Chá do Manifesto, Entre a Arte e a Informação

Um concurso de design, um centro comercial com um investimento de milhões e uma remuneração de 500 euros em vales de compras

O Évora Shopping, espaço comercial que abrirá brevemente e teve um investimento de 35 milhões de euros (segundo noticiou o Dinheiro Vivo), lançou, no passado dia 2, um concurso público para a concretização do seu novo logo. O concurso é promovido pela Ares Capital — empresa detentora do centro comercial — que promete premiar o vencedor com 500 euros em vales de compras no shopping e oferece dois prémios homólogos, de menor valor, para o 2º e 3º classificados.

 

Foto de GANHEM VERGONHA.

 

O assunto tornou-se polémico, tanto pela baixa remuneração apresentada e discrepância com o valor investido na construção do espaço; como pelo curto tempo de abertura do concurso (4 a 10 de setembro); como pela questão de ser um concurso e, como tal, os designers serem convidados a participar e apenas 3% dos mesmos serem remunerados; e ainda como pelo facto de as propostas candidatas serem sujeitas a escrutínio público dos seguidores da página de Facebook Amigos do Évora Shopping. No entanto, segundo a Meios e Publicidade, os responsáveis pelo Évora Shopping consideram que o prémio de 500 euros está na média de preços praticados por estúdios de design e freelancers e afirma que “A participação é livre, não obrigatória nem discriminatória”.
Ora bem, 500 euros por um logótipo pode ser, infelizmente, um valor praticado pelo nosso mercado português, mas “500€ em gift card a ser utilizado única e exclusivamente nos estabelecimentos comerciais instalados no Évora Shopping”, além de desrespeitoso, é uma estratégia de marketing para angariar mais visitantes, uma vez que o concurso está aberto a todos os designers que pretendam participar. Tudo isto numa jogada só – um concurso para ter um logótipo por custo basicamente zero e uma ação de marketing para angariar mais visitantes! Além disto, os designers que procuram têm de ser capazes de fazer um ou mais logótipos dentro do prazo de 6 dias! E, ainda, as 5 propostas que a Ares Capital seleccionar serão submetidas “à consideração dos seguidores da página do Facebook dos Amigos do Évora Shopping.

No entanto, há que notar os aspetos positivos de um caso como este – é que, no meio de tantos anúncios e propostas de trabalho indecentes e desrespeitosos à profissão do designer, este caso em particular gerou uma angústia e movimento de revolta nos designers que chegou aos media e está a ter um impacto real. Só os designers podem entrar na cerne da questão e, de dentro, criar uma mudança na mentalidade do nosso mercado para eliminar a frequência de anúncios e concursos como este. Sim, porque afinal a culpa é nossa, é daqueles que aceitam fazer logótipos por uns meros trocos; é daqueles que aceitam trabalhar de graça para ateliers de design; é daqueles que concordam entrar em concursos e que, na esperança de lhes cair um cheque de 500 euros, se desrespeitam uns aos outros como colegas; é daqueles que preferem cortar em metade o orçamento apresentado para não perderem um trabalho porque o do outro colega era uma ou duas centenas mais barato, é daqueles que não valorizam a sua profissão e concordam receber o ordenado mínimo ou umas dezenas mais para realizar o seu trabalho. Sim, estamos em crise e essa pode ser a desculpa para realizar todas essas opções mas a opção continua a ser NOSSA e, como tal, não podemos desviar a NOSSA culpa! Se acabarmos com estas opções então não haverá uma “Ares Capital” a dizer que os meros 500 euros pela realização de uma logomarca estão na média de preços do mercado, nem haverão empresas a querer contratar designers por um ordenado mínimo ou colocar designers à “experiência” por três meses. Está na altura de assumirmos isso mesmo e evitarmos opções como estas que só ajudam a denegrir a nossa profissão. Vamos apoiar-nos uns aos outros porque só juntos podemos criar mudanças!

 

~ um chá de protesto para designers ~

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Uma viagem em tons laranja e com trocadilhos. Why not?

Aos olhares mais atentos, há um laranja mecânica salta à luz dos mupis espalhados pela cidade. É a nova campanha da easyJet, Why not?. Já há algum tempo que a imagem gráfica da companhia aérea low cost inspira pela criatividade e claro, a novos desafios e aventuras. A recente campanha não é excepção.

Uma imagem gráfica que, cada vez mais, assenta no minimalista e na simplicidade formal. Desta vez a Uzina, agência de publicidade, aposta num jogo de expressões e trocadilhos aliado a uma representação simples e clean. O laranja, cor primária da marca, pinta esta campanha e realça a imagem, onde as pessoas são o elemento único, numa combinação entre texto e imagem muito interessante e bem jogada.

Uma campanha mais minimal comparativamente com as anteriores, mas que estabelece bem a relação, mantendo a estratégia de comunicação: direccionada para os que gostam de partir à descoberta de novas culturas e aventuras, seja para uma viagem com amigos, seja para uma viagem a dois, ou até sozinho. “This is Generation easyJet” e temos a certeza plena que esta divertida campanha atiça a vontade de apanhar o primeiro avião e viajar. Why not?

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~ um chá de laranja e uma viagem ~

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MAAT – A arte, arquitectura e tecnologia com vista para Tejo

A Arte, a Arquitectura e a Tecnologia passam agora a ter mais um lugar na cidade, inaugurado na passada quinta-feira, 30 Junho, MAAT | Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia é um novo museu em Lisboa.

Junto ao tejo e na renovada Central Tejo, o novo museu da Fundação EDP  é agora um novo espaço cultural aborda a arte e a cultura contemporânea através do olhar de artistas, designers, e arquitectos que pensam sobre o impacto da tecnologia, o impacto urbano. Com exposições nacionais e internacionais, o MAAT é uma plataforma internacional de olhos e pensamento postos no futuro e no presente e menos no passado.

Situado numa central eléctrica do início do séc. XX e no novo kunsthall concebido pelo atelier londrino Amanda Levete Architects,  o MAAT ergue-se de linhas futuristas e modernas, integrando também, o então,  Museu da Electricidade num espaço único. Sob curadoria de Pedro Gadanho, estima-se um vasto programa exposições temporárias, para já apresenta com duas exposições internacionais, “Lightopia” e “Artists Films Internacional” e outras duas nacionais “Segunda Natureza – Colecção de Arte da Fundação EDP” e “Silóquios e Silóquios”.

Numa combinação de artes visuais e media, arquitectura e cidade, tecnologia e ciência, sociedade e pensamento, pretende-se assim que este projecto cultural seja um espaço para a descoberta, para a reflexão critica e diálogo internacional. O que potencia o MAAT como único no mundo, pois não existe outro onde estas três áreas – arte, arquitectura e tecnologia, se cruzem e se relacionem.

Sendo um projecto ainda em construção, este projecto prevê ainda um restaurante com vista para a ponte 25 de Abril e será possível andar por cima do edifício em forma de concha e de linhas curvas e fluídas. A escadaria exterior descerá até ao Tejo, criando um grande espaço público.

Marcamos agora na agenda o dia 5 de Outubro, data em que será inaugurado os restantes espaços expositivos, como o deslumbrante átrio projectado pela Amanda Levete, do atelier AL_A.

~ um chá entre a arte, arquitectura e tecnologia~

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Respira e inspira, é design!

Gosto de cor, gosto de luz, gosto da natureza, gosto de a sentir, de a cheirar, de a viver. Gosto de sentir que há vida. Ora agitada ora ténue, mas gosto da sua presença. Gosto de espaço. Gosto do branco. Gosto do preto. Gosto do sistemático, do metódico, e nele também há lugar para a desordem e para o acaso. É isso que é criatividade. Gosto de arte. Gosto de design. Gosto de Arquitectura. Gosto do pragmatismo e da função. Gosto das formas. Gosto do minimal. Gosto da simplicidade, dessa sua beleza.

Gosto do visual. Demasiado, sou demasiado visual. Gosto de comunicação, desta que fala mas que não se ouve. Se calhar é por isso que sou designer gráfica. Há os que dizem “podia ser muita coisa, mas sou isto” “não me imagino a ser/fazer outra coisa”. Não sei onde me encontro nestes dois pensamentos, mas também sei o que me move e, em consequência disso, sou designer. Isto tudo para vos mostrar o Masquespacio. Um estúdio de design onde tudo é bonito, onde tudo tem a sua função, onde cada detalhe é especial, onde há natureza, onde há cor, onde há design, e até arte, onde por isto tudo eu me apaixonei, e continuo apaixonada.

Masquespacio é um estúdio de design gráfico, em Valência (Espanha) e que recentemente renovou a imagem visual, uma renovação que passa pelos materiais gráficos como pelo próprio estúdio, o espaço de criação, de onde os meus olhos se deliciam. 

O logótipo desenvolvido cria uma leitura tipográfica muito interessante, onde MAS (em português mais), se divide apontando para essa ideia de acréscimo. Uma divisão de valor acrescentado que remete para a consultoria criativa que o estúdio faz em cada um dos seus projectos. Um logótipo simples e pregnante que permite a reprodução em diferentes variações cromáticas, adaptando-se cada projecto ou ocasião. Uma imagem que mostra a versatilidade do estúdio Masquespacio, como um estúdio de design multidisciplinar, tanto para projectos mais genéricos como para projectos mais exclusivos. Este conceito é transportado também para o interior do estúdio, a marca entra num jogo de cores vivas, elementos decorativos e até plantas que enchem de verde o espaço. Um workspace acolhedor onde tudo respira e inspira design, onde tudo é tão, mas tão bonito.

E desculpem-me, não me vou poupar às imagens.

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~ um chá de bom gosto ~

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Entre a Arte e a Informação, Entrevistas

Bright Lisbon Agency e uma fatia de pizza

O Galchuda e o Headshake uniram-me mais uma vez na Demanda de Galchuda e foram entrevistar dois elementos da primeira júnior iniciativa de comunicação do país, a Bright Lisbon Agency, da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). Falámos com o André Albuquerque, o Presidente da Bright, que está na licenciatura de Publicidade e Marketing. Considera que é ambicioso, mas que é extremamente distraído. Inspira-se no Steve Jobes. Falámos também com a Inês Veiga, diretora do departamento estratégico da Bright, que estuda na licenciatura de Relações Públicas e Comunicação Empresarial. Considera que tem um bom pensamento estratégico e inspira-se em pessoas organizadas, descontraídas, ambiciosas e racionais.

A Bright Lisbon Agency surgiu no pensamento do André no dia 8 de julho de 2014. Percebeu que faltava algo na ESCS. Constituiu uma equipa e formou o projeto. O nome Bright apareceu para ser diferente das outras juniores empresas. “Somos da área de comunicação, somos criativos, somos divertidos”, referiu a Inês, acrescentando o André que “o nome ocorreu depois de uma longa sessão de brainstorming”. Sentem que têm conseguido marcar a diferença, principalmente com o evento de lançamento, com as caixas de pizza. “Dizem que fomos diferentes por isso. Porque nenhuma júnior empresa teve a ideia de fazer um grande evento na faculdade como nós”, confessou a Inês.

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A ideia principal da Bright é formar os profissionais de amanhã, sendo multidisciplinares, aprendendo a fazer. Querem ser diferentes, brilhar e destacarem-se de tudo o que há no mercado. Não têm fins lucrativos, mas pretendem dar aos seus membros boas formações para crescerem. Inês diz mesmo que quer daqui a dez anos voltar às ESCS e ver que está lá a Bright.

Ser a primeira júnior iniciativa de comunicação é para estes dois elementos um desafio, mas muito gratificante. É estarem a ser inspiradores para outros. “A ESCS é uma faculdade muito pequena. Portugal é um país muito pequeno. É muito bom saber que podemos inspirar alguém. As pessoas olharem para nós e pensarem que isto é enorme”, salientou o André.

Neste momento são sete pessoas na direção e a empresa divide-se pelo Departamento de Recursos Humanos, Departamento de Design e Imagem, Departamento Estratégico e Departamento Comercial. A direção supervisiona os projetos e tenta dar sempre liberdade aos seus membros.

Mas afinal o que é um júnior empresa? É uma associação sem fins lucrativos, gerida por estudantes, com o apoio de professores, que presta serviços em determinadas áreas de acordo com a oferta formativa das escolas. Faz uma ponte de ligação entre o mercado de trabalho e a comunidade académica. É um grupo de trabalho dentro da escola, que juridicamente presta serviços, mas que não deixa de ser uma associação.

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As portas têm-se aberto à Bright com muito trabalho e, sobretudo, muita rede de contactos. Os targets da empresa já estão bem definidos: as pequenas e médias empresas (PME´S), as startups e outras juniores empresas (como clientes, mas também como como colaboradores).

Para o André o maior desafio da Bright tem sido manter os membros motivados e focados. “A maior parte dos alunos bons da Bright estão em todo o lado da ESCS. É ter a certeza que os membros conseguem conciliar as diferentes atividades. Assim como quebrarmos a barreira do mercado. Temos tido bastante procura, mas quebrar a barreira de deixarmos de ser um grupo de miúdos, para sermos a Bright”, salientou. Para a Inês o importante é realmente manter a motivação dos membros, mesmo quando os atuais se forem embora.

Confessaram que são muito descontraídos nas redes sociais e tentam sempre divulgar o movimento júnior, partilhando o que outras juniores empresas fazem, além de produzirem conteúdos de comunicação. “Se temos algo para dar, porque não partilhar o conhecimento com outras pessoas?”., disse o André, salientando ainda que há descontração, mas profissionalismo ligado ao conhecimento.

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Para estes dois elementos, estar na Bright é uma oportunidade, ganhando novas competências, tanto na área de formação como noutras. O André acredita mesmo que a Bright irá dar aos seus membros um portefólio que outra escola à partida não dará. “O que é que tu sabes fazer? Eu já fiz isto”, ressaltou. É uma maneira diferente dos alunos mostrarem as suas competências. Além da criação de networking, que como diz o André conhecer a pessoa certa não é uma questão de cunha, porque tem de se ser bom e sendo assim os conhecimentos obtidos através da Bright só irão facilitar a entrada no mercado de trabalho.

Até agora sentem-se satisfeitos por estarem a ser reconhecidos, não por serem “os malucos” que criaram o evento de lançamento com a pizza, mas de pensar que há pessoas que olham para eles e que os têm como uma referência. “É ver que as pessoas querem entrar para a Bright. É os professores dizerem que isto vai ser maior do que alguma vez pensámos. Ver isto crescer é espetacular”, disse a Inês.

Aos jovens empreendedores deram o conselho de não terem medo e de arriscar, por mais maluca que a ideia seja, há sempre pessoas que alinham nessa ideia. “Tenham lata e se acreditam naquilo, vendam isso às pessoas. Se tiverem lata e paciência conseguem de certeza”, referiram, acrescentando que se devem reunir de pessoas melhores do que eles. “Atirem-se de cabeça e não tenham medo”.

Em duas palavras descrevem a Bright como irreverente e como sendo uma loucura:

“Somos os malucos da cabeça que surgiram porque alguém teve a ideia de comer pizza”, concluíram, entre sorrisos. 

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Para mais informações:

https://www.facebook.com/galchuda/?fref=ts

https://www.instagram.com/galchuda31/

 https://www.youtube.com/channel/UC5ZqkQQ8fsyOX0l-SYIsPjQ

 

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Quando a cannabis é uma marca com design e comunicação.

Fãs ou não fãs, ao falar em Snoop Dogg facilmente surgem nas nossas cabeças algumas imagens que lhe associamos, porque conhecemos a sua vida, a sua carreira. Entre elas, a mais provável, acredito, seja a cannabis. Tão cantada e homenageada nas letras das suas músicas, sabemos que o rapper é assomadamente devoto da cannabis. Agora podemos associar tudo isto a um nome, a uma marca. Sim uma marca (acredito que todos já tenham pensado algo do género, mas quando se torna real parece uma ideia genial). Leafs By Snoop, este é o nome que apresenta a nova linha de produtos de marijuana do rapper Snoop Dogg.

Tudo aqui parece ser desafio, é pioneiro, é novo e não é qualquer coisa. E porque se trata de uma marca, tanto para a comunicação como para o design, é sem dúvida um projecto desafiante. O design ficou entre à agência de comunicação Pentagram. Emily Oberman e sua equipa foram responsáveis pela criação da imagem de marca, pelo branding, web e packaging desta gama de produtos feitos a partir de marijuana.

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Para os criativos, um dos desafios que se depararam no processo criativo deste projecto foi o de conseguir que a marca tivesse a essência de Snoop Dogg. Ou seja, esta marca deveria ser capaz de capturar a personalidade e o estilo tão característicos do rapper e além disso, deveria apelar a um amplo espectro de utilizadores. Para isso, analisaram a iconografia do cantor, os ícones e signos visuais a que Snoop Dogg está ou é associado: a moda, as jóias, a atmosfera californiana e claro está, a cannabis. Com este exercício, reuniram matéria visual necessária para um conceito e o resultado é uma imagem coerente, de certo modo, sofisticada, dinâmica, através de um jogo de cor e polígonos e diagonais. Um imagem que nos lembra também a California, as suas praias, piscinas, palmeiras e que rompe com todos aqueles clichés relacionados com o consumo de cannabis.

Ainda assim, e como não poderia deixar de ser, a protagonizas desta imagem de branding é a irónica folha de marijuana, aqui desenhada através de polígonos dourados estilizados. Um composição que nos remete para algumas peças de joalheira. Integra ainda, sem serias e em caixa alta, a Hurme Geométric No. 1, uma tipografia simples e que completa o objectivo de comunicação. O nome, Leafs By Snoop, é inspirado na marca de headphones que pertenceu ao amigo e rapper Dr. Dre, Beats By Dre.

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Outro dos problemas que os designers se depararam foi o packaging, as normas de packaging. Por isso, e sem arriscar muito, optaram por um packaging já aprovado e cumpre as regras (opaco e de fecho seguro). As embalagens são atrativas e muito particulares, com um acabamento em verniz em certas partes que confere um design característico e que capaz de surpreender o utilizador ao tocar na superfície. Além disto, foi adicionado no interior das embalagens uma serie de autocolantes coleccionáveis com frases como “Oooouuuuweeeee”, “Pufff pufff” ou “Smoke Weed Every Day”, manuscritas pelo próprio cantor e no verso podem-se encontrar instruções de consumo num tom humorístico.

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Esta é a primeira marca mainstream de cannabis no mundo, Leafs By Snoop promete vender “cannabis da melhor qualidade que alguém possa imaginar”. Com oito sabores diferentes (banana, mirtilo, cali kush), estes produtos serão vendidos de forma licenciada na loja especializada LivWell, no colorado onde o uso da maconha é legal desde 2014 e o seu uso medicinal já era permitido desde 2012. Com derivados da plantinha, desde flores de cannabis até mesmo artigos comestíveis como chocolates e pastilhas elásticas com THC.

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~ design e um chá pioneiro ~

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Um jogo clássico em jogadas modernas.

Se há época do ano em que a tradição se cumpre é no Natal. Os doces e chocolates, a árvore de natal, os presentes, a família, afinal é Natal e ele é isso mesmo. Às vezes fora de época, mas muitas vezes no Natal, jogar dominó já faz também parte da tradição desta quadra. Lembro-me desde pequena, o dominó também vem para a mesa, o meu pai adora e, de tantos jogos, este clássico é dos meus preferidos (esqueçam as cartas), aprendi-o graças a ele. É um jogo de estratégia, minimal, simples, preto e branco. 

Durante o jogo, estamos atentos, afinal o objectivo de todos é o mesmo, ganhar. E portanto, estamos sempre de olho nas patela do adversário. E às vezes, em jeito de batoteiro, lá tentamos ver ou fazer cair a patela para ver qual o valor numérico. Divertimo-nos imenso. Isso também faz parte do jogo. Aqui a estratégia é  em dose dupla, é a de jogar e a de assegurar ali as nossas 7 patelas intactas, ora nos tira do sério, ora nos diverte!

Mas será que o design pode inovar o tradicional? Andrew Perkins, da Fire Road responde que sim com o Edge Dominos. Durante alguns anos, jogou dominó e frustrado com os conjuntos de plástico que existiam no mercado, Perkins decidiu criar um novo tipo de dominó. Mantendo o padrão numérico tradicional, Edge Dominos inova ao usar alumínio sólido, excluindo todo o material em excesso. Isto porque o tradicional dominó é feito de marfim, osso ou madeira, e agora, com materiais mais diversos como cartão, plástico (versões semidescartáveis). Edge Dominos é leve e fácil de transportar. O acabamento black metal e a gravação a laser do número padrão em pontos brancos e brilhantes garante a durabilidade deste jogo, permitindo ser jogado de geração em geração. O processo de produção é também diferente e amigo do ambiente, o seu material é 100% reciclável. Aqui o minimal é ainda mais minimal, afinal menos é mais.

Embora já não se ouça aquele barulho das 28 peças na mesa, a essência do jogo é inalterada e as o preto e branco continua a fazer deste jogo um clássico e agora uma moderna peça de design.

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~ um chá clássico e um dominó moderno ~

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