Chá do Manifesto, Sem categoria

As coisas do ser humano

Por estes dias li uma notícia que anunciava o facto de, pela primeira vez, uma mulher seria a líder de uma equipa de Marines Norte Americanos.

Primeiramente, o meu pensamento foi logo “go girl – who run the world? Girls!!!”

Depois de uns segundos, reflecti e pensei: como é triste em 2017 vermos uma noticias destas que espelha o, ainda, sexista mundo em que vivemos.

Existem 2 pontos fulcrais se reflectirmos um pouco:

1 – O facto de ser notícia que uma mulher é A Líder;

2 – A lenta evolução dos tempos em que as “coisas de homem” e as “coisas de mulher” ainda não passaram a ser “as coisas do ser humano”.

No dia em que este assunto deixar de ser noticia, será o dia em que hipocrisia sexista irá cair e dará lugar à igualmente.

 

be3c5b03f04a2ea6a27fc2c72be2c991

 

~Just thinking… ~

Anúncios
Standard
Chá do Manifesto, Entre a Arte e a Informação

Um concurso de design, um centro comercial com um investimento de milhões e uma remuneração de 500 euros em vales de compras

O Évora Shopping, espaço comercial que abrirá brevemente e teve um investimento de 35 milhões de euros (segundo noticiou o Dinheiro Vivo), lançou, no passado dia 2, um concurso público para a concretização do seu novo logo. O concurso é promovido pela Ares Capital — empresa detentora do centro comercial — que promete premiar o vencedor com 500 euros em vales de compras no shopping e oferece dois prémios homólogos, de menor valor, para o 2º e 3º classificados.

 

Foto de GANHEM VERGONHA.

 

O assunto tornou-se polémico, tanto pela baixa remuneração apresentada e discrepância com o valor investido na construção do espaço; como pelo curto tempo de abertura do concurso (4 a 10 de setembro); como pela questão de ser um concurso e, como tal, os designers serem convidados a participar e apenas 3% dos mesmos serem remunerados; e ainda como pelo facto de as propostas candidatas serem sujeitas a escrutínio público dos seguidores da página de Facebook Amigos do Évora Shopping. No entanto, segundo a Meios e Publicidade, os responsáveis pelo Évora Shopping consideram que o prémio de 500 euros está na média de preços praticados por estúdios de design e freelancers e afirma que “A participação é livre, não obrigatória nem discriminatória”.
Ora bem, 500 euros por um logótipo pode ser, infelizmente, um valor praticado pelo nosso mercado português, mas “500€ em gift card a ser utilizado única e exclusivamente nos estabelecimentos comerciais instalados no Évora Shopping”, além de desrespeitoso, é uma estratégia de marketing para angariar mais visitantes, uma vez que o concurso está aberto a todos os designers que pretendam participar. Tudo isto numa jogada só – um concurso para ter um logótipo por custo basicamente zero e uma ação de marketing para angariar mais visitantes! Além disto, os designers que procuram têm de ser capazes de fazer um ou mais logótipos dentro do prazo de 6 dias! E, ainda, as 5 propostas que a Ares Capital seleccionar serão submetidas “à consideração dos seguidores da página do Facebook dos Amigos do Évora Shopping.

No entanto, há que notar os aspetos positivos de um caso como este – é que, no meio de tantos anúncios e propostas de trabalho indecentes e desrespeitosos à profissão do designer, este caso em particular gerou uma angústia e movimento de revolta nos designers que chegou aos media e está a ter um impacto real. Só os designers podem entrar na cerne da questão e, de dentro, criar uma mudança na mentalidade do nosso mercado para eliminar a frequência de anúncios e concursos como este. Sim, porque afinal a culpa é nossa, é daqueles que aceitam fazer logótipos por uns meros trocos; é daqueles que aceitam trabalhar de graça para ateliers de design; é daqueles que concordam entrar em concursos e que, na esperança de lhes cair um cheque de 500 euros, se desrespeitam uns aos outros como colegas; é daqueles que preferem cortar em metade o orçamento apresentado para não perderem um trabalho porque o do outro colega era uma ou duas centenas mais barato, é daqueles que não valorizam a sua profissão e concordam receber o ordenado mínimo ou umas dezenas mais para realizar o seu trabalho. Sim, estamos em crise e essa pode ser a desculpa para realizar todas essas opções mas a opção continua a ser NOSSA e, como tal, não podemos desviar a NOSSA culpa! Se acabarmos com estas opções então não haverá uma “Ares Capital” a dizer que os meros 500 euros pela realização de uma logomarca estão na média de preços do mercado, nem haverão empresas a querer contratar designers por um ordenado mínimo ou colocar designers à “experiência” por três meses. Está na altura de assumirmos isso mesmo e evitarmos opções como estas que só ajudam a denegrir a nossa profissão. Vamos apoiar-nos uns aos outros porque só juntos podemos criar mudanças!

 

~ um chá de protesto para designers ~

Standard
Chá do Manifesto, Shake it Now

Prateleiras sem xenofobia, Prateleiras com diversidade

Falar em xenofobia e racismo parece ser sempre aquele assunto repetido, controverso e que incomoda muita gente. Mas, e infelizmente, continua a ser um assunto inevitável e urgente nos dias atuais.

Durante um dia, uma cadeia de supermercados alemã decidiu dar uma lição no combate à xenofobia. A acção é bem simples e a mensagem bem precisa. Imaginem um supermercado numa espécie de boicote a todos e quaisquer produto produzido no estrangeiro. Agora imaginei as suas prateleiras e estantes de produtos. Um supermercado 100% nacional. Já imaginaram? O cenário mais parecido a um comportamento nacionalista assim seria este:

Não há lugar para pizzas italianas, tomate espanhol, azeitonas gregas, queijo francês ou chocolate belga. Esta ausência reflete a necessidade e a importância da diversidade.

A mensagem é simples: “Esta prateleira seria bastante aborrecida sem diversidade” ou “É assim que uma prateleira é sem [produtos] estrangeiros” ou então, “Sem diversidade seremos assim tão pobres”. Este é o resultado desta campanha de sensibilização contra o racismo e a xenofobia do grupo Edeka, na cidade de Hamburgo.

Ainda que para alguns esta campanha tenha recebido algumas críticas por assumir um posicionamento politico que não compete ao um supermercado, também recebeu reacções positivas que se refletiram nas redes sociais, com vários elogios e partilhas. O grupo Edeka apoia, assim, a variedade e a diversidade, “nas nossas lojas vendemos numerosos produtos que são desenvolvidos em várias regiões da Alemanha. Mas apenas juntamente com os produtos de outros países é possível criar uma diversidade única que os nossos consumidores valorizam”.

Num momento em que a imigração é assunto do dia, em que ecoam discursos xenófobos e racistas perante o crescimento do número de imigrantes e refugiados procuram abrigo nos países europeus, incluindo na Alemanha, não é atoa que esta campanha surge em véspera da ida do país às urnas para as eleições federais. Nós aplaudimos este tipo de acções e campanhas, e por isso, também a partilhamos.

~ um chá contra a xenofobia e racismo ~

Standard
Chá das 3, Chá do Manifesto

Messy Hair

Quem nunca teve um turbilhão de pensamentos? Daqueles que nos deixam tão confusas ao ponto de não sabermos mais o porquê de estarmos confusas. Hum.. estranho, não é? Tudo isto tem tendência a acontecer naquelas fases em que olhamos para trás e vimos o quanto crescemos e o quanto já vivemos (ou pensamos ter vivido), e que foi devido a algumas circunstâncias que cada vez pensamos mais no que devemos ou não fazer, e nas consequências dos nossos atos.

Se acontece, é porque realmente vivemos. Mas vivemos agarradas a quem somos ou a quem gostaríamos de ser? Essa é a questão de uma vida inteira. Engloba todo o nosso mundo. Quem somos, para onde vamos, com quem vamos. Vivemos dia após dia, tal como deve ser feito. Mas fazemos algo que saia da nossa rotina? Arriscamos o suficiente? Atiramos-nos de cabeça? Ou simplesmente deixamos que o passado comande diariamente o nosso presente? É isto.. é isto que nos prende.

Prendemos-nos tanto ao nosso passado que nos vimos bloqueadas no presente. Pensamos que houve alturas em que simplesmente demos tudo de nós, que nos entregámos de corpo e alma e no final de contas, fracassámos. Sim, fracassámos. Na nossa cabeça o fracasso foi nosso, não foi de mais ninguém. Na nossa cabeça éramos nós que tínhamos que ter força suficiente para conquistar aquela pessoa que nos fazia tremer as pernas. Mentalizamos-nos tanto disso, que nos esquecemos que também merecíamos ser conquistadas. E quando do nada, chega o momento em que podemos vir a ser conquistadas, não queremos. Não queremos porque não queremos mais brincar, não queremos mais perder mais tempo, não queremos mais sentir novamente a sensação de fracasso. Então não arriscamos mais, acabamos por dançar, beber um copo de vinho, dar um beijo longo e acordamos no dia a seguir sem expectativas, sem dramas, sem dilemas, sem fracassos.

E quando ponderamos dar um passo em frente, vem o passado e coloca todas as dúvidas na nossa cabeça, questiona tudo novamente e faz-nos ter turbilhões de pensamentos como aqueles que tínhamos no início de tudo. Torna-se um ciclo vicioso porque acreditamos que um dia pode dar certo. E que aquele clichê “no passado tinha que dar errado para no futuro dar certo” seja real e aconteça. Mas aquela perguntinha surge sempre na nossa cabeça, “E se..?”.  Portanto, isto de tentar agir consoante o que queremos ou não, é como o nosso cabelo. Uns dias têm mais jeitos e há que decidir se utilizamos a placa para o tornarmos “simples e fácil” ou simplesmente deixá-lo como está, “rebelde e arriscado” de forma a contrariar os fracassos e dar voz ao destino.

Por isso, é fácil dizer “Hoje é o dia de fazer diferente”.. A verdadeira luta acontece quando nos deparamos com uma possível mudança no nosso quotidiano, e aí sim somos corajosos o suficiente para enfrentar essa mudança e arriscar mesmo sabendo das duas possíveis faces da moeda, ou deixamos que o medo nos retraia?

Hoje é dia de turbilhão de pensamentos, certo?

~um chá e um turbilhão de pensamentos~

Standard
Chá das 3, Chá do Manifesto

O Tempo e o Amor … poderiam não ser efêmeros

O tempo…

Levamos a vida a contar as horas, os minutos, os segundos, até o tic-tac do ponteiro do relógio. Horas para isto, horas para aquilo…na verdade, levamos a vida como se de um iogurte com prazo de validade se tratasse, e deixamos muitas vezes de dar importância ao que verdadeiramente importa: a essência do tempo.

O tempo é algo tão efémero, tão momentâneo, tão irreversível, tão escasso, que quase vivemos como se não pudéssemos esgotar esse bem tão precioso na vida.

O quão é bom desfrutar de um pôr do sol à beira mar, fechar os olhos e sentir o vento na cara, a brisa no corpo; o quão é bom fechar os olhos e dormir sem hora para acordar, o quão é bom ficar no sofá sem que nada apeteça fazer; o quão é bom sair de casa sem saber onde ir e acabar no café com uma amiga à conversa e sem dar conta já
la vão uns copitos; o quão bom é estar por estar porque não se sabe o que vem a seguir… Bom, isto quase parece querer viver a vida de improviso e imprevisto, mas na verdade bom seria se de vez em quando abríssemos a panela de pressão para espreitar o cozinhado, se de vez em quando parássemos o relógio do tempo que nos impõe
validade nas rotinas do dia-a-dia e reflectíssemos no seguinte: afinal o que andamos aqui a fazer?

Infelizmente ou felizmente a minha experiência no ramo profissional têm-me dado boas tardes e noites de reflexão, de pensar no que realmente importa.

Nós, pessoas, não somos nada mais do que átomos, somos feitos de energia e a nossa fragilidade é dantesca ao ponto de num segundo, num abrir e fechar de olhos tudo mudar, como se de um filme se tratasse, em que as imagens passam à velocidade da luz e num minuto consegues ter o resumo de uma vida. Posto isto, e considerando que a energia que me move é o amor, acredito que cada vez mais colho do meu jardim aquilo que planto, e atraio para mim aquilo que quero, às vezes não parece, mas na verdade é tudo uma questão de perspectiva. O amor, aquele sentimento de que toda a gente fala, que envolve multidões e tantas vezes destrói partes de corações, porque sim, o amor é difícil, e amar então… uff. Amar é complicado, mas amar deixa-nos livres e faz-nos não estar limitados neste tempo. Tempo que nos obriga a amar de repente porque a “vida é curta e são dois dias”, de repente porque os sentimentos surgem como se de uma promessa se tratasse, de repente porque o amor é um bem tão escasso quanto o tempo e nem sempre conseguimos entendê-lo na sua pequena essência.

O comboio da vida permite-nos que entre gente, percorra caminho e saía quando assim tiver de ser e as paragens que vamos fazendo no percurso do tempo levam um pouco de nós e deixam um pouco de gente. Na verdade, e querendo eu falar no sexo oposto, porque acredito que a mulher faz o homem e o homem faz a mulher, considero não ser fácil esta coisa de nos apaixonarmos, chegarmos a amar alguém e queremos essa pessoa “sempre”, sempre nas nossas vidas. Mas calma, a paixão e o amor são coisas diferentes e na verdade ninguém fica para sempre nas nossas vidas, nada é eterno.

Compreendo quase como uma falácia o facto de querermos alguém para sempre nas nossas vidas, pelo simples facto de que nascemos e morremos sozinhos. No entanto, não deixo de concordar que o amor é o combustível do comboio que tantas vezes nos custa a conduzir, o comboio que às vezes vai tão embalado e se vê obrigado a parar, o comboio que sempre parte e sempre chega. O amor é tão mais do que um sentimento, é tão mais que tudo, que às vezes chega a ser impensável que tenha de ser cronometrado. Por isso não vale a pena pensarmos que temos de ir buscar fontes de amor aqui e ali, porque o amor está em nós e é no fundo ele que nos leva para a frente.

Às vezes apetece-me gritar “basta” ao mundo, porque um minuto pode ser perfeito e no entanto, existe uma vida cheia de imperfeições. Basta de cronometrar e estabelecer um tempo para isto e para aquilo, porque o que tiver de ser terá a força do amor que semearmos em nós mesmos e isto torna-se uma coisa multidirecional. Não importa o que temos hoje, importa aquilo que somos hoje e seremos amanhã, porque o que somos morre connosco, isso é certo!

E porque isto para mim é como se diz o “pão nosso de cada dia”, sim, vejo morrer pessoas quase todos os dias e posso dizer que o nosso corpo é só o nosso corpo, as pessoas que nos amam são só as pessoas que nos fazem partir em paz, as que nos são indiferentes e em nada nos acrescentam vamos triando por essa vida fora, as que por
algum momento da nossa vida nos magoaram, as que nos fizeram chorar, sorrir,tremer de medo, sentir borboletas na barriga, apaixonar, salta de alegria, são só as pessoas que… e o resto pessoas, é só o resto, porque desta vida o que deixamos é quase nada para o tesouro que levamos connosco.

~um chá com tempo e com amor ~

Standard
Chá das 3, Chá do Manifesto, Evento do Mês, Eventos com Personalidade

Vamos oferecer 10 bilhetes duplos para a FIA … sim 10 !!!

A Feira Internacional do Artesanato faz 30 anos e como já é habitual, o headshake não ficou de fora e juntou-se ao maior evento de artesanato da Península Ibérica. 

Adoramos tudo, desde a gastronomia às mais diversas bijuterias, mas a nossa parte preferida é o pavilhão internacional, onde é impossível entrar e sair sem comprar nada. Já tentámos várias vezes não cair na tentação, mas é mesmo impossível. Aproveitem o nosso passatempo e comprovem!!!

A FIA é que faz anos, mas os nossos leitores é que vão ser premiados com 10 bilhetes duplos para visitar a feira, que acontece na FIL até dia 2 de Julho. É possível visitar a FIA das 15h00 às 00h00 por isso não há desculpas para não dar um saltinho até à FIL.

Lançamos hoje o Passatempo FIA 2017. Participar é fácil, basta preencher o formulário em baixo. Para que o passatempo seja justo, vamos recorrer ao método http://www.random.org.  para escolher os 10 vencedores. Já sabes que para a tua participação ser válida tens que ter colocado like nas duas seguintes páginas:

https://www.facebook.com/FIA.FIL/

https://www.facebook.com/headshakeblog/

O Passatempo FIA 2017 começa hoje, dia 26 de Junho e termina dia 28 às 12h00. Os vencedores serão contactados por e-mail, por isso, fica atento(a) à tua caixa de e-mail. 

 

~toma um chá e boa sorte ~

 

 

Standard
Chá do Manifesto

Cuidem de vocês e sejam felizes

O nosso Chá do Manifesto começou há mais de dois anos com uma crónica sobre a “Conversa do Bandido” e a verdade é que cada vez mais concordo com ela.

No último ano vivi duas situações muito difíceis que colocaram em causa toda a minha auto-estima, o meu valor e a minha dignidade. Primeiro com um namorado que nada tinha de compatível comigo, que queria saber todos os passos que eu dava, ao ponto de ser tão ciumento que me afastei da maioria dos meus amigos. Deixei de puder ser espontânea, porque não podia sorrir ou dizer piadas na presença dele. Tinha de pensar sempre antes de falar.

Tínhamos também formas de viver muito diferentes. Ele idealiza uma mulher que seja calma, que dê pouco nas vistas, que tenha pouca opinião e que arrisque pouco. No fundo, uma mulher igual a tantas outras, que acabe por ser totalmente submissa.

Aprendi muito com ele. Acima de tudo, retiro a lição mais importante: amar é sermos nós próprias e que sem amizade nenhum namoro faz sentido. Eu quero aventura, quero extravagância, quero rir muito. No fundo, quero ser eu própria, uma rapariga fora da caixa. Quero dizer o que me vem à cabeça, mesmo que seja a coisa mais disparatada do mundo e que ele me entenda ao ponto de dizer algo ainda mais disparatado.

Ele ensinou-me que nós mulheres não nos devemos rebaixar por seja quem for. Não guardo rancor, mas com ele a ansiedade entrou na minha vida. Foram vários os ataques de ansiedade que se apoderaram de mim com aquela relação extremamente tóxica.

tumblr_m02yerAvRs1qhx1b5o1_500 (3)

Posso mesmo afirmar que o que me tem salvado é o desporto. O desporto, o amor da família e dos bons amigos.

Mais tarde, apareceu alguém que parecia ser mais compatível comigo. Tinha sentido de humor, gostava de comunicar como eu. Mas desde o início eu reparei que ele tinha a típica “conversa do bandido”. Apesar de estar totalmente fascinada com ele, à primeira contrariedade ele saiu da minha vida sem dó nem piedade, quando a ansiedade ainda fazia parte do meu dia-a-dia.

Hoje olhei-me ao espelho. Concluí que a dona da minha vida sou eu própria. Que não preciso de homem nenhum para ser feliz.

No entanto, tudo isto me revolta. Cada vez mais as mulheres se deixam levar pela “conversa do bandido” e dão cabo da auto-estima e do amor próprio.

Senão te aceita tal e qual como tu és, então essa pessoa não serve para a tua vida. Senão podes ser espontânea e te impõe uma personalidade igual à de todas as outras mulheres afasta-te imediatamente. Se te manda abaixo e desaparece quando mais precisas, essa pessoa não é digna sequer da tua amizade.

Hoje mais do que nunca o meu amor-próprio está a salvo. A minha auto-estima está livre destas “canções do bandido”.  Sou apenas eu, os amigos, a família e tudo aquilo que me põe feliz. A ansiedade está a desaparecer dia após dia. E sempre que pratico desporto, agradeço por ele me salvar a vida.

Portanto, sejam fortes o suficiente para mandar embora quem não vos aceita e quem vos controla. Sejam fortes para cortar das vossas vidas quem usou a vossa fragilidade para obter o que tanto queria. Na maioria das vezes os homens apenas querem sexo. E descartam-vos ao primeiro obstáculo.

A partir de agora acabou a “canção do bandido”. Eu quero um amigo, um companheiro, alguém que esteja lá para mim e me respeite. Que não me abandone só porque algo na minha vida não vai bem.

Descobri que o amor de um bom amigo, de um animal de estimação e de quem nos adora como somos é algo que devemos preservar na nossa vida. E que nenhum dinheiro do mundo paga o afeto da nossa família, a liberdade de uma corrida, de um passeio pela natureza. Somos a geração em que ter está acima do ser. E eu não quero viver assim…nem nunca mais vou cair na “conversa do bandido”. Infelizmente, eles fazem fila indiana por aí.

Agradeço a eles por me transformarem numa mulher mais forte! Tão forte que agora acordo todos os dias com a alegria de puder ser eu própria sem depender de ninguém.

Sejam vocês mesmas, as outras já existem!

A vida é demasiado curta para sermos iguais ao mundo interior! Preguem um murro na mesa. Não deixem ninguém vos controlar. Não deixei ninguém usar vocês.

“Sometimes you have gotta fall before you fly”

9242965_WmVzO (2)

 ~Um chá de força cheio, por favor~

Standard