Até perder a vista, Chá das 3

Travel Post #16 – Suíça

A Primavera chegou!

E, para encerrar a temporada de Inverno nada melhor do que uma viagem não é?!

Melhor que uma viagem, só mesmo juntar 3 amigas para fazer uma road trip por um país lindo como a Suíça!

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Antes de chegarmos houve uma frente fria que deixou a Suíça coberta de neve, senti-me uma criança feliz em pleno Natal.

No primeiro dia fomos explorar Basel e Bern.

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Basel é uma cidade super colorida com pitorescos edifícios medievais, visitámos a igreja na qual subimos à torre, que definitivamente não é aconselhada a pessoas com vertigens (trust me), passámos no largo da câmara que é um edifício gigante laranja que não passa despercebido e passeámos perto do rio Reno.

Ao chegar a Bern vimos a cidade de cima, parecia mesmo a cidade Natal, amei! Muita neve, aquelas ruas lindíssimas, a casa do Einstein e a torre do relógio que infelizmente estava em obras.

IMG_7103É uma cidade adorável que dá um postal de Natal perfeito e as pessoas são super simpáticas. Tivemos o azar e enterrar o carro na neve e um senhor, já com uma certa idade, apesar de falar alemão e de nós entendermos tanto do que ele dizia como de física quântica lá nos conseguiu ajudar a tirar o carro. Uma comédia!

dia seguinte começou bastante docinho. Fomos à Maison Cailler conhecer as maravilhas do chocolate Suíço, mas sem antes fazer uma paragem para sentir a neve a cair na cara, tão bom, parecíamos umas criancinhas felizes.

Voltando ao chocolate, foi uma deliciosa experiência, ficámos a saber toda a história do chocolate e saímos de lá a rebolar, foi comer chocolate até não poder mais.

Seguimos para Gruyères, uma cidadezinha medieval, mais conhecida pelo queijo suíço que é lá produzido. Por lá demos uma voltinha até ao castelo e fomos beber uma cerveja belga a um bar inspirado em extra-terrestres, enquanto esperávamos que parasse de nevar.

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Quando a neve acalmou continuámos a nossa aventura até Montreux. 

Montreux fica à beira do lago de Genebra, é uma cidade completamente diferente do que tínhamos visto até então.

Na verdade tudo na Suíça é exageradamente bonito, mas Montreux parece que resolveu exagerar o exagerado. O Lago com os Alpes como fundo, a arquitectura, o castelo, o Freddie Mercury, enfim fiquei apaixonada pela cidade.

Mal chegámos fomos dar uma volta pelo parque em redor do lago, fazer uma visita à estátua do Freddie Mercury, que passou os últimos anos da sua vida nesta linda cidade e onde os Queen gravaram alguns álbuns, incluindo o “Made in Heaven” que Freddie já não acompanhou até ao fim.

Foto aqui, foto ali, e seguimos para o Château Du Chillon.

 

O Château Du Chillon é um castelo medieval à beira do lago, onde viveram alguns nobres da região a partir do século XII, já serviu de fortaleza, arsenal e prisão. Está localizado numa posição estratégica, e oferecia um controle absoluto do lago à família Sabóia, que viveu ali em 1150. O castelo é enorme, tem uma vista maravilhosa, como estava cheio de neve, por dentro é impossível não ver um pouco de Game of Thrones ali, por fora é impossível não associar ao castelo do príncipe Eric da Pequena Sereia, já que foi precisamente este castelo que lhe serviu de inspiração.

O dia terminou com um jantar maravilhoso no cimo da montanha, fomos a Jolimont comer um delicioso fondue paysanne. Depois de um dia de passeio e com 5 graus negativos lá fora soube maravilhosamente bem. O dono do restaurante no final vem falar um bocadinho a cada mesa, dar aquele toque pessoal, fazendo-nos sentir em casa.

No fim do jantar, adivinhem?! Voltámos a ficar com o carro a patinar na neve, mas como sempre, encontrámos pessoas simpáticas que nos desenterraram o carro.

ab175523-1abe-47a3-b46d-0e5860740d75No dia seguinte uma aventura nos esperava nos Alpes! O dia estava lindo e por isso fizemos algumas paragens pelo caminho em Oberried am Brienzersee onde se vê o lago imenso com o Alpes como fundo.

Já em Grindelwald apanhámos o teleférico até ao First (ai ai as minhas vertigens). Depois de hiperventilar um bocadinho lá me consegui distrair com a paisagem, com as casinhas de madeira que fazem lembrar a casa do avô da Heidi e com as pessoas lá em baixo nas pistas de sky.

Um dia bom para ir ao First é com céu limpo, por isso estávamos um pouco a medo quando começámos a ver algumas nuvens de neve a formar, mas aproveitámos ao máximo o sol que estava naquela altura.

42ba68ae-2e5f-4e13-a83d-35abd8a0d920Na montanha First o verdadeiro desafio (pelo menos para mim) é o passadiço à volta da montanha, onde se conseguem ver as paisagens e algumas cascatas congeladas. Como não desisto ao primeiro tremelique lá fui eu, mas obviamente não consegui ir até meio quanto mais até ao fim. Enquanto esperava que elas fossem dar a volta fiquei ali no ponto da minha pequena vitória a perder o medo e a respirar aquele ar. Entretanto começou a nevar, que sensação mágica!

A nossa ideia era ir até um lago muito conhecido ali perto, mas o tempo começou a fechar, nevava imenso e deixamos de ter visibilidade. Então decidimos aproveitar aquela neve fofinha e pulámos, saltámos, atirámos bolas de neve umas as outras e até foi feito um anjinho na neve.

Depois da aventura na neve lá descemos novamente no teleférico, desta vez com menos medo e fomos ver a cascata congelada em Lauterbrunnen.

No regresso a casa ainda fizemos uma paragem em Thun, não sei porquê aquela cidade fez-me lembrar Nárnia.

O dia seguinte começou bem cedinho, decidimos dar um saltinho a Milão.8cd43e18-4dd7-4e5e-83a6-9f4298a59e57

O caminho fez-se muito bem, uma paisagem mais bonita que a outra, e passámos no terceiro maior túnel do mundo, o túnel Saint-Gothard com 17 km.

Em Milão a neve já estava a derreter, o que fez da passagem no parque um desafio, parecia que estava numa pista de gelo e me tinha esquecido dos patins de gelo. Demos uma volta no Castelo Sforzesco e continuámos em direcção ao Corso Vittorio Emanuele II, a rua imensa cheia de lojas que nos guia até ao Duomo di Milano.

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O Duomo é uma edifício magnifico, majestoso, situado numa praça gigantesca e cheia de gente. Não entrámos na catedral porque a fila estava enorme, optámos por caminhar nas ruas ali à volta, ver o movimento e atracções das ruas.

Claro que não podia faltar a visita à Galleria Vittorio Emanuele II. O centro é em forma de cruz onde há o encontro das duas vias. Respira-se a alta costura, e o piso é revestido com mosaicos onde em cada uma das quatro esquinas está desenhado o brasão das cidades de Milão, Turim, Florença e Roma. No de Turim há uma pequena curiosidade e não é difícil de encontrar, porque é aquele que mais pessoas tem à volta a rir às gargalhadas.

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No centro do brasão de Turim há um touro, a lenda diz que dá sorte pisar com o calcanhar do pé direito os testículos do touro e girar três vezes, à meia-noite do dia 31 de Dezembro, mas na verdade o ritual é repetido por turistas diariamente. Obviamente que também pisámos o bicho e demos as voltinhas.

Fomos comer a bela pasta e regressámos à Suíça, fazendo uma paragem em Lugano.

Lugano tem uma arquitectura característica de Itália pela sua proximidade e é uma cidade muito bonita que respira moda.

Tem um parque em volta do grande lago, no qual fizemos um passeio ao por do sol, o que tornou a cidade muito mais bela.

A nossa ideia era acabar o dia em Luzern a comer um belo hambúrguer num festival que estava a decorrer, o que até teria acontecido se não tivéssemos andando na palhaçada e a babar nos abdominais de um grupo de dança em Milão. Enfim, não se pode ter tudo! Como na Suíça tudo fecha cedo e chegámos a Luzern tarde lá se foi o hambúrguer mas ainda passeámos um bocadinho por lá, atravessámos a Ponte da Capela que atravessa o rio na diagonal e tem pinturas que representam um pouco da história local. No meio da ponte está a Torre da Água.

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No último dia a neve já estava a derreter e o sol veio fazer-nos companhia até Rheinfall.

Nem tenho palavras para descrever aquele sítio, é simplesmente fan-tás-ti-co!

Aquelas cascatas imensas, a água tão azul, imagino aquilo no verão tudo verde à volta. Perfeito! Fizemos uma caminhada em toda a volta das cascatas e no verão até dá para ir de barco até à pedra central onde está a bandeira suíça, deve ser assustadoramente fabuloso.IMG_7652

Seguimos para uma cidadezinha que parece que parou na idade média, era quase como uma cidade medieval de bonecas, pequenina e fofinha! Estávamos em Stein am Rhein. Por lá passeámos, aproveitámos o solinho no parque à beira rio a descansar um pouco.

Para o fim deixámos a magnifica Zurich. Aquela cidade é simplesmente uau! Grande, gigante até, super colorida, cheia de gente, de movimento, edifícios lindíssimos reflectidos no rio que atravessa a cidade. Passámos a tarde toda lá, é uma cidade que cada canto é apaixonante e de uma beleza singular.

Obrigada Andreia por nos receberes na “tua” pequena vila no meio das montanhas, Moutier, é sem dúvida bonita e toda a Suíça que nos mostraste é apaixonante. Joana, minha Jones, obrigada por embarcares nesta aventura connosco, viajar contigo é sempre uma comédia pegada.

Até uma próxima aventura meninas, é só escolher o destino!

‘Because the greatest part of a road trip isn’t arriving at your destination. It’s all the wild stuff that happens along the way.’

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~ Um chá de chocolate e aventura ~

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Até perder a vista, Chá das 3

Travel Post #15 – Mini EuroTrip

Para acabar bem o ano que tal uma mini EuroTrip?!

Uma semana, três cidades europeias, três amigas, muito frio, muitas risadas, um cansaço tão bom!

As três cidades escolhidas foram Paris, Bruxelas e Amesterdão!

Estas cidades já foram faladas aqui no blog quando outras shakers as visitaram, por isso toca a ir recordar!

Primeiro…Paris!

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tão famosa cidade da luz nunca foi um destino que estivesse no topo da minha bucket list e por isso não ia com expectativas por ai além. Chegámos à noite, aeroporto com neve do dia anterior, um frio de rachar e depois de algumas peripécias no metro (só naquela de começar a viagem a rir à gargalhada), deixámos as tralhas no hotel e fomos ver a Torre Eiffel. “Uaaaaaaau que lindoooo” foi a reacção, que durou certa de 5 segundos, porque logo a seguir quase tropeçámos num mar de ratazanas (já percebi de onde veio a inspiração do Ratatui), medo!24131411_10155907105873571_8361391269358912295_n

 

Passeámos pela cidade, vimos a Torre Eiffel de dia e de noite, mas o nevoeiro não inspirou à subida, foto aqui e ali no Trocadéro, vimos o Louvre por dentro e por fora, demos uma volta no Jardin de Tuileries, fomos até à “nova” Pont des Arts, a maravilhosa Notre Dame, fomos ao Château de Versailles, Moulin Rouge e subimos até ao Sacré Coeur, fomos até Marais, às Galeries Lafayette, Arc de Triomphe e percorremos os maravilhosos Champs-Élysées…enfim foram 3 dias preenchidos e, já mencionei, com muuuito frio?!

No final das contas, Paris, é uma cidade que tem a sua beleza, mas não me apaixonou, faltaram mais luzes de natal, mercados de natal mais recheados, um dia, breve, quero voltar, mas à Disneyland!

Seguimos  até Bruxelas, tivemos apenas um dia, mas deu para ver o centro com calma. É uma cidade bastante multicultural, pessoas simpáticas, a cerveja é diferente mas muito boa e as waffles ma-ra-vi-lho-sas!

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primeira coisa que fomos ver foi o famoso Manneken-Pis, tãaaaao piquitito e adorável! Mais à frente é a Grand Place, uma praça linda de morrer com edifícios imponentes neo-góticos, uma árvore de natal gigante e à noite ainda vimos um video mapping de Natal, foi tão giro! Passeámos pelo mercadinho de natal, recheado de doces e artigos típico e de natal, fomos até ao fabuloso Mont des Arts que tem uma vista fantástica do centro histórico e do jardim, subimos até ao majestoso Palais Royal, passámos nas Galeries Saint-Humbert e fomos até ao Delirium Café.

No dia seguinte logo de manhãzinha rumámos a Amesterdão, último destino da viagem e para mim o mais aguardado! Para trás deixámos Bruxelas, uma cidade que achei imponente e maravilhosa.

Não imaginam há quanto tempo eu queria ir a Amesterdão, estava nos primeiros lugares da minha bucket list, e sem dúvida, superou expectativas e quero muito voltar para conhecer o que não conheci e também para conhecer outras cidade holadesas.

Lembram-se do frio que passámos em Paris? Pois é…em Amesterdão juntou-se uma espécie de micro clima do ártico. Frio, neve, gelo e isto tudo tocado a vento, mas nem isso nos desanimou. Fartámos-nos de andar e acabámos por perceber que afinal era tudo muito perto umas coisas das outras, menos o hotel, mas como o sistema de transportes deles era tão bom e tínhamos o metro mesmo à porta isso pouco importou.

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Ficámos no Via Amsterdam, que fica em Diemen, um hotel acolhedor, com decoração divertida, pessoas simpáticas, super recomendo!

Barato nesta cidade é uma palavra desconhecida, por isso, optámos pelo I Amsterdam City Card de 72h que nos dava acesso livre a quase todas as atracções da cidade e a todos os transportes.

Começámos na imponente Central Station, fomos até ao Mercado das Pulgas, tem de tudo aquele sítio, depois seguimos até ao Rijksmuseum onde estão as famosas letrinhas I amsterdam e a pista de gelo, depois da paragem da praxe para tirar fotos e de uns quantos quase atropelamentos por bicicletas fomos até ao Museu de Van Gogh. Para acabar o primeiro dia em beleza fomos até à Heineken Experience. Que máximo, adorei!

Nos dias seguintes fomos até ao Museu Casa de Rembrandt, Museu da Túlipa, Museu de Amesterdão, Oude Kerk, visitámos uma Casa Barco, fomos dar uma passeio de barco pelos canais, vimos as famosas Coffee Shops, a Red Light District, comemos a deliciosa Tarde de Maçã na Winkel.

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Ficou ainda muito para ver porque realmente o tempo não ajudou muito à festa, mas sem dúvida é uma cidade maravilhosa, toda a gente simpática, em todo o lado nos diziam pelo menos uma palavras em português, amei!

Foi uma semana intensa mas super divertida, obrigada Pi e Andreia pela aventura, já estou a matutar na próxima!

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~ Um chá de aventura ~

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Sinal vermelho: a luz que dança no tráfego

Quantas vezes, por consequência dos nossos afazeres e da nossa rotina contra-tempo, o sinal vermelho nas passadeiras é um obstáculo nessa nossa maratona diária. Somos impacientes e esperar é-nos impossível, uma pausa de poucos minutos que sejam parecem demasiado para os compromissos que temos.

A marca Smart Car em parceria com a agência de publicidade BBDO criaram uma instalação interactiva com o objectivo de incentivar os pedestres a esperar até que o sinal se altere para verde e seja seguro a travessia. Aqui a figua vermelha dança para captar a atenção dos pedestres que de certo modo arriscariam atravessar.

Mas a parte mais interessante desta instalação é que os movimentos da figura vermelha são consequência da dança de pessoas que passavam pela praça do Rossio, em Lisboa, que era filmada para depois ser usada nos “momentos vermelhos” do semáforo. A estrutura preta temporária tinha uma pequena pista de dança e câmeras para capturar os movimentos de cada pessoa, que deram vida à figura vermelha dos semáforos em tempo real, cuja a própria pessoa também podia ver.

Os ecrãs com a imagem de ambos os lados da cabine mostrava as reacções ao vivo perante a dança. Uma acção tanto de divertida quanto de responsável.

The Dancing Traffic light

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Este projecto foi parte de uma campanha de marketing mais ampla pela Smart para lançar duas novas versões do seu carro compacto da cidade – o smart ForTwo e o Smart ForFour – que também inclui um roadshow na Europa.

~ um chá vermelho e um semáforo divertido ~

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Uma viagem de comboio pelo Canadá

Entre tantas imagens que vejo durante o dia, entra tanta informação visual, foi a imagem de um comboio que me despertou real atenção. E na procura, encontro-o, The Canadian. Assim se chama o comboio que cruza as paisagens do canadá ao comando da câmera de Jeff Friesen.

O fotógrafo premiado e que já expôs o seu trabalho em todo mundo, levam-nos numa viagem entre Toronto e Vancouver num Streamliner Trem vintage de 1955. O projecto fotográfico intitula-se “The Canadian: Ghost Train crossing Canada” e inicia uma pequena viagem de comboio que nos dá a conhecer o Canadá em paragens simples e originais. Aqui, o comboio cruza pontes, cercas, florestas, lagos e poças, onde as pedras se transformam em grandes fendas e encostas traiçoeiras. Aqui a realidade é um jogo de ilusões verdadeiras. Aqui tudo é real. Aqui tudo é (originalmente) bonito.

Imagens onde nasce a vontade, a vontade de viajar, de conhecer estas paisagens, vontade de ser também miniatura, para se ser também passageiro deste comboio. Um projecto que nos inspira.

Cavendish Shore, Prince Edward Island

Prairie Skyway, Saskatchewan

Rolling Steel, Saskatchewan

Prairie Light, Manitoba

Kouchibouguac, New Brunswick

Cuckold's Cove, Newfoundland

Lake Louise, Alberta

ver projecto na integra

~um chá e uma viagem de comboio ~

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Duas cores que pintam 2016 e falam de igualdade de género.

Como tem acontecido todos os anos, todos os fins de ano, a Pantone, empresa norte-americana mundialmente conhecida pelo seu sistema numérico cromático, apresenta aquela que poderá ser a cor tendência do próximo ano. Desde de 2000 que a empresa nomeia a cor do ano, uma selecção que influencia o mercado, sobretudo a indústria da moda e do design, Este ano e pela primeira vez, a Pantone indicou duas cores em vez de uma, como habitualmente. O seu propósito foi o de encontrar o balanço cromático de calma e relax para o ano de 2016.

¿Ya sabes cuáles son los colores Pantone del 2016?

Posto isto, as cores que encontradas para este equilíbrio de cores são o Pantone 13-1520 – um rosa a que chamaram de Rose Quartz – e o Pantone 15-3919 – um azul que se apresenta como Serenity. Segundo Leatrice Eiseman, directora executiva do Instituto de Cor da Pantone, a escolha destes tons é uma selecção muito mais simbólica que a dos anos anteriores, em 2015 com Marsala ou em 2014 com o Radiant Orchid. Esta trata-se de uma atitude, de um estado de espirito. A combinação do Rose Quartz com o Serenity pretende ser como um antídoto de momentos de tensão ou stress do dia-a-dia. É uma combinação que pretende conferir paz interior e tranquilidade, pela calmia que ambos transmitem.

Assim, este jogo de psicologia da cor define a tendência cromática de 2016, em que Rose Quartz, quente e acolhedor, transmite compaixão e sensações de cálido abraço, e o Serenity, um azul suave, aponta para a conexão de bem-estar próprios de uma tonalidade mais fria e calma como se se tratasse de uma brisa fresca numa noite quente de verão.

Para além disto, a mistura destas duas cores também respondem a uma função social – romper com estereótipos, visto serem cores associadas a um uso indiscriminado na criação estética. Esta escolha pretende aliar-se aos movimentos sociais e aos consumidores desprendidos de padrões antiquados, aqueles do tipo “um homem não veste rosa”. Num Uma abordagem cromática que evocam à igualdade de género, transformando-as num meio de expressão de uma geração de mente aberta que não teme ser julgado ou estereotipado.

Colores Pantone del 2016: Rose Quartz y Serenity

~ um chá a duas cores e sem estereótipos ~

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Até perder a vista

aaaaah afinal era a axn!

Sempre gostei de campanhas e comunicações teaser.Se bem feitas causam sempre impacto, cumprindo o seu objectivo. Durante as últimas semanas, mupis e outros suportes de publicidade deram lugar a uma dicotomia entre duas palavras e um prisma vermelho. Pouco mais se sabia/via além disto.

Como designer atenta, era algo que já me tinha despertado a curiosidade e até alguns palpites. Mas foi numa conversa alheia de autocarro que o prisma avermelhado me intrigou. Uma conversa de três amigas, em que cada uma palpitava e procurava interpretar e desvendar este mistério visual. “Eu acho que isto deve ser da edp, como é vermelho e em alguns existe mesmo luz” dizia uma. Em época de eleições, outros dos palpites dizia ser propaganda de um partido. E bastante convicta, dizia a terceira das amigas “Vocês não vêm que isto é um novo tarifário, é da vodafone!”.

Aqui uma coisa já era certa, a estratégia de comunicação estava a resultar. As pessoas falavam. E isso já era meio objectivo conseguido. Agora era eu, eu e as duas amigas (também designers) que tentávamos discurtinar o que seria tudo isso. Eu apontava para algo cultural, outra para algo desportivo (sabem do que falo) e outra também considerava algo de indole política. Pois bem, entre palpites o mistério foi revelado no início desta semana. E penso que nos surpreendeu um pouco a todos. O prisma vermelho era para a AXN, com uma nova imagem e novas series. Uma campanha concluída com sucesso!

~ vermelho, um chá misterioso ~

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Arcos e livros

De linhas, curvas e retas, nasce o design, a arquitetura e a forma de tudo o que nos rodeia. Funciona através da simplicidade, que não é tão fácil de alcançar como se parece. A soma de uma quantas retas e uns quantos arcos, com o jogo de ângulos e perspectivas, pode resultar numa arte, se bem trabalhados!

Hoje mostramos como o design se junta à decoração e à arquitetura para tornar um espaço comum num sítio inspirador! E a mente do homem serve de criador neste jogo de sensações. 

A empresa Anagrama, sediada no México, é uma das grandes agências já faladas aqui no blog. É seguida na plataforma de projetos Behance por mais de 120 mil pessoas e no Facebook por mais de 160 mil. É, portanto, uma dose inspiradora para muitos designers. 

Desta vez, Anagrama presenteia-nos com um projeto de arquitetura e design de interiores de uma biblioteca sediada na cidade Monterrey, Mexico – Conarte Library.  Conarte visa promover e estimular a expressão artística e apoia a preservação e enriquecimento da cultura. Fazia então sentido estudar um espaço que desse valor à experiência da leitura. 

Anagrama criou um espaço “design-intelligent” que envolve o leitor. As estantes dos livros foram projectadas para formar uma cúpula que cobre o tecto da biblioteca e joga com a perspectiva visual, assumindo mais do que a sua função básica. As paredes são preenchidas por um gradiente de cor azul que permite dar profundidade. O arco iluminado ao fundo da escadaria simula o ponto de fuga da estrutura, criando um equilíbrio perfeito entre a cor e perspectiva. 

O resultado é um ambiente envolvente e tranquilizador, ao mesmo tempo que inspira e refresca, ao invés das típicas bibliotecas que tendem a ser monótonas e aborrecidas. 

Livraria (Bookstore)

Livraria (Bookstore)

~ Um Chá e muitos livros num local inspirador

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