WHAT'S UP

A miúda portuguesa no UK

Sinceramente nunca me imaginei a escrever este artigo…

A verdade é que quando vimos morar para o estrangeiro algumas coisas mudam, não só os hábitos, mas as nossas ideias deixam de ser tão preto no branco e começamos a ver as coisas de outras forma.

Saí há pouco tempo, mas sinto que já foi há meses e que consigo fazer uma pequena análise deste curto espaço de tempo.

Portugal, é uma forma simpática de dizer que somos calorosos, sabemos receber, temos boa comida, bom vinho e que temos o melhor jogador de futebol de mundo (o Cristiano Ronaldo vem sempre à baila).

Com isto quero dizer que, por sermos portugueses, muitas portas são abertas e as amizades começam a surgir, porque somos conhecidos pela personalidade do povo português e não pelos defeitos e falcatruas dos nossos governos (que obrigam muitos jovens a ir trabalhar para fora).

típica conversa de emigrante (que muitas vezes critiquei) existe e faz falta, até já começo a gostar!!!

O tempo, principal tema de conversa de todos os Gregos, Italianos, Espanhóis e Portugueses que vêm viver para o Reino Unido. É sem dúvida medonho andar de casaco de Inverno o ano inteiro!

A comida, algo que o meu organismo ainda não se conseguiu adaptar. A comida inglesa e eu não somos lá grandes companheiras. A parte boa é que já experimentei iguarias gregas e italianas que souberam a pouco. Mas… nada melhor que um bom prato português e, claro, o nosso amigo bacalhau que todos os estrangeiros comem e choram por mais!

As pessoas, depois do primeiro contacto as nacionalidades deixam de ter importância e servem apenas para trocar experiências e conhecimentos. A realçar que a entreajuda entre portugueses é fascinante!

Ser português é uma marca universal, que possui uma identidade e personalidade reconhecida. É uma forma de comunicar um modo de estar e ser.

Sentimos a falta de Portugal? Sinceramente pensava que não, que apenas ia sentir falta das pessoas que por lá ficaram. São as relações e os afectos que me movem e afastar-me da minha família e amigos custa… custa mesmo!
Mas sim, dou por mim a sentir a falta do cheiro de Portugal. Dos Pastéis de Belém. Das saladas com queijo fresco. Do cheiro do mar. Das tardes de esplanada. Das noites que se tornam dia. Do calor…

Adoro estar aqui, mas Portugal é Portugal e “ser português” é uma GRANDE marca!

eleltrico

~ Um desabafo de uma portuguesa com saudades de Portugal

Standard
WHAT'S UP

Bullying: O pesadelo anunciado

O toque de intervalo soou na sala de aula. A angústia e o sentimento de rejeição apoderaram-se dela. Tinha apenas doze anos. Gostava de ler, de observar a natureza e de escrever. Era diferente e tímida. Mas elas, bem, elas eram todas iguais. Pelo menos em grupo. Em grupo as colegas de turma eram fortes (ou não seriam a mais fracas de sempre?). Lá, no segundo piso da escola, nada de mal lhe poderia acontecer. A campainha era o terror anunciado, com o som dos passos apressados pelas escadas abaixo. Mais uns minutos de tortura psicológica. Ela sentia-se bloqueada, numa luta que não lhe deveria pertencer. Uma disputa de muitas para uma só.

Havia uma líder, que escondia fraqueza num ar superior. Todos os dias se reunia com a matilha e focava toda a atenção na mesma presa. No fim, a rapariga de olhos cabisbaixos ia para casa e fechava-se no quarto. Escrevia no diário e chorava. Não havia esperança. Todos os dias eram iguais. Humilhação e exclusão por parte dos colegas. Afinal, fazerem parte da matilha para não serem as presas, era o caminho mais fácil.

Ela não percebia a maldade daquelas miúdas. Mas, um dia acordou e bateu o pé. Deu um golpe de coragem e resolveu mudar de vida. Contou aos pais e aos professores o quanto estava a sofrer. A revolta da matilha foi incalculável. Sofreu ainda mais. Todos os dias queria desaparecer. Teve a sorte de ter bons pais por perto. Os pais das agressoras não acreditavam. “Afinal, como é que a minha filha faz algo do género?”. Mas fazem, sabem? As vossas queridas filhas não são santas. E a culpa é vossa, porque não lhes transmitem os valores certos. A culpa é da vossa falta de atenção com elas.

Estamos a falar de pessoas da futura sociedade. E quanto aos professores: pretendem continuar a formar mentes inúteis? Formar egos que só existem rebaixando egos alheios? Vão apenas despejar mais matéria formatada, veiculada nos livros, ou vão ensinar valores cívicos? Ajudem estes jovens a encontrar um caminho onde a força não seja usada contra os outros.

Essa menina, de olhos curiosos, que pensava muito sobre o mundo, mudou de escola. Fez novos amigos. Saiu fortalecida. Percebeu que não pertencia à matilha por ser diferente e ter uma vida especial por descobrir.

O vídeo que está a circular pelas redes sociais e na comunicação social tem sido alvo de comentários por parte de muitas pessoas, sem a mínima noção do que é o bullying. Muitas nunca foram todos os dias para a escola com as pernas a tremer e as lágrimas guardadas em páginas de um diário. Só sabem a teoria. Que tal partirem para a ação? Que tal entenderem que os dois lados da moeda necessitam de ajuda? Quem agride tem necessidade de atenção. Quem é agredido, precisa de carinho. E quem agride também. Precisam de alguém que lhes dê a mão. Que mande uma palmada na mesa.

Aquela menina teve o carinho de uma família estruturada. Outros meninos podem não ter. Vamos permitir que uma vida que ainda mal começou seja miserável? Que uma auto estima ainda em formação leve ao suicídio? Parem de falar sem saber. A solução está dentro das vossas próprias paredes. Cuidem dos vossos filhos, transmitam-lhes amor e carinho. Mostrem-lhes que eles valem mais do que pensam. E, caros professores, não foquem tanta atenção em critérios banais. Observem, transmitam valores de companheirismo e de igualdade.

A campainha voltou a tocar. Saiu pelos portões da escola aliviada por menos um dia aterrorizante. Ela, a quem que lhe chamavam de anti social, “tam-tam” e outras agressões de carácter psicológico, hoje é confiante e comunicativa.

A menina que trazia sempre um livro debaixo do braço e que suava quando a campainha da escola tocava, ela sim, sabe hoje o verdadeiro significado da palavra bullying. Vão continuar a comentar sem saber? Ou vão começar a tomar atitudes?

Vão apenas promover campanhas de sensibilização? Ou que tal começarem na vossa própria casa, na vossa própria sala de aula?

Menos palavras, mais ação. Pensem nisso.

~Um chá de reflexão ~

Standard
WHAT'S UP

A VidaEdu leva-te mais longe e com estágio garantido

A crescente procura dos jovens por uma experiência além fronteiras nesta época do ano, levou a VidaEdu a lançar os Estágios de Verão no estrangeiro.
Existem estágios em 22 países diferentes e para todas as áreas profissionais.

A grande novidade deste ano são os Programas Summer Job, Farm Stay, Internship, My First Job, este para jovens com 16 e 17 anos que querem ter uma primeira experiência de trabalho internacional e Voluntariado para os jovens que durante as férias querem proteger o ambiente e espécies em extinção ou ajudar os mais desfavorecidos, em países como Argentina, Chile e muitos outros da América do Sul.

Áreas como Saúde em Malta, Women’s Empowerment na Índia ou Educação na América do Sul são agora possíveis para aqueles que escolhem fazer um Estágio de Verão no estrangeiro.

Em cerca de 1 semana, a VidaEdu recebeu perto de 700 inscrições, para as sessões de apresentação dos Estágios de Verão por todo o país, superando todas as expetativas quanto ao interesse dos jovens nos Estágios de Verão internacionais.

Untitled design

As inscrições estão abertas até 30 de abril! Inscreve-te.

Sabe tudo aqui.

image_preview

 

 

~ Não percas o teu lugar e embraca na grande aventura da tua vida

Standard