a conviver com bons amigos, muitos homens, ou jovens homens, não compreenderam ainda que nós não precisamos desesperadamente deles. O que precisamos é de um companheiro, lado a lado. Alguém que nos faça companhia para uma cerveja, que nos acompanhe numa maratona, que esteja presente nos momentos em que o nosso mundo desabar, mas que não nos cobre por isso. Queremos, acima de tudo, um bom amigo. Alguém que conheça tão bem a nossa alma que acredite mais em nós do que a maioria das pessoas à nossa volta. Alguém que sabe que o nosso coração está triste, mesmo quando temos estampado um sorriso.

Queremos partilhar a nossa vida. Mas também queremos a nossa liberdade. Liberdade para os nossos hobbies, para irmos a uma festa com amigas, para manter contacto com mais pessoas, sem que isso lhes crie insegurança. Nós, mulheres seguras, queremos, acima de tudo, um homem seguro de si próprio. Porque apesar de sermos a geração das mulheres donas de si, nós precisamos de segurança e de um companheiro estável que nos permita ser tal e qual aquilo que somos, sem máscaras ou medos.

O problema é que muitos destes jovens homens foram educados para esperar tudo aquilo que esta geração de mulheres não foi educada para ser. E no meio de tudo isto, muitos perdem belas e inteligentes mulheres, que dariam o mundo para dormir ao seu lado todas as noites. Que dariam o mundo para se deitarem no seu peito no fim de um grande dia de trabalho. No fundo, acabam por perder grandes e fortes mulheres pelo simples medo de perder. Porque nós fomos educadas para ser livres. Mas ser livre não significa que não assumimos um compromisso ou não tenhamos o respeito que merecem. Simplesmente queremos um grande amigo que confie em nós.

Mas, cada vez mais a amizade entre as pessoas está mais fria, os amores mais fugazes e a força para lutar cada vez menor. Estes jovens meninos ainda não perceberam que o mundo já não é só deles. Mas é também nosso: jovens meninas, determinadas, livres, independentes e com os maiores sonhos do mundo no coração.

Infelizmente, somos ainda muito condenadas por querermos ser donas do próprio nariz e de termos opinião própria. Os homens seguros são raros. Mas eles existem. Eu acredito. E continuo a acreditar, que num dia, ao virar da esquina ele vai aparecer. E vai acreditar no meu olhar e no meu coração. Vai impulsionar-me a lutar pelos meus sonhos, vai querer que voe, mesmo sabendo que pode ter de me ver menos vezes. Porque quando nós amamos, amamos com as tripas de fora, mesmo com mil e uma coisas para fazer. Acredito, sobretudo, que algures por aí há alguém que é seguro o suficiente para amar uma mulher que “voa” e que quer, acima de tudo, ser feliz com um companheiro, um trabalho, hobbies e bons amigos. 

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~ Um chá para as mulheres fortes e seguras ~

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