Chá das 3

O dia 13 é o dia em que tudo começou

Já aqui escrevi sobre nós. Sobre mim. Sobre o nosso amor. Ter uma relação não é fácil, é como uma flor que precisa de ser regada todos os dias com muita criatividade e vontade de fazer valer o que temos.

Nem tudo são rosas, umas vezes há discórdia, outras vezes consenso, umas vezes um puxa para um lado, e o outro, para o lado oposto. O que faz com que tudo resulte é o objectivo final ser em comum: ser feliz e fazermos-nos felizes um ao outro.

Atravessei o Atlântico porque o que me move é o amor! Voltava a fazê-lo vezes e vezes sem conta. Sou feliz, e grande parte dessa felicidade deve-se à pessoa que tenho ao meu lado.

A compreensão e o amor estão presentes em tudo, incluindo nas discórdias do dia-à-dia, porque se elas existem é porque nos importamos. Se nos importamos, é porque existe amor.

6 Anos depois continuo a estar apaixonada, a amar a nossa vida em conjunto, os nossos gatos e principalmente a ti!

Obrigada por me fazeres feliz!

With Love

~ A Miúda Portuguesa no UK na sua versão mais lamechas… ~

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Os meus Gatos também emigraram

Ainda não tinha escrito sobre os meus gatos. Estes bichinhos maravilhosos que fazem parte da minha vida e claro não havia como não trazê-los para esta aventura que é a minha nova vida.

Cheguei ao UK em Junho e ao fim de uma semana as saudades já apertavam. Estava decidido, os gatos também vinham “conhecer a rainha”!

Comecei a planear a viagem deles desde essa altura em que cheguei. Seguiram-se meses de pesquisa e indecisão. A principal indecisão residia na forma como os iríamos trazer. O Reino Unido tem uma série de exigência que os outros países da Europa não têm.

Inicialmente pretendíamos trazê-los de avião, pois o tempo de viagem seria mais reduzido, mas o preço e o facto de ser obrigatório que os animais viajassem no porão deixou-me muito desconfortável.

A segunda hipótese seria que eles viessem numa transportadora por terra, existem empresas que especializadas que transportam os amimais com todas as condições.

Depois de muito estudarmos a coisa decidimos: Vamos traze-los de carro! Água, comida, uma caixinha de areia e uma caminha fofinha foi tudo o que precisaram para uma viagem confortável. Claro que foi muito exigente para todos, são muitas horas de viagem e uma mudança grande para os animais, no entanto, foi sem dúvida a opção mais económica e tranquila para todos.

A Sol e o Zé que se encarregaram de fazer a viagem com os gatos mais lindos do mundo (:p) não tiveram a vida facilitada, entre o miar e a preocupação de como os gatos se estavam a aguentar, estava a estrada que nunca mais acabava… (Obrigada meninos!)

 

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~ Os meus gatos já cá moram ~

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A Miúda Portuguesa no UK está de volta ao headshake

Depois de uma ausência inesperada, a Miúda Portuguesa no UK está de volta ao headshake! Estas trocas e baldrocas que uma mudança de país provoca, impedem-me de escrever com a frequência que gostaria.

Após 5 meses a viver em terras de sua Majestade, posso dizer que já me habituei a quase tudo. A comida que me provocava dores de barriga e repugna, passou a ser normal e até já aprecio um bom “fish and chips”. Quando me mudei, pensei a que a minha escolha alimentar de semi-vegetarina iria ser “canja”, pois o leque de oferta iria aumentar tendo por comparação o nosso pequenino Portugal. No entanto, enganei-me, aqui é muito mais difícil escolher um estilo de vida saudável.

Quando um Pack the Coca-colas custa 1£, já sabe onde o consumo vai parar…

Tive a minha primeira visita o mês passado. Consigo perceber totalmente o sentimento de emigrante, aquele que define a saudade como uma palavra sem definição… Parece contraditório, mas é verdade. As pessoas fazem-nos falta e as visitas enchem-nos o coração. Depois tivemos um momento headshake com 2 shakeres que vieram visitar-me e passear a Londres.

Viver por cá tem sido uma experiência única e enriquecedora. As mentalidades diferentes fascinam-me e ensinam-me uma nova realidade todos os dias.

Do ponto de vista da comunicação, a forma de chegar às pessoas é igual, mas atinge de maneira muito mais intensa. Todas aquelas teorias da comunicação que estudamos na facultade, fazem agora mais sentido. A comunicação de e em massa existe mesmo. A loucura com promoções é real e em grande escala.

Por exemplo, as marcas mudam completamente o packaging dos seus produtos para época Natalícia, este é sem dúvida um ponto fascinante nos supermercados, de que não estava habituada em Portugal.

A época Natalícia já começou no início de Outubro, as lojas encheram-se de mercadoria temática, presentinhos e coisinhas para todos os gostos. As festas de Natal começam agora e todas as empresas, instituições e grupos têm uma. É imprescindível e um evento importantíssimo na comunicação interna dentro das organizações. No entanto, não notei um aumento nas campanhas de responsabilidade social das organizações, pois esta actividade já tem um espaço bem marcado durante todo o ano.

Em Portugal estamos habituados a uma avalanche de solidariedade natalícia em que parece que só nessa altura do ano é que se lembram que existem pessoas carenciadas. Aqui a preocupação é constante e funciona.

Entrámos agora em Novembro e estou curiosíssima para viver a comunicação das marcas durante os meses Natalícios.

Prometo trazer novidades em breve!!!

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~ Um chá com sabor a regresso… ~

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A miúda Portuguesa no UK – parte II

Foi no dia 28 de Maio de 2015 que embarquei nesta aventura. Já lá vão quase 3 meses, 1 viagem a Portugal e 1 post sobre o assunto no headshake.

Esta tem sido uma grande mudança na minha vida. A adaptação à cultura, à língua, à comida e aos métodos de trabalho. Apesar de ser um país da Europa e tão pertinho de Portugal (2 horas de avião não é nada!) é tudo tão diferente…

As saídas à noite começam e acabam cedo. Ás 21h os ingleses festivaleiros já beberem o suficiente para deitar tudo fora. Á 1h da manhã é o ponto alto da noite e por volta das 4h fechou “o circo” e vai tudo para casa. O beber com moderação não existe.

A extrema falta de bom gosto dos ingleses para colocar música nas discotecas surpreendeu-me. A música que ouvimos já está ultrapassada desde que deixei o secundário e a constante interrupção de uma música aos 30 segundos para colocar, logo de seguida, uma outra que não tem nada a ver com a anterior, devia ser proibida!

A parte boa é espírito vivido pela comunidade portuguesa, somos cada vez mais. O meu círculo de contactos (que ainda se resume a, pouco mais, que os meus colegas de trabalho) faz-se sentir que tenho sorte. Começo a fazer bons amigos nestas terras de sua Majestade, sinto-os como uma família adoptiva que me ampara numa fase de adaptação difícil e que pode tornar-se muito solitária…

As festas e convívios semanais organizadas pelos portugueses transportam-me para os tempos de Universidade onde todas as desculpas eram motivo para uma festa ou apenas para um “ajuntamento” em casa de alguém.

No fundo, são as pessoas que tornam um sitio especial e por isso posso dizer que o UK está a começar a tornar-se na minha casa!

 

~ A miúda portuguesa começa a criar raízes… ~

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A miúda portuguesa no UK

Sinceramente nunca me imaginei a escrever este artigo…

A verdade é que quando vimos morar para o estrangeiro algumas coisas mudam, não só os hábitos, mas as nossas ideias deixam de ser tão preto no branco e começamos a ver as coisas de outras forma.

Saí há pouco tempo, mas sinto que já foi há meses e que consigo fazer uma pequena análise deste curto espaço de tempo.

Portugal, é uma forma simpática de dizer que somos calorosos, sabemos receber, temos boa comida, bom vinho e que temos o melhor jogador de futebol de mundo (o Cristiano Ronaldo vem sempre à baila).

Com isto quero dizer que, por sermos portugueses, muitas portas são abertas e as amizades começam a surgir, porque somos conhecidos pela personalidade do povo português e não pelos defeitos e falcatruas dos nossos governos (que obrigam muitos jovens a ir trabalhar para fora).

típica conversa de emigrante (que muitas vezes critiquei) existe e faz falta, até já começo a gostar!!!

O tempo, principal tema de conversa de todos os Gregos, Italianos, Espanhóis e Portugueses que vêm viver para o Reino Unido. É sem dúvida medonho andar de casaco de Inverno o ano inteiro!

A comida, algo que o meu organismo ainda não se conseguiu adaptar. A comida inglesa e eu não somos lá grandes companheiras. A parte boa é que já experimentei iguarias gregas e italianas que souberam a pouco. Mas… nada melhor que um bom prato português e, claro, o nosso amigo bacalhau que todos os estrangeiros comem e choram por mais!

As pessoas, depois do primeiro contacto as nacionalidades deixam de ter importância e servem apenas para trocar experiências e conhecimentos. A realçar que a entreajuda entre portugueses é fascinante!

Ser português é uma marca universal, que possui uma identidade e personalidade reconhecida. É uma forma de comunicar um modo de estar e ser.

Sentimos a falta de Portugal? Sinceramente pensava que não, que apenas ia sentir falta das pessoas que por lá ficaram. São as relações e os afectos que me movem e afastar-me da minha família e amigos custa… custa mesmo!
Mas sim, dou por mim a sentir a falta do cheiro de Portugal. Dos Pastéis de Belém. Das saladas com queijo fresco. Do cheiro do mar. Das tardes de esplanada. Das noites que se tornam dia. Do calor…

Adoro estar aqui, mas Portugal é Portugal e “ser português” é uma GRANDE marca!

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~ Um desabafo de uma portuguesa com saudades de Portugal

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