Até perder a vista

Sinal vermelho: a luz que dança no tráfego

Quantas vezes, por consequência dos nossos afazeres e da nossa rotina contra-tempo, o sinal vermelho nas passadeiras é um obstáculo nessa nossa maratona diária. Somos impacientes e esperar é-nos impossível, uma pausa de poucos minutos que sejam parecem demasiado para os compromissos que temos.

A marca Smart Car em parceria com a agência de publicidade BBDO criaram uma instalação interactiva com o objectivo de incentivar os pedestres a esperar até que o sinal se altere para verde e seja seguro a travessia. Aqui a figua vermelha dança para captar a atenção dos pedestres que de certo modo arriscariam atravessar.

Mas a parte mais interessante desta instalação é que os movimentos da figura vermelha são consequência da dança de pessoas que passavam pela praça do Rossio, em Lisboa, que era filmada para depois ser usada nos “momentos vermelhos” do semáforo. A estrutura preta temporária tinha uma pequena pista de dança e câmeras para capturar os movimentos de cada pessoa, que deram vida à figura vermelha dos semáforos em tempo real, cuja a própria pessoa também podia ver.

Os ecrãs com a imagem de ambos os lados da cabine mostrava as reacções ao vivo perante a dança. Uma acção tanto de divertida quanto de responsável.

The Dancing Traffic light

Captura de ecrã 2016-07-4, às 23.48.58

Este projecto foi parte de uma campanha de marketing mais ampla pela Smart para lançar duas novas versões do seu carro compacto da cidade – o smart ForTwo e o Smart ForFour – que também inclui um roadshow na Europa.

~ um chá vermelho e um semáforo divertido ~

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Uma viagem de comboio pelo Canadá

Entre tantas imagens que vejo durante o dia, entra tanta informação visual, foi a imagem de um comboio que me despertou real atenção. E na procura, encontro-o, The Canadian. Assim se chama o comboio que cruza as paisagens do canadá ao comando da câmera de Jeff Friesen.

O fotógrafo premiado e que já expôs o seu trabalho em todo mundo, levam-nos numa viagem entre Toronto e Vancouver num Streamliner Trem vintage de 1955. O projecto fotográfico intitula-se “The Canadian: Ghost Train crossing Canada” e inicia uma pequena viagem de comboio que nos dá a conhecer o Canadá em paragens simples e originais. Aqui, o comboio cruza pontes, cercas, florestas, lagos e poças, onde as pedras se transformam em grandes fendas e encostas traiçoeiras. Aqui a realidade é um jogo de ilusões verdadeiras. Aqui tudo é real. Aqui tudo é (originalmente) bonito.

Imagens onde nasce a vontade, a vontade de viajar, de conhecer estas paisagens, vontade de ser também miniatura, para se ser também passageiro deste comboio. Um projecto que nos inspira.

Cavendish Shore, Prince Edward Island

Prairie Skyway, Saskatchewan

Rolling Steel, Saskatchewan

Prairie Light, Manitoba

Kouchibouguac, New Brunswick

Cuckold's Cove, Newfoundland

Lake Louise, Alberta

ver projecto na integra

~um chá e uma viagem de comboio ~

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Duas cores que pintam 2016 e falam de igualdade de género.

Como tem acontecido todos os anos, todos os fins de ano, a Pantone, empresa norte-americana mundialmente conhecida pelo seu sistema numérico cromático, apresenta aquela que poderá ser a cor tendência do próximo ano. Desde de 2000 que a empresa nomeia a cor do ano, uma selecção que influencia o mercado, sobretudo a indústria da moda e do design, Este ano e pela primeira vez, a Pantone indicou duas cores em vez de uma, como habitualmente. O seu propósito foi o de encontrar o balanço cromático de calma e relax para o ano de 2016.

¿Ya sabes cuáles son los colores Pantone del 2016?

Posto isto, as cores que encontradas para este equilíbrio de cores são o Pantone 13-1520 – um rosa a que chamaram de Rose Quartz – e o Pantone 15-3919 – um azul que se apresenta como Serenity. Segundo Leatrice Eiseman, directora executiva do Instituto de Cor da Pantone, a escolha destes tons é uma selecção muito mais simbólica que a dos anos anteriores, em 2015 com Marsala ou em 2014 com o Radiant Orchid. Esta trata-se de uma atitude, de um estado de espirito. A combinação do Rose Quartz com o Serenity pretende ser como um antídoto de momentos de tensão ou stress do dia-a-dia. É uma combinação que pretende conferir paz interior e tranquilidade, pela calmia que ambos transmitem.

Assim, este jogo de psicologia da cor define a tendência cromática de 2016, em que Rose Quartz, quente e acolhedor, transmite compaixão e sensações de cálido abraço, e o Serenity, um azul suave, aponta para a conexão de bem-estar próprios de uma tonalidade mais fria e calma como se se tratasse de uma brisa fresca numa noite quente de verão.

Para além disto, a mistura destas duas cores também respondem a uma função social – romper com estereótipos, visto serem cores associadas a um uso indiscriminado na criação estética. Esta escolha pretende aliar-se aos movimentos sociais e aos consumidores desprendidos de padrões antiquados, aqueles do tipo “um homem não veste rosa”. Num Uma abordagem cromática que evocam à igualdade de género, transformando-as num meio de expressão de uma geração de mente aberta que não teme ser julgado ou estereotipado.

Colores Pantone del 2016: Rose Quartz y Serenity

~ um chá a duas cores e sem estereótipos ~

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aaaaah afinal era a axn!

Sempre gostei de campanhas e comunicações teaser.Se bem feitas causam sempre impacto, cumprindo o seu objectivo. Durante as últimas semanas, mupis e outros suportes de publicidade deram lugar a uma dicotomia entre duas palavras e um prisma vermelho. Pouco mais se sabia/via além disto.

Como designer atenta, era algo que já me tinha despertado a curiosidade e até alguns palpites. Mas foi numa conversa alheia de autocarro que o prisma avermelhado me intrigou. Uma conversa de três amigas, em que cada uma palpitava e procurava interpretar e desvendar este mistério visual. “Eu acho que isto deve ser da edp, como é vermelho e em alguns existe mesmo luz” dizia uma. Em época de eleições, outros dos palpites dizia ser propaganda de um partido. E bastante convicta, dizia a terceira das amigas “Vocês não vêm que isto é um novo tarifário, é da vodafone!”.

Aqui uma coisa já era certa, a estratégia de comunicação estava a resultar. As pessoas falavam. E isso já era meio objectivo conseguido. Agora era eu, eu e as duas amigas (também designers) que tentávamos discurtinar o que seria tudo isso. Eu apontava para algo cultural, outra para algo desportivo (sabem do que falo) e outra também considerava algo de indole política. Pois bem, entre palpites o mistério foi revelado no início desta semana. E penso que nos surpreendeu um pouco a todos. O prisma vermelho era para a AXN, com uma nova imagem e novas series. Uma campanha concluída com sucesso!

~ vermelho, um chá misterioso ~

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Arcos e livros

De linhas, curvas e retas, nasce o design, a arquitetura e a forma de tudo o que nos rodeia. Funciona através da simplicidade, que não é tão fácil de alcançar como se parece. A soma de uma quantas retas e uns quantos arcos, com o jogo de ângulos e perspectivas, pode resultar numa arte, se bem trabalhados!

Hoje mostramos como o design se junta à decoração e à arquitetura para tornar um espaço comum num sítio inspirador! E a mente do homem serve de criador neste jogo de sensações. 

A empresa Anagrama, sediada no México, é uma das grandes agências já faladas aqui no blog. É seguida na plataforma de projetos Behance por mais de 120 mil pessoas e no Facebook por mais de 160 mil. É, portanto, uma dose inspiradora para muitos designers. 

Desta vez, Anagrama presenteia-nos com um projeto de arquitetura e design de interiores de uma biblioteca sediada na cidade Monterrey, Mexico – Conarte Library.  Conarte visa promover e estimular a expressão artística e apoia a preservação e enriquecimento da cultura. Fazia então sentido estudar um espaço que desse valor à experiência da leitura. 

Anagrama criou um espaço “design-intelligent” que envolve o leitor. As estantes dos livros foram projectadas para formar uma cúpula que cobre o tecto da biblioteca e joga com a perspectiva visual, assumindo mais do que a sua função básica. As paredes são preenchidas por um gradiente de cor azul que permite dar profundidade. O arco iluminado ao fundo da escadaria simula o ponto de fuga da estrutura, criando um equilíbrio perfeito entre a cor e perspectiva. 

O resultado é um ambiente envolvente e tranquilizador, ao mesmo tempo que inspira e refresca, ao invés das típicas bibliotecas que tendem a ser monótonas e aborrecidas. 

Livraria (Bookstore)

Livraria (Bookstore)

~ Um Chá e muitos livros num local inspirador

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É tudo uma questão de enquadramento!

Um boa fotografia não passa por captar determinada imagem com a melhor camera ou a melhor lente fotográfica, o enquadramento é, provavelmente, a regra mais importante na arte de fotografar. E isso, não é a melhor câmara ou o melhor equipamento que faz de forma autónoma. É preciso um olhar fotográfico sobre as coisas.

E para comprovar que a fotografia passa por um bom enquadramento que a artista tailandesa Chompoo Baritone completou algumas fotografias do instagram, criando uma serie de retratos que mostram a importância do enquadramento e da composição fotográfica. Muitas vezes é um jogo de escondidas, de perspectivas e filtros. Embora agora o instagram não seja só no formato quadrado, tornava-se um autêntico desafio, aquele de conseguir o enquadramento perfeito num quadrado. Isso era composição. Isso era enquadramento. A propósito, é a primeira vez em cinco anos de existência, que o instagram permite aos seus utilizadores partilharem as suas fotografias e vídeos para lá do tradicional quadrado, grande marca visual desta rede social.

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~um chá bem enquadrado ~ 

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Livro purifica a água

Apesar do mote dos últimos dias ser os refugiados que migram para a Europa, continuamos a ter nos países subdesenvolvidos milhões de pessoas sem água potável, sendo esta uma das grandes causas de morte.

A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 660 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a água própria para consumo e que mais de três milhões de pessoas morrem, todos os anos, devido a doenças relacionadas com a falta de qualidade da água.

Mas hoje damos a conhecer um projeto que pretende combater estes números! Theresa Dankovich criou o Drinkable Book, um livro, à primeira vista, igual a tantos outros, mas que tem uma particularidade muito especial. É que o seu objetivo principal, como de outros livros, não é ser lido, mas sim purificar a água! A ideia parece estranha no mínimo mas Teresa Dankovich conseguiu a proeza que poderá ajudar muitos países subdesenvolvidos. As folhas do livro podem ser arrancadas e utilizadas como filtros para purificar a água, eliminando 99% das bactérias da água contaminada, como a E. coli e a salmonela.Theresa, no decorrer da sua tese de doutoramento na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, apercebeu-se que a prata elimina as bactérias presentes na água e não a torna prejudicial à saúde. Através desta informação, Theresa inventou um papel com nanopartículas de prata e desenvolveu um método de filtrar a água simples, económico e sustentável. 

The Drinkable Book™ é, ao mesmo tempo, um filtro de água e um manual de instruções de como limpar a água. Para filtrar a água arranca-se uma das páginas do livro, coloca-se na caixa de filtros, que é usada para guardar o livro, e verte-se a água contaminada. Poucos minutos depois a água torna-se potável. Cada filtro pode durar até 30 dias e consegue filtrar 100 litros de água contaminada, de forma que um livro inteiro permite a filtragem de água potável para cerca de um ano.

A ideia deste livro partiu de Theresa, que se uniu à empresa criativa DDB New York e à associação WATERisLIFE, que conceberam o livro. Com alguns donativos conseguiram testar os papeis no Ghana, Haiti, India e Kenya. Os resultados dos testes foram positivos, comprovando que os papeis conseguem purificar diferentes águas no mundo. 

Com a ajuda da associação sem fins lucrativos International Development Enterprises, foram ainda feitos estudos junto da comunidade de Bangladesh, também positivos. Luke Hydrick, designer estudante da University of Cincinnati School of Design, juntou-se também ao grupo e criou já uma variedade de suportes para os filtros que foram também testados em Bangladesh, de forma a serem agora aprimorados de acordo com o feedback da comunidade.  

Neste momento, as organizações estão a apelar ao financiamento do projeto para que continue o trabalho de desenvolvimento e aumente o trabalho de produção e os testes de campo. O objetivo são que sejam distribuídos filtros de papel para centenas a milhares de pessoas. Está a decorrer uma campanha no Indiegogo, com o objectivo de angariar 30.000 dólares, que correspondem a 27 mil euros, para fabricar os primeiros mil livros. Vamos ajudar a contribuir para a distribuição de água potável em todo o mundo!

~ Um chá e um livro para salvar o mundo

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