Chá do Manifesto, Shake it Now

Prateleiras sem xenofobia, Prateleiras com diversidade

Falar em xenofobia e racismo parece ser sempre aquele assunto repetido, controverso e que incomoda muita gente. Mas, e infelizmente, continua a ser um assunto inevitável e urgente nos dias atuais.

Durante um dia, uma cadeia de supermercados alemã decidiu dar uma lição no combate à xenofobia. A acção é bem simples e a mensagem bem precisa. Imaginem um supermercado numa espécie de boicote a todos e quaisquer produto produzido no estrangeiro. Agora imaginei as suas prateleiras e estantes de produtos. Um supermercado 100% nacional. Já imaginaram? O cenário mais parecido a um comportamento nacionalista assim seria este:

Não há lugar para pizzas italianas, tomate espanhol, azeitonas gregas, queijo francês ou chocolate belga. Esta ausência reflete a necessidade e a importância da diversidade.

A mensagem é simples: “Esta prateleira seria bastante aborrecida sem diversidade” ou “É assim que uma prateleira é sem [produtos] estrangeiros” ou então, “Sem diversidade seremos assim tão pobres”. Este é o resultado desta campanha de sensibilização contra o racismo e a xenofobia do grupo Edeka, na cidade de Hamburgo.

Ainda que para alguns esta campanha tenha recebido algumas críticas por assumir um posicionamento politico que não compete ao um supermercado, também recebeu reacções positivas que se refletiram nas redes sociais, com vários elogios e partilhas. O grupo Edeka apoia, assim, a variedade e a diversidade, “nas nossas lojas vendemos numerosos produtos que são desenvolvidos em várias regiões da Alemanha. Mas apenas juntamente com os produtos de outros países é possível criar uma diversidade única que os nossos consumidores valorizam”.

Num momento em que a imigração é assunto do dia, em que ecoam discursos xenófobos e racistas perante o crescimento do número de imigrantes e refugiados procuram abrigo nos países europeus, incluindo na Alemanha, não é atoa que esta campanha surge em véspera da ida do país às urnas para as eleições federais. Nós aplaudimos este tipo de acções e campanhas, e por isso, também a partilhamos.

~ um chá contra a xenofobia e racismo ~

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O Halloween e a “guerra” das marcas!

Quem me conhece bem sabe que eu adoooooooro o Halloween e tudo o que ele representa.

Quando as marcas decidem pregar partidas, é para mim um docinho ganho.

Nos Estados Unidos, o Halloween é um dia muito esperado e festejado a rigor. Como tal, a Burger King decidiu “vestir-se” para a ocasião e pregar uma partida.

Mas, não foi qualquer disfarce que agradou ao Burger King de Queens, no estado americado de Nova Iorque. Qual bruxa qual quê…Vampiro? Nem pensar! O disfarce escolhido e considerado o mais assustador para eles, foi de McDonald’s.

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Assustadoramente brilhante e divertido! A eterna “guerra” entre as duas marcas tem sido travada com uma enorme criatividade e esta acção já se tornou viral.22

Quem passar em Queens encontra uma decoração fantasmagórica à base de lençóis brancos com o nome “McDonald’s” escrito, mas tudo isto acompanhado da mensagem “Estamos só a brincar, continuamos a grelhar os nossos hambúrgueres com ‘flame-grill’”. Portanto podem respirar de alivio fãs da Burger King, isto é só uma partida!

Vejam mais imagens desta assustadora campanha!

~Shake this Halloween ~

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Geração “Estágio Profissional”

Um destes dias, ouvi uma rapariga no metro a falar ao telefone, tão alto que ouvi a conversa toda. Estava empolgadíssima com o novo horário escolar, principalmente com as tardes livres de Quarta e Sexta, com os professores que lhe tinham calhado (referiu gostar de quase todos), as disciplinas pareciam interessantes, só não tinha ainda encomendado os livros (mas isso era o menos importante).

Ai que saudades, que saudades tão grandes de ter a vida escolar como única preocupação. Que saudades tão profundas da expectativa do início do ano, do horário, das disciplinas novas e dos professores. Acima de tudo, que saudades imensas da ilusão de acreditar que iria acabar os estudos e teria uma profissão de sonho à minha espera.

Deixei esse mundo há cerca de 3/4 anos porque o mestrado não conta. Quando acabei a licenciatura, o mundo dos adultos revelou-se negro, procurei emprego durante meses, mas foram necessários apenas alguns dias para perceber que tinha escolhido o curso errado e que apesar dos professores me terem vendido a ideia de que era um bom curso, não ia conseguir ganhar mais do que 500€ mês.

Decidi ir para mestrado numa tentativa de mudar de área, de dar continuidade aos estudos e de investir mais na minha formação. O primeiro emprego que tive ainda durante o mestrado, foi um estágio profissional, porque hoje em dia 70% (e estou a ser boazinha) das ofertas de trabalho são estágios profissionais.

Fui explorada até mais não, horas e horas muito para além do que era suposto. Aprendi e cresci imenso mas em troca tinha que prescindir do meu subsídio de alimentação e ficar meses sem receber porque a empresa sem o dinheiro (mama) do IEFP não tinha como me pagar.

 Mas tudo bem, a “malta” aguenta porque é currículo, porque não tem experiência, porque precisa crescer profissionalmente, porque não tem contactos, blablabla.

Até aqui tudo bem, não fosse o meu segundo trabalho também ser “supostamente” mais um estágio profissional, que nunca chegou a acontecer por questões legais da empresa. Estive aproximadamente um ano a receber pela “porta do cavalo” sem descontos e com a promessa permanente que iriam regularizar a situação.

Todas as semanas me faziam acreditar, que se desse provas à empresa de ser competente e de merecer ficar que iriam acabar por me contratar com “boas condições de trabalho”. As “boas condições “para alguém que estuda 17 anos da sua vida e que começa a ter alguma experiência de trabalho é receber no mínimo 1.000€. Mas até então nunca tinha recebido mais do que 650€ (máximo).

Hoje em dia vou no terceiro trabalho, as condições de trabalho melhoraram ligeiramente. Mas a lenga lenga não muda: dar provas, dar horas à casa, mostrar que mereço ficar, mostrar que sou eficiente e então um dia (suponho que muito longínquo ou imaginário ou mesmo inexistente) terei um contrato com “boas condições de trabalho”. Ainda tentaram mais uma vez jogar a carta do “Estágio Profissional” mas essa já não pega.

Das pessoas que conheço da minha geração (e são muitas, porque o facebook aumenta todos os dias o nosso leque de amizades) contam-se pelos dedos de uma mão (uma mão com poucos dedos) os que têm uma vida profissional estável.

Oiço todos os dias que a minha geração “não quer é fazer nada e viver para sempre à custa dos pais”. Imagino se toda a gente quisesse trabalhar… não havia IEFP que desse conta nem mercado de trabalho suficiente para dar “despacho” às fornadas de licenciados que saem todos os anos das universidades.

Arranjar emprego sem ser estágio é missão praticamente impossível e se não tiver características de pró-atividade, espírito de iniciativa e eficiência que não se aprende em lado nenhum, bem pode enviar CV´S.

A minha geração é a “Geração Estágio Profissional”, é a geração que faz estágios atrás de estágios, vive numa constante de dar provas e de se sacrificar em prole de uma independência pessoal e profissional, de uma vida com “boas condições de trabalho” que provavelmente chegarão, quando já não houver condições físicas nem mentais para as gozar.

~um chá de manifesto~

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“Verão ao Vivo” com David Carreira no Forum Coimbra

As noites quentes de verão ainda têm muito para dar no Forum Coimbra!

A edição passada do “Verão ao Vivo” foi um sucesso e o Forum Coimbra decidiu repetir a dose este ano, oferecendo a todos os seus visitantes boa música regada de boa disposição.

Elevando a fasquia este ano o “Verão ao Vivo” vai receber, no próximo dia 24 de Agosto, quarta-feira, pelas 21h30, David Carreira num concerto único!

Já há pulos de alegria desse lado?

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 Junta os amigos, junta a família, sente a brisa quente, todos os caminhos vão dar ao Forum Coimbra. O David Carreira promete animar a nossa noite com os seus sucessos “Haverá Sempre Uma Música”, “Não Papo Grupos”, “In Love” e “Primeira Dama.

Mas a noite não acaba com este concerto que promete ser fantástico. No final os fãs podem conhecer o David, tirar fotografias e pedir autógrafos.

Já marcaram na vossa agenda?

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Encontramo-nos no Parque de Estacionamento Exterior do Forum Coimbra na noite mais quente!

~ Um chá fresco com David Carreira ~

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A “febre” do Pokémon Go

Quem nasceu e cresceu nos anos 90 e teve uma infância com muita bonecada (tipo eu), lembra-se perfeitamente dos Pokémon.

Qual não foi o meu espanto quando no outro dia começo a ouvir  falar sobre Pokémon. Foi uma espécie de regresso ao passado e ninguém me avisou?! Pensei eu na minha inocência.

Afinal era nada mais nada menos que a nova app Pokémon Go, um jogo de realidade aumentada, que permite “apanhar Pokémons”que surgem no ecrã. Os jogadores recebem uma notificação sempre que está um Pokémon por perto, a sua localização é mostrada num mapa virtual e, terão de tocar no elemento evidente no ecrã para o apanhar.

Bom, a parte positiva disto é que até o ser mais preguiçoso à face da terra percorre distâncias consideráveis para apanhar o boneco!

A app foi lançada no dia 7 de Julho e já é um autêntico fenómeno, tendo rendido mais de 14 milhões de dólares logo nos primeiros dias.

O mais fascinante é que a publicidade feita à Pokémon Go é pouca ou nenhuma mas, o mercado rapidamente percebeu o potencial do conceito deste jogo.

São muitas as campanhas e instituições que têm aderido à loucura dos Pokémon para aproveitar para publicitar a marca, ou até mesmo para atrair clientes, oferecendo descontos aos treinadores bem sucedidos. As publicidades alusivas ao Pokémon Go vão surgindo e o objectivo é “apanhá-los a todos” (aos clientes), e algumas marcas já tiveram um aumento significativo nas vendas como consequência.

Ficam alguns exemplos daqueles que não ficaram indiferentes ao fenómeno Pokémon:

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~ Shaking the Pokémon phenomenon ~

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O dia em que tirámos o prefixo ao Impossível!

Cá venho eu falar mais uma vez sobre os meus dois grandes amores, a comunicação e o desporto, não resisto!

Ainda tremo de emoção, as lágrimas de alegria foram inevitáveis, Portugal é Campeão Europeu de Futebol pela primeira vez na história!!!

Mas, nem só de futebol se faz o desporto e também temos mais atletas que nos últimos dias nos deram motivos de orgulho, são eles: o canoísta Fernando Pimenta, as corredoras Sara Moreira, Jessica Augusto e Dulce Felix; a triplo-saltadora Patrícia Mamona; e o lançador de peso Tsanko Arnaudov. Elas e eles conquistaram medalhas nos europeus das respectivas modalidades em Moscovo e Amesterdão.

Portugal invadiu os media mundiais! Isto, tudo graças, ao título conquistado pela Selecção das Quinas em França no passado dia 10 de Julho. A vitória de Portugal no Euro 2016, valeu mais de 60 mil notícias em apenas dois dias e foi destaque a nível internacional e fez da palavra “Portugal” a mais falada nos meios de comunicação social em todo o mundo.

Havia quem defendesse a “Nação Valente” (cognome atribuído à selecção portuguesa, pelo presidente da república Marcelo Rebelo de Sousa) e, claro, havia quem falasse mal. Mas, mal ou bem, a equipa portuguesa somou mais de 200 mil notícias nos media internacionais desde que Fernando Santos divulgou a lista de convocados, sendo a França o país que mais referiu a nossa selecção com mais de 9 mil notícias.

Quem não sabia onde era o nosso “jardim à beira mar plantado”, passou a saber. A vitória das quinas atravessou o Atlântico e bateu recordes nos media norte-americanos e brasileiros.

Se tivemos jogos brilhantes, de tirar o fôlego e de arrepiar? Não…Se chegámos à final apenas com uma vitória? Ah pois chegamos! E até chegaríamos lá só com empates se fosse preciso. A verdade é que ganhou a selecção fraquinha e nojenta que não jogava nada!!!

Dificilmente serão esquecidos os momentos em que o Éder marcou o único golo contra a França, o suficiente para fazer de todos nós Campeões Europeus.

Inesquecível! Memorável! Aquele momento que fica para a história, não só de Portugal, mas de todos nós!

Obrigada Éder!

Obrigada Rui Patrício!

Obrigada Rapazes!

Obrigada Portugal!

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~ Um chá cheio de emoção e orgulho português ~

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Vergonhoso vs. Genial: entrevista de emprego na montra da Tezenis

O Grupo Calzedonia procura novos colaboradores de uma forma diferente – uma entrevista na montra da loja Tezenis do Rossio. E a discussão estava lançada no headshake: será assim tão vergonhoso como se anda a dizer por aí ou será uma ideia genial e fora da caixa?! Sabem qual é a nossa sorte? É que a nossa opinião é consensual…

Conseguindo aceitar algumas críticas que são feitas à marca e à forma como procederam, não somos, de todo, da mesma opinião! Será assim tão vergonhoso proceder de forma diferente num processo de recrutamento e seleção de novos colaboradores?! A grande verdade é que os portugueses não gostam de mudanças, não gostam de situações diferentes e que não possam controlar. O típico processo de recrutamento já é mais do que conhecido – enviamos CV, somos chamados num dia e hora específico e lá vamos nós super nervosos, super bem arranjadinhos e com o discurso muito bem decorado para a empresa e para a sala de reuniões. Se este processo é mau? Não, não é. Se fosse provavelmente estavam todos a reclamar… Há marcas que podem fazer diferente. Há marcas que têm no seu ADN ser diferente e fazer diferente. E foi o que aconteceu neste caso… O Grupo Calzedonia procura novos colaboradores para as suas lojas – vendedores, operadores de loja, sales assistent – e porque não fazer a entrevista na loja? Porque não fazer a entrevista num espaço que é tão característico da loja? 

Apesar de tudo isto, o pior são mesmo as críticas que se podem encontrar. Tudo bem que posso estar contra, não compreender e até nem aceitar este processo de recrutamento, mas…fazer boicote à marca e não voltar a comprar na loja?! Dizer que quem teve esta ideia é uma cabeça de vento e que não tem noção de nada?! Provavelmente quem teve este ideia exerce em Comunicação ou Recursos Humanos e, por isso, não é alguém sem noção… Isto faz lembrar a história da Pepsi e do Cristiano Ronaldo em que se ia fazer um boicote à marca e os restaurantes que vendiam Pespi “a mim não vendem com certeza” (será que estes valores ainda reinam ou a crise Pepsi-CR7 já lá vai?!)

No headshake somos a favor das ideias disruptivas e da originalidade desde que a pessoa seja respeitada. Não havendo falta de respeito pelo entrevistado, outras caracteristicas e capacidades são postas à prova. Eu própria não teria nenhum problema em ser entrevistada desta forma…alias quantas empresas fazem entrevista coletiva? Quantas empresas põem à prova milhares de candidatos em entrevistas coletivas e exercícios em grupo?

No final das contas, a discussão entre todas acabou e a conclusão foi só uma: desde que haja respeito, a originalidade não deve ser “boicotada”. Será assim tão mau ter uma experiência nova e diferente?

 ~ um chá e muita reflexão ~

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