Chá das 3, Sem categoria

Travel Post #14 – Açores, 3 ilhas e meia de maravilhas

Quando há dois anos fui à bela ilha de São Miguel, fiquei com uma vontade enorme de voltar ao belo arquipélago dos Açores, afinal ainda faltavam 8 ilhas para ver.

Juntámos 12 amigos…sim sim dooooooooooooze, e foram 8 dias fantásticos!

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Tínhamos marcado o nosso roteiro para 3 ilhas do grupo central dos Açores: Pico, Faial e São Jorge. Mas, decidimos aproveitar uma escala de 8h para espreitar a ilha Terceira.

Acabadinhos de chegar ao aeroporto das Lajes fomos até à tão famosa Praia da Vitória. Praia linda de areia negra que dava vontade de dar um mergulho, mas o tempo era escasso e ficámos só pelo passeio. Rumámos até Angra do Heroísmo e fomos almoçar a um restaurante muito simpático com umas Lapas grelhadas do céu e um bife de vitela divinal, o Casa de Pasto A Canadinha, recomendadíssimo!

Chegou o fim o dia e a hora de irmos para o destino final, a Ilha do Pico.

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Sinceramente, quando vi o micro avião que nos ia levar ao destino final tive vontade de voltar para trás, medoooooooooo! Mas acabou por ser uma viagem curta e tranquila, com uma vista fantástica para a ilha de São Jorge.

primeiro dia no Pico foi de volta à ilha, conhecer cantos e recantos daquele paraíso, com alguns mergulhos à mistura, “amizade” com um vitelo e não poderia faltar perdermo-nos à noite no meio do monte!

No 2º dia apanhámos o barco rumo à Ilha do Faial. Lindaaaaaaaaaa!

Desde o Vulcão dos Capelinhos ao mergulho na Praia do Almoxarife, com areia negra e com vista previligiada para a montanha do Pico, passando pelo almoço divinal no Canto da Doca, foi um dia que passou demasiado rápido e que deixou o desejo de voltar a esta ilha de 20km ponta a ponta!

Os dois dias seguintes foram passados na maravilhosa Ilha de São Jorge.

Todas as ilhas que conheço até hoje do arquipélago dos Açores são lindas, mas São Jorge deixou uma marca especial. É uma ilha tão mágica, com uma natureza singular e ainda pouco virada para o turismo. Amei!

É sabido que o tempo nas ilhas é meio bipolar, mas nesta ilha conseguimos apanhar as 4 estações em meia hora, na Ponta dos Rosais conseguimos ver todo o grupo central , subimos ao Pico da Esperança, mergulhámos na Poça de Simão Dias e fizemos a caminhada até à belíssima Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Fajã da Caldeira de Santo Cristo é um canto mágico da ilha, de um lado montanha, do outro o oceano, ao fundo a vista para a Ilha Graciosa. Foi uma noite diferente, a electricidade é um conceito desconhecido na Fajã, por isso às 23h a luz fornecida pelo gerador apaga, ficando apenas a luz das estrelas e o som dos Cagarros de fundo (por sinal assustador).

As cascatas, o queijo, as fajãs, as piscinas naturais, dois dias foi pouco para a ilha do dragão. Quero definitivamente voltar!

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Os restantes dias foram passados na Ilha do Pico, novamente, dias cheios de aventuras!

maior aventura foi a subida à Montanha do Pico, a montanha mais alta de Portugal com 2351 m de altitude. Foi fácil? Não! Mas foi umas das melhores experiência de sempre! Para mim, uma pessoa medricas que sobe umas escadas com buracos no meio e treme como varas verdes, subir até à cratera do Pico e ficar acima das nuvens foi uma vitória em tanto!

Da Ilha do Pico ficam as aventuras, os mergulhos, as lapas e as cracas na Tasca O Petisca, o vinho, a montanha, o cachorro, as grutas, o trânsito de vacas, as vistas para o Faial e para São Jorge, o acordar de manhã com vista para o mar, o ar puro e a sensação que ainda ficou tanto por fazer e conhecer.

Tanta beleza que este nosso Portugal tem! Ainda ficam a faltar a Ilha de Santa Maria, a Graciosa, o Corvo, as Flores e mais um pouco da Terceira…até já Açores!

Nita, Andreia, Joana, Mariana, Eva, Cancelita, Diogo, Zé, Joni, João e Ricardo, Obrigada pela aventura, sem dúvida os melhores doze! <3

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~ Um chá de maravilhas ~

Fotografia: Ana Cancela, Luis Figueiredo e Teresa Botelho

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Chá do Manifesto, Sem categoria

As coisas do ser humano

Por estes dias li uma notícia que anunciava o facto de, pela primeira vez, uma mulher seria a líder de uma equipa de Marines Norte Americanos.

Primeiramente, o meu pensamento foi logo “go girl – who run the world? Girls!!!”

Depois de uns segundos, reflecti e pensei: como é triste em 2017 vermos uma noticias destas que espelha o, ainda, sexista mundo em que vivemos.

Existem 2 pontos fulcrais se reflectirmos um pouco:

1 – O facto de ser notícia que uma mulher é A Líder;

2 – A lenta evolução dos tempos em que as “coisas de homem” e as “coisas de mulher” ainda não passaram a ser “as coisas do ser humano”.

No dia em que este assunto deixar de ser noticia, será o dia em que hipocrisia sexista irá cair e dará lugar à igualmente.

 

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~Just thinking… ~

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Chá do Manifesto, Entre a Arte e a Informação

Um concurso de design, um centro comercial com um investimento de milhões e uma remuneração de 500 euros em vales de compras

O Évora Shopping, espaço comercial que abrirá brevemente e teve um investimento de 35 milhões de euros (segundo noticiou o Dinheiro Vivo), lançou, no passado dia 2, um concurso público para a concretização do seu novo logo. O concurso é promovido pela Ares Capital — empresa detentora do centro comercial — que promete premiar o vencedor com 500 euros em vales de compras no shopping e oferece dois prémios homólogos, de menor valor, para o 2º e 3º classificados.

 

Foto de GANHEM VERGONHA.

 

O assunto tornou-se polémico, tanto pela baixa remuneração apresentada e discrepância com o valor investido na construção do espaço; como pelo curto tempo de abertura do concurso (4 a 10 de setembro); como pela questão de ser um concurso e, como tal, os designers serem convidados a participar e apenas 3% dos mesmos serem remunerados; e ainda como pelo facto de as propostas candidatas serem sujeitas a escrutínio público dos seguidores da página de Facebook Amigos do Évora Shopping. No entanto, segundo a Meios e Publicidade, os responsáveis pelo Évora Shopping consideram que o prémio de 500 euros está na média de preços praticados por estúdios de design e freelancers e afirma que “A participação é livre, não obrigatória nem discriminatória”.
Ora bem, 500 euros por um logótipo pode ser, infelizmente, um valor praticado pelo nosso mercado português, mas “500€ em gift card a ser utilizado única e exclusivamente nos estabelecimentos comerciais instalados no Évora Shopping”, além de desrespeitoso, é uma estratégia de marketing para angariar mais visitantes, uma vez que o concurso está aberto a todos os designers que pretendam participar. Tudo isto numa jogada só – um concurso para ter um logótipo por custo basicamente zero e uma ação de marketing para angariar mais visitantes! Além disto, os designers que procuram têm de ser capazes de fazer um ou mais logótipos dentro do prazo de 6 dias! E, ainda, as 5 propostas que a Ares Capital seleccionar serão submetidas “à consideração dos seguidores da página do Facebook dos Amigos do Évora Shopping.

No entanto, há que notar os aspetos positivos de um caso como este – é que, no meio de tantos anúncios e propostas de trabalho indecentes e desrespeitosos à profissão do designer, este caso em particular gerou uma angústia e movimento de revolta nos designers que chegou aos media e está a ter um impacto real. Só os designers podem entrar na cerne da questão e, de dentro, criar uma mudança na mentalidade do nosso mercado para eliminar a frequência de anúncios e concursos como este. Sim, porque afinal a culpa é nossa, é daqueles que aceitam fazer logótipos por uns meros trocos; é daqueles que aceitam trabalhar de graça para ateliers de design; é daqueles que concordam entrar em concursos e que, na esperança de lhes cair um cheque de 500 euros, se desrespeitam uns aos outros como colegas; é daqueles que preferem cortar em metade o orçamento apresentado para não perderem um trabalho porque o do outro colega era uma ou duas centenas mais barato, é daqueles que não valorizam a sua profissão e concordam receber o ordenado mínimo ou umas dezenas mais para realizar o seu trabalho. Sim, estamos em crise e essa pode ser a desculpa para realizar todas essas opções mas a opção continua a ser NOSSA e, como tal, não podemos desviar a NOSSA culpa! Se acabarmos com estas opções então não haverá uma “Ares Capital” a dizer que os meros 500 euros pela realização de uma logomarca estão na média de preços do mercado, nem haverão empresas a querer contratar designers por um ordenado mínimo ou colocar designers à “experiência” por três meses. Está na altura de assumirmos isso mesmo e evitarmos opções como estas que só ajudam a denegrir a nossa profissão. Vamos apoiar-nos uns aos outros porque só juntos podemos criar mudanças!

 

~ um chá de protesto para designers ~

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Chá do Manifesto, Shake it Now

Prateleiras sem xenofobia, Prateleiras com diversidade

Falar em xenofobia e racismo parece ser sempre aquele assunto repetido, controverso e que incomoda muita gente. Mas, e infelizmente, continua a ser um assunto inevitável e urgente nos dias atuais.

Durante um dia, uma cadeia de supermercados alemã decidiu dar uma lição no combate à xenofobia. A acção é bem simples e a mensagem bem precisa. Imaginem um supermercado numa espécie de boicote a todos e quaisquer produto produzido no estrangeiro. Agora imaginei as suas prateleiras e estantes de produtos. Um supermercado 100% nacional. Já imaginaram? O cenário mais parecido a um comportamento nacionalista assim seria este:

Não há lugar para pizzas italianas, tomate espanhol, azeitonas gregas, queijo francês ou chocolate belga. Esta ausência reflete a necessidade e a importância da diversidade.

A mensagem é simples: “Esta prateleira seria bastante aborrecida sem diversidade” ou “É assim que uma prateleira é sem [produtos] estrangeiros” ou então, “Sem diversidade seremos assim tão pobres”. Este é o resultado desta campanha de sensibilização contra o racismo e a xenofobia do grupo Edeka, na cidade de Hamburgo.

Ainda que para alguns esta campanha tenha recebido algumas críticas por assumir um posicionamento politico que não compete ao um supermercado, também recebeu reacções positivas que se refletiram nas redes sociais, com vários elogios e partilhas. O grupo Edeka apoia, assim, a variedade e a diversidade, “nas nossas lojas vendemos numerosos produtos que são desenvolvidos em várias regiões da Alemanha. Mas apenas juntamente com os produtos de outros países é possível criar uma diversidade única que os nossos consumidores valorizam”.

Num momento em que a imigração é assunto do dia, em que ecoam discursos xenófobos e racistas perante o crescimento do número de imigrantes e refugiados procuram abrigo nos países europeus, incluindo na Alemanha, não é atoa que esta campanha surge em véspera da ida do país às urnas para as eleições federais. Nós aplaudimos este tipo de acções e campanhas, e por isso, também a partilhamos.

~ um chá contra a xenofobia e racismo ~

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Chá das 3

A Guarda da Praia

Adorava ter uma casa pequenina numa praia onde o tempo estivesse sempre bom.
Consigo imaginá-la e a tudo o que a rodeia. É branca, tem paredes que são janelas, um pequeno alpendre – com uma rede onde confortavelmente me aninho a ler – e está exactamente em cima de uma duna rodeada apenas de pequenas ervas que ali cresceram sem pedir.

O clima é ameno. O termómetro nunca passa dos 28 graus, nem desce dos 20: é perfeito.
Não sei quem criou aquele sítio, mas certamente fê-lo num dia de grande inspiração. É o melhor sítio do mundo. O meu sítio.

Já pensei várias vezes em mudar-me para lá, mas, como em tantas outras ocasiões na vida, as circunstâncias não mo permitem. Ando sempre tão atarefada com coisas que me foram impostas, que às vezes parece que me esqueço daquilo que gosto, daquilo que me faz sentir bem, daquilo que é genuíno em mim e me faz ser eu.

Há sempre um padrão. Em tudo. E temos porque temos de segui-lo. Porque não é bem visto, porque não vamos ser alguém, ou, simplesmente, porque “é assim”. E aceitamos. Contentamo-nos com aquilo que nos é imposto, que, na maioria das vezes, vale tão pouco que esquecemos quão bom é sentir a concretização de uma ambição. Aquele sentimento de conquista que nos faz sentir plenos, bem connosco próprios. Esta antagonia do “eu” a que somos expostos mal vimos ao mundo não faz sentido.

A partir deste padrão criamos medos que não nos deixam sair da zona de conforto e quebrar essas malditas imposições que nos fazem acreditar que as coisas são boas se forem planeadas, todas iguais e totalmente predefinidas. Como se já soubéssemos, à partida, aquilo com que contamos, o que podemos esperar, o que vamos viver e como vamos fazê-lo. Isto está tão errado.

Fazem-nos acreditar em algo que ao longo da vida revela ser totalmente o oposto. Como? Da pior maneira. Achamos que se fizermos tudo bem daremos tantos trambolhões como um sempre-em-pé e, no fim, passamos o tempo a ir ao chão. De cara, às vezes.

É certo que depende de nós fazer com que as coisas mudem, sair da nossa zona de conforto. E eu queria tanto ir passar uns dias à minha casa pequenina naquela praia onde o tempo está sempre bom. Mas, como em tantas outras ocasiões na vida, as circunstâncias não mo permitem… Especialmente porque a minha casa pequenina naquela praia onde está sempre bom não existe. E eu não sei viver sem ela.

~ um chá de circunstâncias ~

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Chá das 3, Chá do Manifesto

Messy Hair

Quem nunca teve um turbilhão de pensamentos? Daqueles que nos deixam tão confusas ao ponto de não sabermos mais o porquê de estarmos confusas. Hum.. estranho, não é? Tudo isto tem tendência a acontecer naquelas fases em que olhamos para trás e vimos o quanto crescemos e o quanto já vivemos (ou pensamos ter vivido), e que foi devido a algumas circunstâncias que cada vez pensamos mais no que devemos ou não fazer, e nas consequências dos nossos atos.

Se acontece, é porque realmente vivemos. Mas vivemos agarradas a quem somos ou a quem gostaríamos de ser? Essa é a questão de uma vida inteira. Engloba todo o nosso mundo. Quem somos, para onde vamos, com quem vamos. Vivemos dia após dia, tal como deve ser feito. Mas fazemos algo que saia da nossa rotina? Arriscamos o suficiente? Atiramos-nos de cabeça? Ou simplesmente deixamos que o passado comande diariamente o nosso presente? É isto.. é isto que nos prende.

Prendemos-nos tanto ao nosso passado que nos vimos bloqueadas no presente. Pensamos que houve alturas em que simplesmente demos tudo de nós, que nos entregámos de corpo e alma e no final de contas, fracassámos. Sim, fracassámos. Na nossa cabeça o fracasso foi nosso, não foi de mais ninguém. Na nossa cabeça éramos nós que tínhamos que ter força suficiente para conquistar aquela pessoa que nos fazia tremer as pernas. Mentalizamos-nos tanto disso, que nos esquecemos que também merecíamos ser conquistadas. E quando do nada, chega o momento em que podemos vir a ser conquistadas, não queremos. Não queremos porque não queremos mais brincar, não queremos mais perder mais tempo, não queremos mais sentir novamente a sensação de fracasso. Então não arriscamos mais, acabamos por dançar, beber um copo de vinho, dar um beijo longo e acordamos no dia a seguir sem expectativas, sem dramas, sem dilemas, sem fracassos.

E quando ponderamos dar um passo em frente, vem o passado e coloca todas as dúvidas na nossa cabeça, questiona tudo novamente e faz-nos ter turbilhões de pensamentos como aqueles que tínhamos no início de tudo. Torna-se um ciclo vicioso porque acreditamos que um dia pode dar certo. E que aquele clichê “no passado tinha que dar errado para no futuro dar certo” seja real e aconteça. Mas aquela perguntinha surge sempre na nossa cabeça, “E se..?”.  Portanto, isto de tentar agir consoante o que queremos ou não, é como o nosso cabelo. Uns dias têm mais jeitos e há que decidir se utilizamos a placa para o tornarmos “simples e fácil” ou simplesmente deixá-lo como está, “rebelde e arriscado” de forma a contrariar os fracassos e dar voz ao destino.

Por isso, é fácil dizer “Hoje é o dia de fazer diferente”.. A verdadeira luta acontece quando nos deparamos com uma possível mudança no nosso quotidiano, e aí sim somos corajosos o suficiente para enfrentar essa mudança e arriscar mesmo sabendo das duas possíveis faces da moeda, ou deixamos que o medo nos retraia?

Hoje é dia de turbilhão de pensamentos, certo?

~um chá e um turbilhão de pensamentos~

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Chá das 3

Azeite & Alhos Pizzaria Artesanal

Foi mesmo juntinho ao rio Tejo, em Belém, com uma paisagem de cortar a respiração do rio e da ponte, que encontramos a roulote Azeite & Alhos Pizzaria Artesanal. Na verdade, encontramos mais do que uma roulote, foram vários cheiros e sabores debaixo de uma noite de verão regados com azeite e alhos.

Depois da nossa visita, acreditamos ter encontrado o sítio perfeito tanto para um final de tarde com os amigos, como para aquele date em que precisamos mesmo de causar boa impressão. A sangria é óptima, os mojitos e as caipirinhas não deixam ninguém indiferente e o pôr do sol faz o resto.

Aconselhamos também o rodízio de pizzas, só de falar nisso já estamos a salivar. A mistura de sabores e a massa fina e crocante fazem toda a diferença das pizzas habituais. À medida que as pizzas são servidas, vamos sendo surpreendidos. Não queríamos contar já tudo, mas há uma pizza de filadélfia que ainda hoje estamos a pensar nela.

Caso não queiram jantar, podem provar as pizzas na mesma, bom … o melhor é mesmo ir lá, escolham a companhia certa, vão e deixem-se surpreender pelos diferentes sabores e pela vista que por si só já é bastante saborosa.

~um chá regado com azeite e alhos ~

https://www.facebook.com/PizzariaStreetFood/

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