Chá das 3

Costa Rica, Pura Vida

Desta vez, decidi fazer um roteiro para os mais curiosos em aventurarem-se até à Costa Rica.

Sem dúvida que foi uma experiência maravilhosa, rica em cultura, regada com novas aprendizagens e salpicada de aventura e amor.

Adoro viajar para estes destinos, porque o contacto com a natureza dá sempre asas à minha mente. A reflexão, a criatividade e as novas perspectivas surgem sempre. O que é importante toma sempre dimensões mais volumosas na minha mente e as pequenezas do dia-à-dia dissipam-se com a facilidade de um sorriso.

A Costa Rica tem esse poder! A imponente floresta mostra-nos comos somos pequeninos. A diversidade de espécies é única, estamos num país encantado cheio de criatura maravilhosas e desprovidas de intenções.

A Costa Rica não tem exercito, é um país seguro e simpático. Em alguns locais a taxa de crime é 0. A pouca policia que ligeiramente manifesta a sua presença, tem apenas como objectivo transmitir uma sensação de segurança aos turistas que estão habituados a uma presença de forças de segurança nas ruas.

Não é possível falar da Costa Rica sem falar de Pura Vida. Esta é uma maravilhosa forma de viver em sintonia com a natureza e em harmonia com todos os que nos rodeiam. Esta frase é um simpático cumprimento,um agradecimento, uma despedida ou até um sincero desejo de felicidade. Reflete, de facto, a Costa Rica.

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Dicas

Apesar de ser um país pequeno, existem inúmeros locais que valem a pena visitar. Por isso aconselho a preparem o vosso roteiro antes de iniciar a viagem.

– O carro: A mobilidade e disponibilidade horária que nos dá, é super importante, pois, apesar das estradas com má qualidade, é sem duvida fulcral para aproveitar o país

– O preço: Enganam-se os aventureiros que pensam que a Costa Rica é mais um país barateco da América Latina. Os preços são inflacionados com a utilização de USD, pelo que aconselho sempre a utilização de colones, a moeda do país.

– As tours: Tal como em todas as viagens, se desejarem fazer uma tour não avancem com a primeira empresa que encontram no hotel. Contactar directamente para o espaço/actividade será a melhor solução.

– A língua: É o espanhol, pelo que o bom “portonhol”, é um aliado. Contudo, os mais acanhados não se preocupem, a maioria das pessoas fala ou pelo menos entende o inglês.

– Câmbio: Desta vez optámos por adquirir um cartão pré-pago, o Revolut. Este cartão permite a utilização de colones ou USD, bem como muitas outras moedas, é livre de taxas quando é utilizado. Podem encontrar todas as informações aqui. Esta escolha deu-nos mais liberdade e poupou nos muito dinheiro em taxas de utilização e conversão. Não hesitem!

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O Roteiro 

San José – A capital do país. Ficámos apenas uma noites quando chegámos. Foi suficiente. É uma cidade pouco apelativa e sem muito interesse para quem deseja aventura, natureza e Pura Vida. Movimentada, muito cimentada e com semi-construções por todo o lado. 

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Manuel António – Um parque natural de cortar a respiração, boas praias (com agua quentinha), diversidade de especiais únicas e uma paz, uma paz que me faz querer voltar neste momento. Restaurantes maravilhosos, mas super pacatos e descontraídos, tudo o que se quer numas férias! O ponto alto foi sem dúvida um passeio a cavalo pela imponente selva do parque natural Manuel António. Aconselho, ainda, uma vista à praia do parque, é simplesmente deslumbrante.

La Mansion Inn foi o Hotel que escolhemos e não nos arrependemos de todo. Uma casa luxuosa, mas acolhedora. O Staff foi fantástico. A vibe sentida foi como se estivéssemos em casa de um amigo que nos recebe com o melhor que tem. Mesmo no meio da selva, tem uma vista única pintada de verde, azul e tons de castanho.

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Santa Teresa – Imaginem uma pequena vila em que todos os estabelecimentos comercias existentes se localizam numa única rua, paralela à praia. É Santa Teresa. Uma zona de surfistas, com mar bravo e praias selvagens. É ideal para relaxar e aproveita a brisa marítima com a nossa cara metade. Não existem estradas de alcatrão, apenas terra, lama e areia por todo o lado. Pode parecer estranho, mas tudo isto torna Santa Teresa num local único e inspirador. Ficámos num Hotel familiar, o Fuego Lodge, em que a Barbara, dona do espaço, nos recebeu com a descontração que combina com este sitio. Encontrámos um Bungalow simples, mas muito limpo e acolhedor, com vista para uma piscina paradísica.

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Guanacaste – Após uma longa viagem de carro e ferry, chegámos ao Riu Resort. Um all inclusive, que depois de termos estamos em 2 locais únicos e cheios de carisma, soube a pouco. Apesar de ser um grande hotel, com alguma pompa e circunstancia, a verdade é que poderíamos estar em qualquer parte do mundo. Toda a vibe da Costa Rica é perdida por ali. Uma minicidade que proporciona aos turistas uma estadia num local comodo, sem preocupações e com uma praia privada. Completamente fechado e sem contacto com o exterior, não faz jus ao país maravilhoso em que se encontra.

Por outro lado, em Guanascate tivemos uma das melhores experiências da nossa vida. Um passeio de moto quatro, onde visitamos locais únicos de cortar a respiração. O nosso guia, um Sr. com cerca de 40 anos que sempre viveu a “Pura Vida”, levou-se a locais onde a selva se envolvia com a praia, terminado num mar reluzente de aguas quentes e tentadoras.

Monteverde – A nossa última paragem. Após uma subida de curvas e contra curvas que durou mais de uma hora, chegámos ao nosso destino. O Hotel Belmar. Um Hotel que abraçava a floresta e onde o lema é a utilização de produtos orgânicos e locais. Comida maravilhosa, vistas únicas… Sem dúvida o local ideal para relaxar e apreciar o que a vida tem de melhor. Com um jacuzzi majestoso localizado no jardim natural, desfrutamos de momentos memoráveis. Aconselho, ainda, a visita do jardim das Borboletas.

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A simpatia e amabilidade de todos faz-me querer voltar! Por isso: Vão! Experimentem! Aproveitam e, principalmente, entrem no espirito da Pura Vida!

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~ Aventura, natureza, boa vibe. Pura Vida ~

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Chá das 3, Sem categoria

Travel Post #14 – Açores, 3 ilhas e meia de maravilhas

Quando há dois anos fui à bela ilha de São Miguel, fiquei com uma vontade enorme de voltar ao belo arquipélago dos Açores, afinal ainda faltavam 8 ilhas para ver.

Juntámos 12 amigos…sim sim dooooooooooooze, e foram 8 dias fantásticos!

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Tínhamos marcado o nosso roteiro para 3 ilhas do grupo central dos Açores: Pico, Faial e São Jorge. Mas, decidimos aproveitar uma escala de 8h para espreitar a ilha Terceira.

Acabadinhos de chegar ao aeroporto das Lajes fomos até à tão famosa Praia da Vitória. Praia linda de areia negra que dava vontade de dar um mergulho, mas o tempo era escasso e ficámos só pelo passeio. Rumámos até Angra do Heroísmo e fomos almoçar a um restaurante muito simpático com umas Lapas grelhadas do céu e um bife de vitela divinal, o Casa de Pasto A Canadinha, recomendadíssimo!

Chegou o fim o dia e a hora de irmos para o destino final, a Ilha do Pico.

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Sinceramente, quando vi o micro avião que nos ia levar ao destino final tive vontade de voltar para trás, medoooooooooo! Mas acabou por ser uma viagem curta e tranquila, com uma vista fantástica para a ilha de São Jorge.

primeiro dia no Pico foi de volta à ilha, conhecer cantos e recantos daquele paraíso, com alguns mergulhos à mistura, “amizade” com um vitelo e não poderia faltar perdermo-nos à noite no meio do monte!

No 2º dia apanhámos o barco rumo à Ilha do Faial. Lindaaaaaaaaaa!

Desde o Vulcão dos Capelinhos ao mergulho na Praia do Almoxarife, com areia negra e com vista previligiada para a montanha do Pico, passando pelo almoço divinal no Canto da Doca, foi um dia que passou demasiado rápido e que deixou o desejo de voltar a esta ilha de 20km ponta a ponta!

Os dois dias seguintes foram passados na maravilhosa Ilha de São Jorge.

Todas as ilhas que conheço até hoje do arquipélago dos Açores são lindas, mas São Jorge deixou uma marca especial. É uma ilha tão mágica, com uma natureza singular e ainda pouco virada para o turismo. Amei!

É sabido que o tempo nas ilhas é meio bipolar, mas nesta ilha conseguimos apanhar as 4 estações em meia hora, na Ponta dos Rosais conseguimos ver todo o grupo central , subimos ao Pico da Esperança, mergulhámos na Poça de Simão Dias e fizemos a caminhada até à belíssima Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Fajã da Caldeira de Santo Cristo é um canto mágico da ilha, de um lado montanha, do outro o oceano, ao fundo a vista para a Ilha Graciosa. Foi uma noite diferente, a electricidade é um conceito desconhecido na Fajã, por isso às 23h a luz fornecida pelo gerador apaga, ficando apenas a luz das estrelas e o som dos Cagarros de fundo (por sinal assustador).

As cascatas, o queijo, as fajãs, as piscinas naturais, dois dias foi pouco para a ilha do dragão. Quero definitivamente voltar!

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Os restantes dias foram passados na Ilha do Pico, novamente, dias cheios de aventuras!

maior aventura foi a subida à Montanha do Pico, a montanha mais alta de Portugal com 2351 m de altitude. Foi fácil? Não! Mas foi umas das melhores experiência de sempre! Para mim, uma pessoa medricas que sobe umas escadas com buracos no meio e treme como varas verdes, subir até à cratera do Pico e ficar acima das nuvens foi uma vitória em tanto!

Da Ilha do Pico ficam as aventuras, os mergulhos, as lapas e as cracas na Tasca O Petisca, o vinho, a montanha, o cachorro, as grutas, o trânsito de vacas, as vistas para o Faial e para São Jorge, o acordar de manhã com vista para o mar, o ar puro e a sensação que ainda ficou tanto por fazer e conhecer.

Tanta beleza que este nosso Portugal tem! Ainda ficam a faltar a Ilha de Santa Maria, a Graciosa, o Corvo, as Flores e mais um pouco da Terceira…até já Açores!

Nita, Andreia, Joana, Mariana, Eva, Cancelita, Diogo, Zé, Joni, João e Ricardo, Obrigada pela aventura, sem dúvida os melhores doze! <3

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~ Um chá de maravilhas ~

Fotografia: Ana Cancela, Luis Figueiredo e Teresa Botelho

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A Guarda da Praia

Adorava ter uma casa pequenina numa praia onde o tempo estivesse sempre bom.
Consigo imaginá-la e a tudo o que a rodeia. É branca, tem paredes que são janelas, um pequeno alpendre – com uma rede onde confortavelmente me aninho a ler – e está exactamente em cima de uma duna rodeada apenas de pequenas ervas que ali cresceram sem pedir.

O clima é ameno. O termómetro nunca passa dos 28 graus, nem desce dos 20: é perfeito.
Não sei quem criou aquele sítio, mas certamente fê-lo num dia de grande inspiração. É o melhor sítio do mundo. O meu sítio.

Já pensei várias vezes em mudar-me para lá, mas, como em tantas outras ocasiões na vida, as circunstâncias não mo permitem. Ando sempre tão atarefada com coisas que me foram impostas, que às vezes parece que me esqueço daquilo que gosto, daquilo que me faz sentir bem, daquilo que é genuíno em mim e me faz ser eu.

Há sempre um padrão. Em tudo. E temos porque temos de segui-lo. Porque não é bem visto, porque não vamos ser alguém, ou, simplesmente, porque “é assim”. E aceitamos. Contentamo-nos com aquilo que nos é imposto, que, na maioria das vezes, vale tão pouco que esquecemos quão bom é sentir a concretização de uma ambição. Aquele sentimento de conquista que nos faz sentir plenos, bem connosco próprios. Esta antagonia do “eu” a que somos expostos mal vimos ao mundo não faz sentido.

A partir deste padrão criamos medos que não nos deixam sair da zona de conforto e quebrar essas malditas imposições que nos fazem acreditar que as coisas são boas se forem planeadas, todas iguais e totalmente predefinidas. Como se já soubéssemos, à partida, aquilo com que contamos, o que podemos esperar, o que vamos viver e como vamos fazê-lo. Isto está tão errado.

Fazem-nos acreditar em algo que ao longo da vida revela ser totalmente o oposto. Como? Da pior maneira. Achamos que se fizermos tudo bem daremos tantos trambolhões como um sempre-em-pé e, no fim, passamos o tempo a ir ao chão. De cara, às vezes.

É certo que depende de nós fazer com que as coisas mudem, sair da nossa zona de conforto. E eu queria tanto ir passar uns dias à minha casa pequenina naquela praia onde o tempo está sempre bom. Mas, como em tantas outras ocasiões na vida, as circunstâncias não mo permitem… Especialmente porque a minha casa pequenina naquela praia onde está sempre bom não existe. E eu não sei viver sem ela.

~ um chá de circunstâncias ~

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Chá das 3, Chá do Manifesto

Messy Hair

Quem nunca teve um turbilhão de pensamentos? Daqueles que nos deixam tão confusas ao ponto de não sabermos mais o porquê de estarmos confusas. Hum.. estranho, não é? Tudo isto tem tendência a acontecer naquelas fases em que olhamos para trás e vimos o quanto crescemos e o quanto já vivemos (ou pensamos ter vivido), e que foi devido a algumas circunstâncias que cada vez pensamos mais no que devemos ou não fazer, e nas consequências dos nossos atos.

Se acontece, é porque realmente vivemos. Mas vivemos agarradas a quem somos ou a quem gostaríamos de ser? Essa é a questão de uma vida inteira. Engloba todo o nosso mundo. Quem somos, para onde vamos, com quem vamos. Vivemos dia após dia, tal como deve ser feito. Mas fazemos algo que saia da nossa rotina? Arriscamos o suficiente? Atiramos-nos de cabeça? Ou simplesmente deixamos que o passado comande diariamente o nosso presente? É isto.. é isto que nos prende.

Prendemos-nos tanto ao nosso passado que nos vimos bloqueadas no presente. Pensamos que houve alturas em que simplesmente demos tudo de nós, que nos entregámos de corpo e alma e no final de contas, fracassámos. Sim, fracassámos. Na nossa cabeça o fracasso foi nosso, não foi de mais ninguém. Na nossa cabeça éramos nós que tínhamos que ter força suficiente para conquistar aquela pessoa que nos fazia tremer as pernas. Mentalizamos-nos tanto disso, que nos esquecemos que também merecíamos ser conquistadas. E quando do nada, chega o momento em que podemos vir a ser conquistadas, não queremos. Não queremos porque não queremos mais brincar, não queremos mais perder mais tempo, não queremos mais sentir novamente a sensação de fracasso. Então não arriscamos mais, acabamos por dançar, beber um copo de vinho, dar um beijo longo e acordamos no dia a seguir sem expectativas, sem dramas, sem dilemas, sem fracassos.

E quando ponderamos dar um passo em frente, vem o passado e coloca todas as dúvidas na nossa cabeça, questiona tudo novamente e faz-nos ter turbilhões de pensamentos como aqueles que tínhamos no início de tudo. Torna-se um ciclo vicioso porque acreditamos que um dia pode dar certo. E que aquele clichê “no passado tinha que dar errado para no futuro dar certo” seja real e aconteça. Mas aquela perguntinha surge sempre na nossa cabeça, “E se..?”.  Portanto, isto de tentar agir consoante o que queremos ou não, é como o nosso cabelo. Uns dias têm mais jeitos e há que decidir se utilizamos a placa para o tornarmos “simples e fácil” ou simplesmente deixá-lo como está, “rebelde e arriscado” de forma a contrariar os fracassos e dar voz ao destino.

Por isso, é fácil dizer “Hoje é o dia de fazer diferente”.. A verdadeira luta acontece quando nos deparamos com uma possível mudança no nosso quotidiano, e aí sim somos corajosos o suficiente para enfrentar essa mudança e arriscar mesmo sabendo das duas possíveis faces da moeda, ou deixamos que o medo nos retraia?

Hoje é dia de turbilhão de pensamentos, certo?

~um chá e um turbilhão de pensamentos~

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Chá das 3

Azeite & Alhos Pizzaria Artesanal

Foi mesmo juntinho ao rio Tejo, em Belém, com uma paisagem de cortar a respiração do rio e da ponte, que encontramos a roulote Azeite & Alhos Pizzaria Artesanal. Na verdade, encontramos mais do que uma roulote, foram vários cheiros e sabores debaixo de uma noite de verão regados com azeite e alhos.

Depois da nossa visita, acreditamos ter encontrado o sítio perfeito tanto para um final de tarde com os amigos, como para aquele date em que precisamos mesmo de causar boa impressão. A sangria é óptima, os mojitos e as caipirinhas não deixam ninguém indiferente e o pôr do sol faz o resto.

Aconselhamos também o rodízio de pizzas, só de falar nisso já estamos a salivar. A mistura de sabores e a massa fina e crocante fazem toda a diferença das pizzas habituais. À medida que as pizzas são servidas, vamos sendo surpreendidos. Não queríamos contar já tudo, mas há uma pizza de filadélfia que ainda hoje estamos a pensar nela.

Caso não queiram jantar, podem provar as pizzas na mesma, bom … o melhor é mesmo ir lá, escolham a companhia certa, vão e deixem-se surpreender pelos diferentes sabores e pela vista que por si só já é bastante saborosa.

~um chá regado com azeite e alhos ~

https://www.facebook.com/PizzariaStreetFood/

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Chá das 3, Chá do Manifesto

O Tempo e o Amor … poderiam não ser efêmeros

O tempo…

Levamos a vida a contar as horas, os minutos, os segundos, até o tic-tac do ponteiro do relógio. Horas para isto, horas para aquilo…na verdade, levamos a vida como se de um iogurte com prazo de validade se tratasse, e deixamos muitas vezes de dar importância ao que verdadeiramente importa: a essência do tempo.

O tempo é algo tão efémero, tão momentâneo, tão irreversível, tão escasso, que quase vivemos como se não pudéssemos esgotar esse bem tão precioso na vida.

O quão é bom desfrutar de um pôr do sol à beira mar, fechar os olhos e sentir o vento na cara, a brisa no corpo; o quão é bom fechar os olhos e dormir sem hora para acordar, o quão é bom ficar no sofá sem que nada apeteça fazer; o quão é bom sair de casa sem saber onde ir e acabar no café com uma amiga à conversa e sem dar conta já
la vão uns copitos; o quão bom é estar por estar porque não se sabe o que vem a seguir… Bom, isto quase parece querer viver a vida de improviso e imprevisto, mas na verdade bom seria se de vez em quando abríssemos a panela de pressão para espreitar o cozinhado, se de vez em quando parássemos o relógio do tempo que nos impõe
validade nas rotinas do dia-a-dia e reflectíssemos no seguinte: afinal o que andamos aqui a fazer?

Infelizmente ou felizmente a minha experiência no ramo profissional têm-me dado boas tardes e noites de reflexão, de pensar no que realmente importa.

Nós, pessoas, não somos nada mais do que átomos, somos feitos de energia e a nossa fragilidade é dantesca ao ponto de num segundo, num abrir e fechar de olhos tudo mudar, como se de um filme se tratasse, em que as imagens passam à velocidade da luz e num minuto consegues ter o resumo de uma vida. Posto isto, e considerando que a energia que me move é o amor, acredito que cada vez mais colho do meu jardim aquilo que planto, e atraio para mim aquilo que quero, às vezes não parece, mas na verdade é tudo uma questão de perspectiva. O amor, aquele sentimento de que toda a gente fala, que envolve multidões e tantas vezes destrói partes de corações, porque sim, o amor é difícil, e amar então… uff. Amar é complicado, mas amar deixa-nos livres e faz-nos não estar limitados neste tempo. Tempo que nos obriga a amar de repente porque a “vida é curta e são dois dias”, de repente porque os sentimentos surgem como se de uma promessa se tratasse, de repente porque o amor é um bem tão escasso quanto o tempo e nem sempre conseguimos entendê-lo na sua pequena essência.

O comboio da vida permite-nos que entre gente, percorra caminho e saía quando assim tiver de ser e as paragens que vamos fazendo no percurso do tempo levam um pouco de nós e deixam um pouco de gente. Na verdade, e querendo eu falar no sexo oposto, porque acredito que a mulher faz o homem e o homem faz a mulher, considero não ser fácil esta coisa de nos apaixonarmos, chegarmos a amar alguém e queremos essa pessoa “sempre”, sempre nas nossas vidas. Mas calma, a paixão e o amor são coisas diferentes e na verdade ninguém fica para sempre nas nossas vidas, nada é eterno.

Compreendo quase como uma falácia o facto de querermos alguém para sempre nas nossas vidas, pelo simples facto de que nascemos e morremos sozinhos. No entanto, não deixo de concordar que o amor é o combustível do comboio que tantas vezes nos custa a conduzir, o comboio que às vezes vai tão embalado e se vê obrigado a parar, o comboio que sempre parte e sempre chega. O amor é tão mais do que um sentimento, é tão mais que tudo, que às vezes chega a ser impensável que tenha de ser cronometrado. Por isso não vale a pena pensarmos que temos de ir buscar fontes de amor aqui e ali, porque o amor está em nós e é no fundo ele que nos leva para a frente.

Às vezes apetece-me gritar “basta” ao mundo, porque um minuto pode ser perfeito e no entanto, existe uma vida cheia de imperfeições. Basta de cronometrar e estabelecer um tempo para isto e para aquilo, porque o que tiver de ser terá a força do amor que semearmos em nós mesmos e isto torna-se uma coisa multidirecional. Não importa o que temos hoje, importa aquilo que somos hoje e seremos amanhã, porque o que somos morre connosco, isso é certo!

E porque isto para mim é como se diz o “pão nosso de cada dia”, sim, vejo morrer pessoas quase todos os dias e posso dizer que o nosso corpo é só o nosso corpo, as pessoas que nos amam são só as pessoas que nos fazem partir em paz, as que nos são indiferentes e em nada nos acrescentam vamos triando por essa vida fora, as que por
algum momento da nossa vida nos magoaram, as que nos fizeram chorar, sorrir,tremer de medo, sentir borboletas na barriga, apaixonar, salta de alegria, são só as pessoas que… e o resto pessoas, é só o resto, porque desta vida o que deixamos é quase nada para o tesouro que levamos connosco.

~um chá com tempo e com amor ~

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Chá das 3, Chá do Manifesto, Evento do Mês, Eventos com Personalidade

Vamos oferecer 10 bilhetes duplos para a FIA … sim 10 !!!

A Feira Internacional do Artesanato faz 30 anos e como já é habitual, o headshake não ficou de fora e juntou-se ao maior evento de artesanato da Península Ibérica. 

Adoramos tudo, desde a gastronomia às mais diversas bijuterias, mas a nossa parte preferida é o pavilhão internacional, onde é impossível entrar e sair sem comprar nada. Já tentámos várias vezes não cair na tentação, mas é mesmo impossível. Aproveitem o nosso passatempo e comprovem!!!

A FIA é que faz anos, mas os nossos leitores é que vão ser premiados com 10 bilhetes duplos para visitar a feira, que acontece na FIL até dia 2 de Julho. É possível visitar a FIA das 15h00 às 00h00 por isso não há desculpas para não dar um saltinho até à FIL.

Lançamos hoje o Passatempo FIA 2017. Participar é fácil, basta preencher o formulário em baixo. Para que o passatempo seja justo, vamos recorrer ao método http://www.random.org.  para escolher os 10 vencedores. Já sabes que para a tua participação ser válida tens que ter colocado like nas duas seguintes páginas:

https://www.facebook.com/FIA.FIL/

https://www.facebook.com/headshakeblog/

O Passatempo FIA 2017 começa hoje, dia 26 de Junho e termina dia 28 às 12h00. Os vencedores serão contactados por e-mail, por isso, fica atento(a) à tua caixa de e-mail. 

 

~toma um chá e boa sorte ~

 

 

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