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Será que o Facebook nos vai dar música?

Temos ouvido uns rumores de que o Facebook se prepara para entrar no mundo dos streams de musica. Segundo a Revista Marketeer, têm-se sucedido as reuniões com as grandes editoras discográficas, como a Sony, a Universal e a Warner.

Ouvir música é um dos hobbies favoritos da humanidade e no qual despendem grande parte do tempo do seu dia-a-dia.

Esta é mais uma prova da ambição do Facebook em estar presente em todos os momentos da nossa vida.

Se repararmos, o Facebook é a Rede Social mais visitada de sempre. Por lá telefonamos, enviamos mensagem, mostramos a nossa vida e vemos a vida dos nossos amigos. Jogamos jogos, comunicamos os nossos negócios e vendemos os nossos serviços/produtos. Nesta lógica o que falta? Só mesmo um stream de música e quiçá uma entrega de pizzas…

 

~ O Facebook já nos dá música há muito tempo… ~

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Conflito nas Redes Sociais

No passado dia 11 de Maio, a empresa de autocarros N.A.T. (New Adventure Travel) lançou uma campanha publicitária para um novo serviço da zona de Cardiff, País de Gales, mas viu esta campanha ser motivo de um forte protesto nas redes sociais.

Com o objectivo de chamar a atenção do público mais jovem, para utilizarem aquele transporte, a N.A.T. decidiu colocar imagens nos seus autocarros que geraram indignação em ambos os sexos.

Nas imagens em questão podemos ver uma mulher aparentemente nua que segura uma cartaz com a frase: “Ride me all day for £3” (Monta-me o dia todo por 3 libras).

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Eu que costumo dizer que já nada me choca fiquei um tanto ou quanto escandalizada. Como assim uma campanha sugerir que as mulheres podem ser compradas como se de um objecto se tratassem? É inaceitável!

Ao fazer uma campanha publicitária deve haver muito cuidado com o tipo de mensagem que se pretende transmitir. Principalmente neste tipo de campanhas, num momento em que se fala todos os dias de violência doméstica e abusos sexuais, deve haver atenção a triplicar.

Mas…os homens também não foram poupados à sexualização desta campanha.

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Pensavam eles, talvez, que iam lavar as vistas a muita gente e afinal viram-se forçados a retirar a campanha 3 horas depois do lançamento devido às reacções do público.

Esta campanha coloca em causa o tipo de serviço que a N.A.T. fornece e até que ponto o sexo vende. 

Quase todos os dias vemos abusos em transportes públicos, preocupa-me a leviandade com que se fazem estas campanhas, como “autorizam” que as pessoas sejam usadas. Li numa das crítica a esta campanha que até os profissionais do sexo se sentem insultados, não duvido nada.

Este tipo de marketing que trata pessoas como objectos contribui para a sociedade que infelizmente temos nos dias de hoje, que avalia as pessoas pelo corpo e não pela personalidade.

A N.A.T reagiu aos comentários protestantes e pediu desculpas a todos os clientes através de um comunicado.

O objectivo era simples, mas acabou por se tornar num verdadeiro problema. Felizmente os anúncios foram todos retirados, incluindo os do Twitter.

De futuro espero que todas as marcas pensem bem antes de fazer um lançamento de uma campanha deste género, as consequências para eles podem ser desastrosas e para a sociedade, infelizmente, pode ser mais um incentivo à liberdade ao piropo inconveniente e comentários desagradáveis sobre algum aspecto do corpo de cada um.

~ Um chá escandalizado ~

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Os Ídolos, a SIC e um comunicado fraquinho…

Após a transmissão do programa Ídolos no passado Domingo, as Redes Sociais e os jornais portugueses foram inundados de criticas a este programa, à SIC e à produtora do formato FremantleMedia.

A razão para esta indignação é a ridicularizarão feita pelo programa a um jovem que tentou cantar um tema de Rihanna, onde o foco da equipa de edição foi numa característica física do rapaz e não propriamente na sua falta de jeito para a música.

As consequências deste gozo foram graves para o jovem, que não sai de casa desde que o episódio foi para o ar.

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A página de Facebook oficial do programa tem maioritariamente comentário negativos sobre este assunto e sem qualquer resposta.

O que nos chamou à atenção neste caso foi o comunicado da SIC:

“A SIC e a FremantleMedia lamentam o sucedido, pois não foi sua intenção ferir suscetibilidades. Como é do conhecimento geral, o programa Ídolos nesta fase contempla nos seus conteúdos situações nas quais os seus concorrentes se encontram mais expostos. É dado destaque a todo o tipo de candidatos, tanto pelo talento demonstrado, como pela originalidade da situação“

A falta de personalização e de humildade neste comunicado incendiou ainda mais opinião publica.
No ponto de vista da comunicação, parece-nos que falta um pedido de desculpas público a este jovem, bem como a todos os telespectadores, e um assumir de “mau comportamento” por parte da SIC.

É certo que a intenção da SIC não era ofender o rapaz, era sim ter audiências à conta de uma boa risada sobre ele (há diferença?).

Ironia das ironias é que a SIC é uma empresa que comunica sobre o mundo e para o mundo, mas na hora de comunicar sobre si “esquece-se” como se faz. Já dizia o outro: “em casa de ferreiro, espeto de pau”.

Segundo jornal Observador, a SIC decidiu ouvir a opinião pública (não havia outra coisa a fazer) e enviou uma carta à tutora do jovem ridicularizado, pedindo desculpa ao rapaz e à sua família, bem como disponibilizando todos os apoios necessários para a sua recuperação.

Esta intervenção demorou mas chegou e não havia outra coisa a fazer. Agora sobra para a SIC a árdua tarefa de tentar não meter “a pata na poça” nos próximos episódios deste programa, pois estarão em observação microscópica por parte de todos os telespectadores.

Numa visão mais generalista, os media têm um papel fundamental na sociedade portuguesa, a maioria dos portugueses utiliza a televisão como principal meio de informação e cultura, por isso é urgente que a programação seja educativa e construtiva.

Mais que serviço público este é um dever moral dos canais de televisão que parecem esquecer o realmente importa e concentrar esforços na luta pela liderança das audiências.

No site oficial da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) podemos encontrar o seguinte:

“A ERC tem como principais atribuições e competências a regulação e supervisão dos meios de comunicação social. No exercício das suas funções, compete à ERC assegurar o respeito pelos direitos e deveres constitucional e legalmente consagrados, entre outros, a liberdade de imprensa, o direito à informação, a independência face aos poderes político e económico e o confronto das diversas correntes de opinião, fiscalizando o cumprimento das normas aplicáveis aos órgãos de comunicação social e conteúdos difundidos e promovendo o regular e eficaz funcionamento do mercado em que se inserem. A ERC figura, portanto, como um dos garantes do respeito e protecção do público, em particular o mais jovem e sensível, dos direitos, liberdades e garantias pessoais e do rigor, isenção e transparência na área da comunicação social.”

A minha questão final é a seguinte: Se a ERC “figura, portanto, como um dos garantes do respeito e protecção do público” onde está esta entidade e qual o seu parecer sobre o assunto?

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