Até perder a vista, Chá das 3

Travel Post #15 – Mini EuroTrip

Para acabar bem o ano que tal uma mini EuroTrip?!

Uma semana, três cidades europeias, três amigas, muito frio, muitas risadas, um cansaço tão bom!

As três cidades escolhidas foram Paris, Bruxelas e Amesterdão!

Estas cidades já foram faladas aqui no blog quando outras shakers as visitaram, por isso toca a ir recordar!

Primeiro…Paris!

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tão famosa cidade da luz nunca foi um destino que estivesse no topo da minha bucket list e por isso não ia com expectativas por ai além. Chegámos à noite, aeroporto com neve do dia anterior, um frio de rachar e depois de algumas peripécias no metro (só naquela de começar a viagem a rir à gargalhada), deixámos as tralhas no hotel e fomos ver a Torre Eiffel. “Uaaaaaaau que lindoooo” foi a reacção, que durou certa de 5 segundos, porque logo a seguir quase tropeçámos num mar de ratazanas (já percebi de onde veio a inspiração do Ratatui), medo!24131411_10155907105873571_8361391269358912295_n

 

Passeámos pela cidade, vimos a Torre Eiffel de dia e de noite, mas o nevoeiro não inspirou à subida, foto aqui e ali no Trocadéro, vimos o Louvre por dentro e por fora, demos uma volta no Jardin de Tuileries, fomos até à “nova” Pont des Arts, a maravilhosa Notre Dame, fomos ao Château de Versailles, Moulin Rouge e subimos até ao Sacré Coeur, fomos até Marais, às Galeries Lafayette, Arc de Triomphe e percorremos os maravilhosos Champs-Élysées…enfim foram 3 dias preenchidos e, já mencionei, com muuuito frio?!

No final das contas, Paris, é uma cidade que tem a sua beleza, mas não me apaixonou, faltaram mais luzes de natal, mercados de natal mais recheados, um dia, breve, quero voltar, mas à Disneyland!

Seguimos  até Bruxelas, tivemos apenas um dia, mas deu para ver o centro com calma. É uma cidade bastante multicultural, pessoas simpáticas, a cerveja é diferente mas muito boa e as waffles ma-ra-vi-lho-sas!

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primeira coisa que fomos ver foi o famoso Manneken-Pis, tãaaaao piquitito e adorável! Mais à frente é a Grand Place, uma praça linda de morrer com edifícios imponentes neo-góticos, uma árvore de natal gigante e à noite ainda vimos um video mapping de Natal, foi tão giro! Passeámos pelo mercadinho de natal, recheado de doces e artigos típico e de natal, fomos até ao fabuloso Mont des Arts que tem uma vista fantástica do centro histórico e do jardim, subimos até ao majestoso Palais Royal, passámos nas Galeries Saint-Humbert e fomos até ao Delirium Café.

No dia seguinte logo de manhãzinha rumámos a Amesterdão, último destino da viagem e para mim o mais aguardado! Para trás deixámos Bruxelas, uma cidade que achei imponente e maravilhosa.

Não imaginam há quanto tempo eu queria ir a Amesterdão, estava nos primeiros lugares da minha bucket list, e sem dúvida, superou expectativas e quero muito voltar para conhecer o que não conheci e também para conhecer outras cidade holadesas.

Lembram-se do frio que passámos em Paris? Pois é…em Amesterdão juntou-se uma espécie de micro clima do ártico. Frio, neve, gelo e isto tudo tocado a vento, mas nem isso nos desanimou. Fartámos-nos de andar e acabámos por perceber que afinal era tudo muito perto umas coisas das outras, menos o hotel, mas como o sistema de transportes deles era tão bom e tínhamos o metro mesmo à porta isso pouco importou.

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Ficámos no Via Amsterdam, que fica em Diemen, um hotel acolhedor, com decoração divertida, pessoas simpáticas, super recomendo!

Barato nesta cidade é uma palavra desconhecida, por isso, optámos pelo I Amsterdam City Card de 72h que nos dava acesso livre a quase todas as atracções da cidade e a todos os transportes.

Começámos na imponente Central Station, fomos até ao Mercado das Pulgas, tem de tudo aquele sítio, depois seguimos até ao Rijksmuseum onde estão as famosas letrinhas I amsterdam e a pista de gelo, depois da paragem da praxe para tirar fotos e de uns quantos quase atropelamentos por bicicletas fomos até ao Museu de Van Gogh. Para acabar o primeiro dia em beleza fomos até à Heineken Experience. Que máximo, adorei!

Nos dias seguintes fomos até ao Museu Casa de Rembrandt, Museu da Túlipa, Museu de Amesterdão, Oude Kerk, visitámos uma Casa Barco, fomos dar uma passeio de barco pelos canais, vimos as famosas Coffee Shops, a Red Light District, comemos a deliciosa Tarde de Maçã na Winkel.

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Ficou ainda muito para ver porque realmente o tempo não ajudou muito à festa, mas sem dúvida é uma cidade maravilhosa, toda a gente simpática, em todo o lado nos diziam pelo menos uma palavras em português, amei!

Foi uma semana intensa mas super divertida, obrigada Pi e Andreia pela aventura, já estou a matutar na próxima!

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~ Um chá de aventura ~

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Chá das 3, Chá de Camomila, por favor!

Travel Post #11 – Sevilha

Fins-de-semana, pontes e feriados são sempre um bom argumento para programas diferentes. Aquilo que começou por ser uma visita a Óbidos, essa vila pitoresca e que agora no Natal se transforma e faz jus a esta quadra, terminou numa viagem a Sevilha. Sem muito tempo para planear, fizemo-nos à estrada…queríamos aproveitar o máximo destes curtos dias.

Para trás ficava Lisboa, chegava-mos a terras de longas e douradas planícies, o inconfundível Alentejo. Uma passagem por Évora, por Estremoz, Elvas e o resto já sabem…”Oh Elvas, Oh Elvas…Badajoz à vista”, mas a nossa paragem seria em Mérida. Nas margens do Guadiana, esta pequena cidade espanhola, Património da Humanidade, respira história e anda de mão dada entre o passado e futuro. Nesta nossa passagem, as ruas estavam cheias de pessoas, cheias de crianças, cheias de sorrisos, já se sentia o Natal, aquela nostalgia. Mas a noite chegara e obrigava-nos a seguir caminho…duas horas e ai está ela, luminosa, agitada, é sexta-feira em Sevilha!

Depois de instaladas, tempo para umas tapas, uma cerveja e pouco mais, um passeio pelo centro histórico. Queríamos contrariar a vontade, mas também queríamos aproveitar o dia seguinte, tínhamos o tempo contado nesta viagem e portanto, hora de dormir!

Sabem aquela sensação de acordar num sitio novo, desconhecido, que nos inquieta por ter tanto estranho quanto de surpreendente?…assim foi, a vista do nosso quarto trazia um sol janela dentro, na varanda garridas flores vermelhas e atiçava a vontade de levantar da cama e seguir à descoberta, e assim foi…

Se já tinhamos visto a soberba catedral à noite, a luz do dia revelava a sua magnitude. A Giralda, um antigo minarete (torre de uma mesquita), agora integrado na Catedral de Sevilha é Património Mundial da UNESCO. Seguimos para o Real Alcazar, que funde diferentes estilos na sua arquitectura, pois tem construções de diferentes épocas. Para mim, apaixonada por azulejos e padrões, é sem dúvida a vertente islâmica que me atraíra, a riqueza daqueles azulejos, a sua beleza, as suas cores e formas. Ou então, aqueles arcos e janelas, aquela luz, não sei se o verde das plantas, tropicais se o laranja em contraste nas laranjeiras…não sei o que gostava mais, até aos jardins tropicais, de labirintos e pequenas fontes. Tudo me tomava o olhar, enchia o coração de tão belo…Património Mundial, este palácio foi também cenário da série Games of Thrones!

Com isto, chegara a hora de almoço…a rua estava cheia de gente, nas esplanadas as pessoas já petiscavam. A gastronomia aqui é deliciosa, não fosse eu também um bom garfo. Entre tapas, paella e cerveja ficamos saciadas. Restava-nos visitar a Plaza de Espanã, com pequenos barcos, os jardins com cores de outono, as ruas com coches a cavalo, a Torre Del Oro mercados típicos com petiscos e um passeio junto ao rio cheio de sol, pois o tempo estava contadinho que depressa chegara a hora do lanche e de regresso a casa, a Lisboa.

Não houve tempo para mais, restava-nos apenas a certeza de voltar com mais tempo, repetir e visitar o que não se conseguiu desta vez…porque Sevilha sem dúvida nos encantou!

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~ uma viagem por Espanha e chá de sabor arábico ~

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Travel Post #4 – Amesterdão

Tenho que começar já por dizer que me apaixonei por Amesterdão!

Esta é a cidade onde a bicicleta e o salto alto combinam na perfeição, onde o fato e a gravata acompanha a pedalada diária e onde o bom gosto e o estilo são Reis.
Ao contrário do que as mentes menos evoluídas possam pensar, as Coffee Shops e a relação liberal com as drogas leves, não são, de todo, o foco da cidade e de quem a visita.

Os Canais que atravessam toda a cidade, as suas características e o ambiente descontraído são a principal atracção. A ausência de poluição e a agitação controlada, fazem-nos esquecer que estamos numa capital europeia.

Todas as ruas são bonitas… A cidade transpira arte. Os cafés típicos, conhecidos como brown cafés, são qualquer coisa de especial. Em conjunto com a envolvência da cidade, estes espaços, remetem-nos para outra época. Uma época vintage, cheia de intelectualidade, arte e muitas ideias liberais.

A facilidade em encontrar comida vegetariana e opções mais saudáveis são o espelho de uma sociedade elegante e bonita. (Penso que é a cidade com mais pessoas bonitas por metro quadrado.)

As feirinhas e mercados de rua fazem as delícias de qualquer um. Comida, roupa, bugigangas e mobílias. É possível comprar tudo nas ruas. Locais e turistas misturam-se nesta vibe vintage e cosmopolita.

A valorização da estética e do design vê-se em todo o lado, desde os edifícios imaculadamente preservados, à decoração das casas e lojas locais.

A Red Light é um local turístico onde o sexo e a prostituição são abertamente vendidos. Para alguns pode ser em demasia, para outros é apenas a liberdade de ser, fazer ou dizer o que realmente lhes vai na alma.

Confesso que ver mulheres, incrivelmente bonitas, numa montra sob uma luz vermelha, prontas para serem escolhidas, como se de manequins se tratassem, deu-me a volta ao estômago. No entanto, se esta exposição humana é feita por vontade própria apenas respeito.

No fundo, Amesterdão é um misto entre o vintage e o moderno. Vou voltar de certeza!

Um grande inconveniente para quem pensa viajar para esta cidade é o alojamento. Apesar de existir uma capacidade hoteleira elevada e com qualidade, ficar em Amesterdão é caro! Seja um hostel, uma casa ou um hotel, preparem-se para gastar mais no sitio onde vão dormir do que no decorrer da viagem. Uma boa opção que possibilita encontrar preços para todas as bolsas e casas/quartos para todos os gostos é o Airbnb.

Locais a não perder em Amesterdão:

* Flower Market: Um mercado sob um dos canais que junta souvenirs, flores e sementes. As tradicionais tulipas são lindas e disponíveis para todos os gostos.

* Coffe Shop: Mesmo para quem não tem interesse em experimentar a típica Marijuana, o ambiente nestes espaços é pacifico e muito social. Aconselho um chá para descansar das longas caminhadas na Super Skunk.

* Passeio de barco: Simplesmente maravilhoso. Para ficar a conhecer os recantos da cidade, nada melhor que um passeio pelos românticos canais da cidade.

* Vondelpark: Um extenso parque verde, lindo e com um ambiente tranquilo. Vale a pena um passeio nesta zona ou até mesmo uma corrida ao ar livre.

* Albert Cuyp Straat Market: Este mercado apenas está disponível ao Sábado e é o maior mercado da cidade. É possível comprar todo o tipo de coisas. As lojas locais estão presentes no mercado com preços mais acessíveis. É uma perdição :P

* Museumplein: Para quem procura arte e cultura, esta é “A” zona. Nesta área encontram-se os museus Rijksmuseum e Van Gogh. Existe também um museu de diamantes. É também neste local que encontramos as lendárias letras “I Amesterdam”.

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~ Dica para os mais gulosos: Um chá de menta e uma tarte de maça na Winkel, vai fazer-vos chorar por mais!!! ~

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Travel Post #2 – S. Miguel, Açores

O headshake foi até aos Açores, mais precisamente à bela ilha de S. Miguel.

S. Miguel é uma ilha maravilhosa, na sua paisagem impera o verde, o mar e, claro, as vaquinhas!

Não consigo encontrar uma coisa naquela ilha que não tenha adorado e a companhia não podia ser melhor, a família!

As pessoas eram super simpáticas, com aquele sotaque singular, que se for de uma pessoa mais velha é preciso estar-se com grande atenção para não nos escapar nada.

Logo no primeiro dia, com mapa em riste e a desorientação em alta, andávamos à procura de um certo local na cidade de Ponta Delgada, até que decidimos perguntar a um senhor se íamos no caminho certo. O senhor, deixou os amigos com quem conversava e disponibilizou-se logo a acompanhar-nos. Lá fomos, falando e andando, e não é que o senhor conhecia Coimbra e era grande fã da Académica?! Que máximo!

A ilha é só sobe e desce, tanto está sol e calorzinho nas zonas mais baixas, como está um frio de rachar e um nevoeiro imenso nas zonas mais altas. No caminho são campos sem fim com as vaquinhas a pastar, e atenção redobrada porque a qualquer momento uma pode vir passear até à estrada.

Vimos as inúmeras lagoas, a Lagoa das 7 cidades, fomos até à vista do rei, nome que assenta que nem uma luva, porque realmente a vista daquele miradouro para as 7 cidades é deslumbrante.

Passeios a pé, caminhadas infinitas, “operação stop” de vacas leiteiras e volta a ilha dada, com passagem pela Lagoa do Fogo, Caldeira Velha e banho quentinho (a escaldar) da Poça da D. Beija. Meditação no Miradouro do Sossego, passagem da Ribeira do Caldeirões, pela Ferraria onde há uma piscina natural (se a maré estiver baixa a água está quentinha) e o belo cozido típico das Furnas.

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A meio da volta à ilha seguimos a rota do chá. Pois é, a ilha de S. Miguel possui as únicas plantações de chá da Europa. Fui até ao Chá Gorreana onde pude conhecer as plantações, o tratamento e todo o processo até ao empacotamento. No final foi a prova do chá, que delicia. Claro que tive de trazer um pacotinho de Chá Preto Pekoe, que é o chá feito da segunda folha, o mais delicioso.

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Até os peixinhos bebem chá aqui!

A aventura pela ilha foi uma experiência única. Um local curioso, relaxante e cheio de surpresas.

Visitem porque vão adorar! Agora ficam 8 ilhas por conhecer, até breve Açores!

~ Um chá e uma viagem ~

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